PESADELO
Cidade de Deus, Rio de Janeiro
— LP: Tu vai mesmo comandar a Cidade de Deus? — pergunta, dando um trago no baseado.
— Pesadelo: Meu pai e a ideia torta dele… — n**o com a cabeça. — p***a, LP, tu tá ligado que eu curto o bagulho do crime e pá… mas é uma pressão do c*****o controlar essa p***a toda, mano.
— LP: Mas por que ele quer passar o cargo pra tu?
Ergo os ombros.
— Pesadelo: Sei lá… deve ser por causa da Rita.
— LP: A véia laçou teu pai direitinho, hein? — ele gargalha, e eu acabo rindo junto.
— Pesadelo: Papo tá bom, mas tenho que brotar lá em casa — me levanto da calçada. — Baile mais tarde?
— LP: E eu lá perco um baile com as p*****a jogando pra mim? — ele debocha.
Gargalho.
Pego meu capacete do chão, coloco na cabeça e me despeço do LP com um toque de mão. Subo na moto e meto o pé até em casa. Nem cinco minutos e já tô em frente à minha goma.
Desço da moto, tiro o capacete, e logo umas mina passam por mim me dando sorriso safado. Tudo interesseira do c*****o. Só porque sou o futuro dono do morro acham que eu vou cair de boca fácil.
Entro em casa e vejo meu pai sentado no sofá.
— Pai: Tem celular nesse c*****o pra quê? — cruza os braços, me encarando.
— Pesadelo: Começa não, pai — reviro os olhos.
— Pai: Senta aí. Bora bater um papo.
Respiro fundo e me sento na poltrona à frente dele.
— Pai: Amanhã tu vai lá no asfalto buscar a sobrinha da Rita no aeroporto.
Relaxo na hora — ainda bem que não é sobre ele passar a Cidade de Deus pra mim.
— Pesadelo: Já é — me levanto. — Tá vindo de onde essa aí?
— Pai: Califórnia.
Faço uma careta e ele ri.
— Pesadelo: Pelo menos a mina é gata?
— Pai: Toma vergonha nessa cara, Pesadelo. Minha sobrinha não é pro teu bico, não.
— Pesadelo: Duvido — sorrio safado, e ele me dá um tapa na cabeça. — Tô brincando, pô. Nem curto filhinha de papai.
— Pai: Ah, para. Tu gosta é de b****a mesmo. Acha que eu não conheço o filho que eu tenho?
Nego rindo.
(...)
Tava num sono gostosinho quando acordo com os gritos da Yasmin no meu quarto. Sento na cama na hora.
— Pesadelo: Que foi, c*****o? — passo a mão no rosto, ainda sonolento.
— Yasmin: Cadê aquele filho da p**a do Luís Pedro?! — cruza os braços.
Semicerro os olhos.
— Pesadelo: Tá pegando meu melhor amigo, p***a? — pergunta e ela revira os olhos.
— Yasmin: Ele tá me devendo um bagulho, só isso — dá de ombros.
— Pesadelo: Te devendo uma surra de piroca, né, Yasmin? — n**o com a cabeça. — Desencana do LP. O cara é bicho solto e tu é toda surtadona aí.
Ela suspira fundo.
— Yasmin: Acho que eu tô apaixonada…
Gargalho… mas paro na hora quando vejo que ela tá séria.
— Pesadelo: Papo reto mesmo? — ela assente. — Yas, eu conheço o amigo que eu tenho. Mete o pé. Tu vai se machucar com o LP, e eu não tô afim de ter que quebrar a cara dele se ele te fizer sofrer.
— Yasmin: Tu podia falar com ele pra mim, né?
— Pesadelo: Ficou doida? Eu não me meto nos teus rolo. Se ele não mudou por causa de tu, não é por mim que vai mudar, né, Yasmin?
Ela revira os olhos e sai bufando do quarto.
Pego o celular na cama. O relógio marcando dez horas.
— Pesadelo: Carai… dormi demais.
Levanto num pulo, vou pro banho, tomo uma água quente relaxante, escovo os dentes e começo a me arrumar pro baile.
(...)
— LP: p***a, olha essas mina jogando a raba… — ele morde os lábios, e eu dou risada.
— Pesadelo: Yasmin veio falar comigo — tomo um gole do whisky.
— LP: É mesmo?
Assinto.
— LP: Vou terminar o lance com ela. Sou do mundo, e ela tá com uns papo de ficar sério… — ele faz careta.
— Pesadelo: Acho bom mesmo. Ia ser uma pena eu ter que arrebentar tua cara porque tu fez minha irmã chorar — zombo, e ele gargalha.
Natascha passa por nós me dando aquele sorriso safado e indo pro beco perto da quadra. Eu, nada bobo, sigo a danada.
— Pesadelo: Tá gostosinha, hein? — apalpo a b***a dela por baixo da mini saia.
— Natascha: Sempre pra você, amor — ela sussurra.
Nego rindo antes de atacar os lábios dela com voracidade.
Natascha é gostosa, vive se jogando pra cima de mim nos baile. Já ficamos várias vezes… e vou te falar, a mamada dela é…
— Natascha: Me fode agora, Pesadelo — ela sussurra com a voz arrastada, fazendo meu amigão crescer na hora.