Doces Vizinhos que se Tornam Namorados e Abraços

2212 Words
Quando Hoseok o puxou para o seu colo, a única coisa que Yoongi conseguiu fazer foi aceitar aquele abraço. O corpo do Jung era macio, e estar preso ao seu abraço era a melhor sensação do mundo, se Minhyuk estivesse ali, poderia se dizer no céu. Naquele momento não sentiu vergonha por estar sobre as pernas descobertas de seu vizinho, porque tudo o que conseguia sentir era o conforto e a paz de se estar com ele. — Vamos para o quarto? — o Jung chamou depois de longos minutos em silêncio, ouvindo apenas a respiração leve de Yoongi. O Min pareceu se alterar. — Não sei se estou pronto para... — Nós não vamos fazer nada, Yoongi, eu só quero te mimar um pouco mais. Não foi preciso que Yoongi se levantasse, Hoseok tinha forças suficientes para o carregar até o quarto. O Min se sentia uma criança novamente, pronto para deixar com que seu vizinho o mimasse o quanto pudesse, naquele momento ele só queria que Hoseok o abraçasse, e nunca mais o soltasse. Era li que deveria estar, e pela primeira vez em muitos anos Yoongi optou por deixar com que alguém o confortasse da melhor forma possível. Deitados sobre aquela cama Yoongi não demorou muito para se aninhar em Hoseok em meio aos lençóis, estava frio, mesmo que o Jung não sentisse muito isso. Queria que aquele calor durasse a vida inteira, era como se depois de anos o seu gelo fosse finalmente derretido. Estava apaixonado, e seus sentimentos estavam sendo correspondidos. Essa era a melhor coisa do mundo. Tudo o que envolvesse Hoseok era a melhor coisa do mundo. — Somos namorados agora, Hoseok? — estava a ponto de ceder ao sono, todavia a sua curiosidade precisava ser sanada. Yoongi queria entender sua situação com Hoseok, um beijo poderia significar muitas coisas, entre um relacionamento sério e um grande nada. Jung Hoseok era praticamente um príncipe encantado de uma história de contos de fada, não poderia deixar brechas, afinal, o Jung poderia ter quem quisesse aos seus pés, isso era fato. E quem era Min Yoongi nessa imensa lista de opções? — Podemos ser o que você quiser, Yoongi. — essa foi a resposta do Jung, tão misteriosa quanto ele, podendo significar qualquer coisa, assim como a maioria de suas atitudes. — Então eu quero ser seu namorado, Hobi. Foi a última coisa dita pelo Min antes de finalmente se render ao sono, dormindo aninhado nos braços de seu vizinho sorridente, sentindo o coração bater desesperado no peito, gritando aos quatro ventos o quanto estava feliz por ter encontrado alguém para amar, e o quanto aquela paixão lhe era importante. Jung Hoseok era tudo naquele exato segundo, era onde poderia finalmente descansar da pessoa que fingiu ser durante tanto tempo. — Já somos namorados, Yoon.   [...]   Quando acordou Hoseok não estava mais lá. Mas a surpresa maior foi quando apareceu na cozinha, o Jung já havia preparado todo o café da manhã, e estava de costas na pia lavando algo. Yoongi caminhou silenciosamente até ele e o abraçou pela cintura, sorrir era inevitável sempre que o tocava ou simplesmente quando o via. Quando se apaixonou tanto assim? Hoseok virou-se para ele, a diferença entre as alturas ficava ainda mais evidente estando ali tão perto, e talvez esse fosse um dos seus detalhes favoritos. A forma como o Jung lhe abraçava pela cintura, e como seus toques conseguiam ser leves e aconchegantes, ao mesmo tempo que o faziam ansiar por cada vez mais. Que homem era aquele? E por que o dominava tanto assim? Yoongi não queria pensar, só queria ter Hoseok ali. — Bom dia, Hobi. — sussurrou, com seu hálito de dentes recém-escovados. — Bom dia, Yoon. — o maior o respondeu no mesmo tempo, com aquele mesmo cheirinho de pasta de dente, revelando seus dentes branquinhos em mais um de seus sorrisos. Aquele mesmo sorriso que o fazia querer tê-lo por perto durante toda a eternidade. Esticou-se para alcançar os lábios alheios, tomando a iniciativa de beija-lo, sendo retribuído pelo mesmo. Foi simples, apenas um encostar de bocas, mas o suficiente para sentir as velhas de clichês borboletas no estômago. Sua paixão nunca esteve tão evidente. — Por que está tão cheiroso? — não resistiu em perguntar, até mesmo perfume era evidente. — Porque eu já tomei banho, estamos atrasados. Seus olhos se voltaram para o relógio na parede, já se passavam dez minutos do horário que deveria ter chegado ao trabalho, estava bem mais do que atrasado. E se fosse em outras circunstancias, estaria eternamente aborrecido com Hoseok. Mas como ficar chateado com alguém que tinha aquele sorriso? — Por que não me acordou? — soltou-se do maior enquanto tentava enfiar o máximo de comida na boca ao mesmo tempo que corria para o quarto a fim de se vestir. Yoongi comia, se vestia e reclamava tudo ao mesmo tempo, enquanto Hoseok apenas o observava e ria de forma discreta, mesmo irritado o Min conseguia ser fofo, não resistia olha-lo assim. Só saiu quando o viu tirar a calça, respeitaria a sua privacidade. O Min apareceu dois minutos, com metade da camisa abotoada com os botões nas casas erradas e uma calça completamente amassada, com os cabelos fora do lugar para completar a cena. Pegou uma fruta ao mesmo tempo que juntava as coisas espalhadas sobre a mesa de centro. Era engraçado o ver arrumar tudo com uma maçã na boca. Hoseok apenas pegou o seu jaleco que já havia buscado. Não disse nada até chegarem no carro, e ainda ria o observando de canto de olho, Yoongi estava completamente bagunçado. Não conseguiu resistir, começou a rir descontroladamente assim que travou as portas do carro. — Do que está rindo? — claramente Yoongi já estava começando a se exaltar, poderia até ser seu namorado, mas não tinha o direito de ficar rindo de sua cara. Literalmente. — Você tá todo bagunçado. — ele disse, tentando ao máximo parar de rir — Yoongi, olha a sua camisa. Finalmente parou para se analisar, e não era para menos, estava um caos, teria rido de si mesmo se não estivesse a ponto de ter um colapso, estava atrasado mais uma vez em menos de uma semana. Ignorou Hoseok completamente e começou a desabotoar sua camisa para poder ajeitá-la. Tentava não olhar, mas era quase impossível, Hoseok o espiava de canto de olho enquanto abria completamente a camisa, e assim que percebeu os olhares do outro, Yoongi se sentiu envergonhado. — Pare de me espiar, seu pervertido. — o menor se encolheu enquanto reclamava, já estava começando a ruborizar. — Não tem nada aí que eu também não tenha. — o Jung riu discretamente e passou a focar apenas na estrada. — É diferente, o seu corpo é muito diferente do meu, não me olhe. O menor não disse mais nada, apenas continuou a se ajeitar enquanto prestava atenção se Hoseok não o olhava. O caminho até o trabalho não era muito longo, mas tempo o suficiente para que o Min arrumasse toda a sua roupa. Hoseok o espiou outras vezes, mas só para acabar rindo sozinho da forma fofa como Yoongi tentava se esconder. O carro parou diante o prédio onde o Min trabalhava, os dois ainda ficaram em silêncio por alguns segundos, ali parados como se raciocinassem sobre o que deveria ser feito a seguir. — Bem, eu já estou atrasado. — Yoongi quebrou o silêncio — Nos vemos no almoço? Hoseok apenas acenou com a cabeça. — Estou indo, então. Abriu a porta do carro indicando que já estava indo, todavia foi impedido pela mão de Hoseok, que o segurou levemente pelo braço o fazendo parar e encará-lo. O maior se aproximou beijando levemente seus lábios, finalizando com aquele mesmo sorriso mágico. — Nos vemos no almoço, Yoon. Saiu leve. Mesmo estando terrivelmente atrasado o Min entrou em seu ambiente de trabalho com um sorriso no rosto, o sorriso mais bobo de todos. Jung Hoseok agora era seu namorado agora, tinha um namorado agora, estava dando mais um passo em direção a sua libertação, se sentia mais leve em finalmente se dar a chance de ter alguém para protege-lo, de ter alguém em sua vida. A quem estava tentando enganar? Era frágil, precisava de alguém por perto, e quem melhor do que seu vizinho de sorriso encantador? Min Yoongi estava se dando uma chance de continuar e ser feliz, mesmo depois de tudo de r**m que lhe aconteceu. — Pelo visto a noite foi muito boa. — o comentário de Kihyun o fez o Min acordar de seus devaneios. Kihyun deu impulso para passear com a cadeira de rodinhas até a mesa de Yoongi, estava mais do que curioso, o semblante do Min já entregava tudo o que poderia ter acontecido na noite anterior. — Na verdade foi sim. — revelou, mordendo o lábio enquanto meneava a ideia de contar ou não tudo o que lhe havia acontecido naquela noite — Mas não é nada disso que está pensando, pervertido. — Me conta tudo. — Eu e Hoseok estamos namorando. — o queixo do Yoo caiu assim que ouviu a informação — Ontem nós estávamos juntos na minha casa, nos beijamos e ficamos abraçados a noite toda, ele me disse que poderíamos ser o que eu quisesse, então eu disse que queria ser seu namorado. Kihyun estava a ponto de ter um ataque, parecia ainda mais animado do que o próprio Yoongi, estava mais do que feliz pelo amigo, e agora ainda teria oportunidades para fazer ainda mais piadinhas de conteúdo s****l apenas para deixa-lo constrangido. Era como ganhar na loteria. — Eu sabia que acabaria assim, e eu nunca erro, eu te disse. — Kihyun praticamente pulava sobre a cadeira — Tirou a sorte grande, agradeça a todos os santos, o tal Hoseok é bonitão. — bateu em sua própria boca após dizer isso — Quer dizer, agora não posso mais chama-lo de bonitão, tenho que respeitar um homem comprometido. Yoongi apenas balançou a cabeça em negativo, mas mesmo assim riu. Estava feliz, e isso nada no mundo tiraria dele, não naquele momento, era o seu momento de sorrir.   [...]   Hoseok apareceu na hora do almoço, e Yoongi teve que praticamente expulsar Kihyun de perto, já que o rapaz insistia em querer ver os dois juntos, e isso já era muito invasão de privacidade da parte do amigo. Céus! Ele era lindo! Não conseguia crer que aquele homem lindo era mesmo seu namorado, que ele agora era seu. — Onde vamos almoçar hoje? — o menor perguntou assim que entrou no carro. — Num lugar especial, é o nosso primeiro almoço como namorados, tem que diferente dos outros dias. Yoongi baixou sua cabeça, demoraria até se acostumar. Seu complexo de inferioridade ainda gritava dentro de si “Ele é muito mais do que você pode ter”, mas tentava a todo custo ignorar essa voz. Confiaria nas palavras de Hoseok, acreditava que o Jung era capaz de nutrir sentimentos verdadeiros por ele, e se apegaria com todas as suas forças a essas palavras. Jung Hoseok estava tão apaixonado quanto ele. Estava. Ele com certeza estava. O caminho foi mais longo que o costumeiro, mas o lugar era mais bonito do que os demais, com certeza um ótimo lugar para levar alguém que valia muito a pena. Yoongi valia tudo isso? Valia, Yoongi valia a pena! E por mais que fosse inevitável se questionar, o Min tentava a todo custo desviar sua atenção dos pensamentos ruins e focar apenas no doce sorriso do rapaz que segurava a sua mão sem nenhuma vergonha. E suas mãos juntas pareciam ser perfeitas umas para as outras, se encaixavam como não se encaixariam nas mãos de mais ninguém. Hoseok era tão seguro, os olhares das pessoas ao redor pareciam não incomodá-lo, como se nada fosse capaz de deixa-lo abalado, nem mesmo o preconceito da maioria. E naquele momento, Yoongi se sentiu seguro, porque quando estava com Hoseok, ninguém poderia feri-lo. Ocuparam uma das mesas mais para o fundo, próximas às janelas da outra lateral, onde Yoongi podia observar as pessoas irem e virem. Todavia, tudo o que seus olhos queriam captar naquele momento eram aqueles dentes branquinhos que se mostravam com extrema facilidade. — Esse lugar parece ser bem caro. — o Min comentou. — Tenho muito dinheiro guardado, e agora tenho com quem gastar. Era como se todas as suas falas fossem ensaiadas, todas prontas para deixa-lo ainda mais envergonhado, Hoseok parecia gostar de vê-lo vermelho. E de fato, gostava. A coloração vermelha no rosto do menor o deixava ainda mais fofo, e Hoseok só queria aperta-lo em seus braços. Estava pronto para falar algo quando seu celular vibrou no bolso. O nome “Seokjin” brilhava na tela. Atendeu. Ouviu atentamente tudo o que o advogado dizia do outro lado da linha, e após o término da ligação seu semblante demonstrava um misto entre ansiedade e preocupação. — Era o Seokjin. — informou — A assistente social virá amanhã avaliar a minha casa para descobrir se a mesma está ou não preparada para receber uma criança. — Isso é algo bom, estamos progredindo no processo de adoção. — Hoseok, em poucos dias terei Minhyuk de volta.
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