Rafael.
Ela me enche de perguntas e eu tento responder com o máximo de sinceridade. Acho estranho a minha reação ao entrar naquele lugar, eu senti preocupação? Normalmente eu não me preocupo, eu até me desconcentrei em alguns momentos, quando os tiros iam na direção dela. Estranho demais isso, mas o que me pegou foi quando ela acertou dois. Na primeira operação da mulher, ela já mandou dois para a vala. Isso me excitou demais. Quando eles desceram eu precisei terminar o serviço. Tirei as algemas deles e vi esperança no olhar. Eles acharam mesmo que eu ia liberá-los. Deviam achar que eu sou corrupto. Foi tão satisfatório o olhar de emoção, seguido do desespero ao alvejá-los. Eles não pensaram isso na hora de matar inocentes, isso não é homicídio, é justiça.
Sofia me conta que fica estressada sem treinar e pergunto se ela gostaria de ir comigo, pois conheço o dono e ele me deixa treinar em qualquer horário, ela fica super feliz e aceita. Esse treino vai ser inusitado.
A encontro na academia e explico que estou trancando a porta por segurança, penso que ela pode ter ficado com certo medo de mim, depois de hoje. Ela reparou que eu os m4tei porque quis, mas isso não a assustou, só despertou curiosidade. Fico intrigado, pois qualquer outra mulher ficaria espantada e daria um showzinho de emoções. Ela soube controlar muito bem, começo a pensar até que ela pode ser uma f0da fixa, se tiver esse comportamento equilibrado e sem chiliques. Mas, não tenho certeza. No começo são flores, depois vem aquele monte de hormônios femininos e ataques de histerismo. Só de pensar me da dor de cabeça.
- Você vai treinar o que hoje? – Pergunto após ela sair do banheiro e colocar sua roupa de treino. Quando a academia está no horário de pico, essa cachorra coloca um mini shorts, quando estamos só nós duas ela coloca uma calça preta.
Palhaçada. Mas isso não é ciúmes, nem sei o que é sentir ciúmes. Não tenho essa parte dos sentimentos, ainda bem, mas deve ser bem r**m, porque eu não estou nos melhores cenários. Será que eu estou sentindo ciúmes? Não. Não tem como.
- Vou treinar costas e bíceps e você? – Ela pergunta, se alongando.
- Também. Mas você não ia conseguir fazer meu treino, mesmo com as cargas mínimas. – Falo me gabando.
- Será? Quer apostar quanto que eu faço todos? Com menos carga, mas eu faço. – Ela me desafia.
- Aposto uma rodada de cerveja. – Respondo convicto.
- Fechado. – Ela estende a mão e eu aperto.
O toque da mão dela me causa arrepio. Que merda é essa? Ele deve estar com a carga estática alterada. Eu hein.
Começamos o treino e eu vou dificultar. Acrescento um monte de exercícios. Ela consegue fazer os exercícios e eu fico desacreditado. Alguns minutos depois ela tira a blusa e fica de top, posso ver com detalhes o desenho das suas costas, ela é toda desenhada. Tem mais força que muito homem, ela sentada fazendo o exercício com aquela bund4 empinada, aquela cintura fina. E quanto mais ela sua, mais cheirosa ela fica. Chegou o último exercício e o mais temido. A barra livre.
- Aí já é demais, né. Você faz quantas? – Ela me pergunta.
- Não sei, umas trinta? – Falo com um total de zero em humildade.
- Ah, tá. Faz aí então.
Subo na barra e faço 30 repetições. Ela fica incrédula.
- Você deve pesar uns 105 quilos, como consegue fazer tantas? – Ela diz olhando para mim.
- Habilidades, meu bem. – Tiro um sarro e ela dá risada.
- Eu consigo fazer três.
- Não, faz pelo menos dez. Eu te ajudo. – Falo posicionando minhas mãos na sua cintura e já sinto meu m3mbro enrijecer.
- Vou tentar. – Ela sobe na barra e eu a ajudo, ela não é muito leve não. Deve pesar uns 75 quilos, não parece porque ela é alta, mas tem bastante músculos. Quando ela vai descer da barra, acaba encostando seu corpo no meu e sentindo meu armamento pesado de carne e osso, talvez nem tanto osso. Ela dá um pulo para frente e fica vermelha.
- Desculpa, me desequilibrei. – Ela fala com as bochechas vermelhas.
- Como se você nunca tivesse sentido isso antes. – Digo com naturalidade me aproximando do seu rosto.
- Foi erro. Tudo aquilo que aconteceu. Não tínhamos como saber, né. Foi obra do acaso. – Ela fala se afastando e sinto aquilo ferir meu ego. Nunca nenhuma mulher se esquivou tanto de mim, ainda mais depois de ter ido comigo para a cama.
Resolvo não forçar a barra, até porque ela trabalha comigo.
- Você vai tomar banho aqui? – Ela muda de assunto.
- Por que? Quer tomar comigo? – Não aguento e provoco. Ela volta a ficar vermelha, quase roxa.
- Não. Não é isso. – Ela se embaralha.
- Eu sei, estou brincando contigo. Vou tomar sim, você também. Eu te espero se eu sair antes.
- Sim, costumo tomar banho aqui porque não gosto de entrar suada no carro. Me julgue. – Ela fala sorrindo.
Eu sempre tomo banho lá justamente por isso, não entendo como pode uma pessoa tão parecida comigo, mas ao mesmo tempo tão diferente.
- Pode ter certeza que eu te entendo, faço a mesma coisa. Você trouxe suas coisas, né? Então se eu sair primeiro te espero e se você sair primeiro, me espera. – Falo e ela já entende a referência.
- Fica tranquilo, não vou sair sem avisar dessa vez. – Ela fala e rimos.
Entro no banho e sinto a água quente correr pelo meu corpo, só de pensar que ela está no banheiro feminino, do lado, completamente sem roupa, sinto espasmos. Esfrego meu corpo e tiro o sabonete, quando vou desligar o chuveiro ouço um barulho e a luz apaga. Amarro a tolha na cintura, pego meu celular e acendo a lanterna. Pego minha arma e saio para ver o que aconteceu.
- Sofia? – A chamo da porta do banheiro feminino, sem resposta.