Londres amanheceu mais clara do que o habitual, como se conspirasse a favor deles. Harry chegou ao apartamento no fim da tarde, ainda ao telefone, voz baixa e precisa. Desligou assim que entrou e parou no meio da sala. Yara vinha do quarto. Por um segundo, ele simplesmente esqueceu o evento, os investidores, os discursos ensaiados. Ela usava um vestido dourado, tecido leve que acompanhava cada movimento, valorizando a pele e refletindo a luz de um jeito quase indecente. Os cabelos caíam soltos, cachos definidos, maquiagem discreta o tipo de beleza que não precisava anunciar nada. — Uau… — escapou dele, sincero. Yara sorriu, um pouco tímida, girando de leve. — É demais? Harry se aproximou devagar, como se ela fosse algo frágil. — Não. É exatamente o suficiente para fazer todos lá es

