cap 03 tu vai assumir o comando

838 Words
PESADELO Cidade de Deus, Rio de Janeiro — LP: Tu vai mesmo comandar a Cidade de Deus? — pergunta, dando um trago no baseado. — Pesadelo: Meu pai e a ideia torta dele… — n**o com a cabeça. — p***a, LP, tu tá ligado que eu curto o bagulho do crime e pá… mas é uma pressão do c*****o controlar essa p***a toda, mano. — LP: Mas por que ele quer passar o cargo pra tu? Ergo os ombros. — Pesadelo: Sei lá… deve ser por causa da Rita. — LP: A véia laçou teu pai direitinho, hein? — ele gargalha, e eu acabo rindo junto. — Pesadelo: Papo tá bom, mas tenho que brotar lá em casa — me levanto da calçada. — Baile mais tarde? — LP: E eu lá perco um baile com as p*****a jogando pra mim? — ele debocha. Gargalho. Pego meu capacete do chão, coloco na cabeça e me despeço do LP com um toque de mão. Subo na moto e meto o pé até em casa. Nem cinco minutos e já tô em frente à minha goma. Desço da moto, tiro o capacete, e logo umas mina passam por mim me dando sorriso safado. Tudo interesseira do c*****o. Só porque sou o futuro dono do morro acham que eu vou cair de boca fácil. Entro em casa e vejo meu pai sentado no sofá. — Pai: Tem celular nesse c*****o pra quê? — cruza os braços, me encarando. — Pesadelo: Começa não, pai — reviro os olhos. — Pai: Senta aí. Bora bater um papo. Respiro fundo e me sento na poltrona à frente dele. — Pai: Amanhã tu vai lá no asfalto buscar a sobrinha da Rita no aeroporto. Relaxo na hora — ainda bem que não é sobre ele passar a Cidade de Deus pra mim. — Pesadelo: Já é — me levanto. — Tá vindo de onde essa aí? — Pai: Califórnia. Faço uma careta e ele ri. — Pesadelo: Pelo menos a mina é gata? — Pai: Toma vergonha nessa cara, Pesadelo. Minha sobrinha não é pro teu bico, não. — Pesadelo: Duvido — sorrio safado, e ele me dá um tapa na cabeça. — Tô brincando, pô. Nem curto filhinha de papai. — Pai: Ah, para. Tu gosta é de b****a mesmo. Acha que eu não conheço o filho que eu tenho? Nego rindo. (...) Tava num sono gostosinho quando acordo com os gritos da Yasmin no meu quarto. Sento na cama na hora. — Pesadelo: Que foi, c*****o? — passo a mão no rosto, ainda sonolento. — Yasmin: Cadê aquele filho da p**a do Luís Pedro?! — cruza os braços. Semicerro os olhos. — Pesadelo: Tá pegando meu melhor amigo, p***a? — pergunta e ela revira os olhos. — Yasmin: Ele tá me devendo um bagulho, só isso — dá de ombros. — Pesadelo: Te devendo uma surra de piroca, né, Yasmin? — n**o com a cabeça. — Desencana do LP. O cara é bicho solto e tu é toda surtadona aí. Ela suspira fundo. — Yasmin: Acho que eu tô apaixonada… Gargalho… mas paro na hora quando vejo que ela tá séria. — Pesadelo: Papo reto mesmo? — ela assente. — Yas, eu conheço o amigo que eu tenho. Mete o pé. Tu vai se machucar com o LP, e eu não tô afim de ter que quebrar a cara dele se ele te fizer sofrer. — Yasmin: Tu podia falar com ele pra mim, né? — Pesadelo: Ficou doida? Eu não me meto nos teus rolo. Se ele não mudou por causa de tu, não é por mim que vai mudar, né, Yasmin? Ela revira os olhos e sai bufando do quarto. Pego o celular na cama. O relógio marcando dez horas. — Pesadelo: Carai… dormi demais. Levanto num pulo, vou pro banho, tomo uma água quente relaxante, escovo os dentes e começo a me arrumar pro baile. (...) — LP: p***a, olha essas mina jogando a raba… — ele morde os lábios, e eu dou risada. — Pesadelo: Yasmin veio falar comigo — tomo um gole do whisky. — LP: É mesmo? Assinto. — LP: Vou terminar o lance com ela. Sou do mundo, e ela tá com uns papo de ficar sério… — ele faz careta. — Pesadelo: Acho bom mesmo. Ia ser uma pena eu ter que arrebentar tua cara porque tu fez minha irmã chorar — zombo, e ele gargalha. Natascha passa por nós me dando aquele sorriso safado e indo pro beco perto da quadra. Eu, nada bobo, sigo a danada. — Pesadelo: Tá gostosinha, hein? — apalpo a b***a dela por baixo da mini saia. — Natascha: Sempre pra você, amor — ela sussurra. Nego rindo antes de atacar os lábios dela com voracidade. Natascha é gostosa, vive se jogando pra cima de mim nos baile. Já ficamos várias vezes… e vou te falar, a mamada dela é… — Natascha: Me fode agora, Pesadelo — ela sussurra com a voz arrastada, fazendo meu amigão crescer na hora.
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