RAFAEL (Pesadelo)
Acordo no dia seguinte com o peso da Natascha em meu peitoral, sorrio ao lembrar da f**a que fizemos a madrugada toda em cada canto de sua casa, pego meu relógio em cima do seu criado mudo e já se passava das duas da tarde. p**a que me pariu, a sobrinha da Rita no aeroporto. Levanto em um pulo da cama já colocando minha roupa e pegando minhas coisas.
Tenho que buscar uma mina no aeroporto — gata, a mesma fecha cara e eu semicerro os olhos pra ela.
Nem dou bola pra sua cara de cu, tenho tempo pra aturar ciúme dela não, pego meu capacete que estava sobre o sofá e saio rapidamente em direção a minha moto, montando encima dela, acelero indo direto pra minha goma. Em dois minutos já estava lá com meu pai falando merda no meu ouvido.
— Pesadelo: c*****o, dá pra parar de gritar? — peço impaciente.
— Pai: Olha como tu fala comigo moleque, pra eu quebrar esses dentes seu aí é facinho.
— Rita: Não precisa brigar com ele por causa disso, Diego. — me defende. — Ela só vai chegar às três, então parem de brigar.
— Pesadelo: E tu aí fazendo um drama do c*****o, pra nada. — n**o com a cabeça e subo para o meu quarto.
Meu pai e eu junto só sai faísca, Rita que nos acalma — se não fosse por ela, nós dois já teria saído na mão faz tempo, mané. O veio pega no meu pé e eu não tenho paciência pra cobrança não.
(...)
— LP: Será que ela é gostosa? — pergunta e eu vejo Yasmin revirar os olhos pelo retrovisor do carro.
— Pesadelo: Gostosa eu não sei, mas sei que filha de papai a mina é.
— Yasmin: Filha de papai que ama fazer merda.
— Pesadelo: Como assim, Yas? — paro o carro no sinal vermelho.
— Yasmin: Rita disse que ela só tá vindo para o Brasil porque o pai a obrigou. — dá de ombros. — Provavelmente deve ser daquelas mina mentida que ama chamar atenção.
— Pesadelo: Ela que vem de marra pra cima das mina do morro, que ela vai ver o doce dela. — n**o com a cabeça rindo.
Não demorou muito para que a gente chegasse no aeroporto Tom Jobim. LP ficou no carro já que o mesmo não pode ficar de bobeira aí — polícia tá na cola dele.
— Yasmin: Ergue mais essa plaquinha, Pesadelo. Olha o tanto de gente que tem aqui.
— Pesadelo: Reviro os olhos e faço o que ela pede.
Avisto uma loira muito gata vindo em nossa direção, a mesma para em nossa frente e sorri. p**a merda. Que sorriso é esse, meus amigos?
— Solange: Oi, eu sou a Sol, sobrinha da Rita.
SOLANGE
— Solange: Oi, eu sou a Sol, sobrinha da Rita. — sorrio amigavelmente para o cara tatuado e a mulher morena que estava ao seu lado.
— Yasmin: Sou a Yasmin, mas pode me chamar de Yas. — sorri me abraçando.
— Solange: E você é o?
— Yasmin: O i****a do meu irmão. — o moço tatuado revira os olhos e me encara.
— Pesadelo: Satisfação, Pesadelo. — estende sua mão para mim e eu retribuo o comprimento.
Um choque percorre por todo o meu corpo assim que sinto o contato da sua pele com a minha.
—Yasmin: Mulher, tu trouxe coisa em. — olha para as malas que eu carregava e eu gargalho.
— Solange: Não sei quanto tempo vou ficar, preferi me previnir. — dou de ombros.
— Pesadelo: Será que tem como as donzelas papearem no carro? To cheio de bagulho pra fazer. — reviro os olhos com a sua ignorância.
Sigo os dois e quando nos aproximamos do carro, avisto um outro cara encostado no mesmo fumando um baseado — meu corpo pede por uma tragada.
— Pesadelo: E essa aí? — me olha de cima a baixo e eu franzo o cenho.
— LP: Satisfação, Luís Pedro, mas pode me chamar de LP. — sorri de lado.
— Solange: Prazer, LP, sou a Sol. — estico minha mão para ele e sou surpreendida quando ele me puxa pela cintura e deposita um beijo na minha bochecha. — Posso? — aponto para o cigarro de maconha em sua mão e o mesmo assente parecendo surpreso.
Levo o beck até a boca e dou uma tragada, soltando a fumaça em seguida. Observo Pesadelo negar com a cabeça. LP apaga o beck e me ajuda a por as malas no carro. Entro no mesmo sentando no banco de trás ao lado da Yas, e o LP vai ao lado do Pesadelo, no banco do carona.
(...)
Já faz uma hora que estamos parados no engarrafamento — isso de fato está deixando todo mundo irritado, principalmente o Pesadelo.
— LP: E aí, loira, tá vindo morar no Rio por que? — Luís vira para trás, me encarando.
— Solange: Fiz coisas que não agradaram meu pai.
— Yasmin: Tipo? — pergunta curiosa.
— Solange: Tenho tatuagens, fumo um, faltava da faculdade pra ficar chapada com um cara que meu pai odiava. — digo simples.
Pesadelo gargalha e eu fico sem entender, até ele resolver abrir a boca pra falar merda.
— Pesadelo: Com essa carinha de princesa e faz tudo isso? Aposto que faz pra chamar atenção ou pagar de fodona.
— Solange: Você não me conhece, Pesadelo, então acho bom você ficar pianinho na sua antes de falar merda pra mim. — dito isso, coloco os meus fones no ouvido e aumento o volume no último ao som de Froid.
Chato pra um c*****o, to vendo que a minha vinda para o Brasil já não está sendo tão agradável assim.