CAPÍTULO 8
EDWART
Depois de sair da piscina, ela alinha nossos sapatos usando-os como balizas, ela faz-me lembrar da altura na qual eu era humilde para não dizer pobre, dos jogos de ruas e faculdade.
Naquela época eu era muito feliz e não sabia, depois de começar a fazer a minha fortuna, fiquei ocupado, sempre ocupado, tendo poucos momentos divertidos.
Ela, ela cativa por onde passa e radia o dia, seus cabelos presos num coque balançam suavemente, sua estrutura facial brilha, ela é diferente, mesmo soltando várias palavras de linguagem impropria, nunca deixa de ser ela mesma, nunca.
É nisso, sua simplicidade, ela interessa-se por coisas simples da vida, ela vive intensamente, como se a qualquer momento fosse morrer. No entanto a morte é breve, nunca sabemos quando, onde, como vamos morrer.
Sim, eu deveria saber disso, eu deveria imaginar isso, conheço a dor da perda repetina, duas pessoas, elas foram roubando toda a minha esperança, tudo. Scarlet transmite esperança, vida, Elaz brilha radia tudo que encontra.
Tudo.
Gemo de dor ao sentir o impacto da bola no meu estômago, não estava esperando por isso.
- Vamos jogar.
Ela grita alegrimente, devolvo a bola em um chute certeiro para a sua baliza, ela faz cara f**a indo atrás da bola, nós dois sabemos o quanto ela é r**m de bola.
Ela atira a bola acertando o meu pé pela terceira vez.
- Você não está jogando.
Dou dois passos antes de sentir dor no pé direito, p***a, ela é esperta, primeiro quer deixar meus pés fracos para que eu não marque golos.
- Isso é trapaça.
Eu digo sussurrando para ela
- Eu vou ganhar de qualquer jeito.
Ela avançando contra me, antes que eu chute a bola ela bate o meu calcanhar com a bola.
- d***a, tente não me m***r.
Gemo de dor, ela é louca e trapaceira, quando ela chuta a bola esquivo assim marcando o seu primeiro golo.
- Issso!
Ela grita comemorando.
- Foi trapaça.
Eu digo para ele.
- Eu não toquei em você, não pode invalidar o golo.
Ela diz indo levar a bola novamente, rapidamente ela chuta a bola entre os meus pés, eles estão fracos para fazer movimentos rápidos, por isso opto por abrir eles deixando a bola passar.
- Scarlet, você vai pagar por isso.
Digo chutando a bola, mas ela vai para direção errada.
- m***a.
Comento, ela corre atrás da bola sorrindo, ela conseguiu o que tanto queria, deixar os membros inferiores fracos para que ela possa vencer a partida.
Depois de quase uma hora jogando, deito-me no chão exausto, ela tem muita energia.
- Vamos fazer outra brincadeira.
Diz animada.
- Estou cansando.
Resmungo.
- Outro dia continuamos.
Ela ajuda-me a ficar de pé, seus cabelos secos balanças suavemente pelo seu rosto, lentamente, voltamos para sala enquanto ela fala de outras brincadeiras que costumava brincar com seu pai.
Agora eu sei de onde vem tanta energia, ela corre para levar um jarro de suco e dois copos.
- Ele era muito divertido, nós saltavamos a corda e brincavamos de esconde esconde.
Seus olhos brilham, ela é uma menina mulher que foi tiranda a sua infância para cuidar da sua saúde, ainda bem que teve um pai prestativo que tentou recuperar o tempo de alguma forma.
Mesmo ela sendo adulta, comportando-se como uma sempre, ela precisa desses momentos para provar para si mesma que nada é impssível, ela venceu uma vez essa doença, ela vencerá novamente.
- Estou aqui falando e você faz essa cara i****a.
Ela diz para mim.
- Que cara.
Eu pergunto.
- Assim.
Rio da sua imitação, ela abriu a boca e os olhos, um exagero da sua parte.
- Eu não estava babando.
Eu digo para ele.
- Estava sim.
Ela entrega-me um copo de suco, bebo todo o conteúdo rapidamente, delicioso.
- Sério que não tem um passatempo relaxante além de s**o?
Ela pergunta.
- Eu tenho, gosto de dirigir motos expostivos, mas eu não tenho tido muito tempo para tal.
Sorrio, ela encolhe os ombros pensativa, mas o som do elevador chama a nossa atenção, Penny entra novamente carregando uma pequena maleta.
- Hora dos medicamentos.
Ela diz, Scarlet senta-se no sofá enquanto sua médica esmaga alguns comprimidos de seguida coloca no copo, serve suco no mesmo.
Ela entrega-lhe comprimidos que são acompanhados por água, em seguida entrega-lhe o copo de suco.
Depois de beber tudo, ela fica na posição deitada, pela primeira vez ela está quieta, acho que é muito difícil para ela essa situação.
- Oi, quer chocolate?
Questiono-a tentando tirá-la do seu mundo interno.
- Eu aceito um pedaço de bolo.
Sorri, enquanto eu caminho para cozinha, Penny conversa com ela, abro a geleira verificando se tem bolo, ao encontrar, corto um pedaço de bolo de chocolate.
- Aqui está.
Ao tentar sentar, ela coloca a mão na cabeça voltando para a sua posição anterior.
- Dê-me alguns minutos por favor.
Aceno a cabeça para a Penny, enquanto a Scarlet descansa.
- Por que os medicamentos são forte?
- Nós não sabemos o que aconteceu para a doença voltar como LMC, ela recuperou-se da Leucemia aguda há cinco anos, ela viveu normalmente por esse periodo, até que os exames mostraram o câncer voltou em outro estágio.
Diz ela, mas eu não falo a língua dos médicos.
- No estágio actual ela não precisa de quimioterapia ou cirugia, mas ela teve uma recaída, com isso nós decidimos dar-lhe esses medicamentos que servem para não acelerar a doença voltanto para o estágio mais agressivo.
- Ela vai ficar bem?
- Sim, apenas deve cumprir com tudo, até os exames voltarem ao normal, assim ela poderá tomar comprimidos mais leves.
- Tudo bem.
Digo, não entendi muito sobre isso, mas os exames precisam voltar ao normal para que tenha sua vida facilitada, isso nós podemos fazer.
- Continue descansando.
Digo ao vê-la tentar sentar novamente.
- Passou.
Sorri, pega o prato de bolo.
- Eu vou levar mais suco.
Eu digo para ela.
- Não precisa, eu estou bem.
Ela morde a fatia de bolo, eu sei o que ela senti, esses medicamentos lembrá-la que a qualquer momento ela pode morrer, mas isso não vai acontecer, precisa ser forte Scarlet.
- Partimos em duas horas.
Penny diz caminhando para a saída do apartamento.
- Para onde ela vai?
Scarlet questiona.
- No andar debaixo do nosso é o apartamento do Victor para que ele tenha mais i********e.
Eu digo respondendo sua pergunta.
- Você comprou um apartamento luxuoso para o seu segurança com a justificativa que ele precisa de espaço?
Ela pergunta e sorri, encolho os ombros, eu sou rico p***a.
- Peça algo para comermos, eu vou tomar banho.
Ela diz ordenando-me.
- Não vai cozinhar?
Eu pergunto animado para experimentar suas comidas.
- Outro dia.
Ela diz, sorrio com essa possibilidade, isso significa que haverá outros encontros, peço nossa comida enquanto ela toma banho, depois de arrumar tudo e almoçar, é hora dela ir.
- Obrigada pelo final de semana divertido senhor Edwart.
As portas do elevador fecham, pego a sua mão erguendo para que ela passe seu dedo no painel.
- Como?
Ela pergunta surpresa por ter conseguido suas digitais sem que ela perceba, ela sorri ao sentir o elevador a mover-se.
- Victor tirou suas digitais no copo hoje mais cedo, és sempre muito bem vinda aqui.
Eu digo limitando-me a dizer o resto do meu pensamento.
- Posso aparecer sem avisar?
Eu pergunta, suas bochechas ficam vermelhas, eu não sei o que ela está a pensar neste momento.
- Sim.
Afirmo, ela baixa sua cabeça para o chão.
- Você é muito bem vinda na minha vida Scarlet.
Digo, ela ergue sua cabeça, seus olhos encontram com os meus, eles brilham, brilham p***a.
A porta do elevador abre-se, estamos no meu estacionamento, Penny conversa com o Victor, mas quando apercebem-se da nossa presença eles param de falar.
- Eu posso ir para sua cidade?
Eu pergunto a ela.
- Nós podemos saltar a corda.
Ela diz sorrindo, claro eu não vou livrar-me disso pelos vistos.
- Eu compro a corda, assim não arrebenta na minha vez.
Eu digo para ela balançando os ombros.
- Eu não sou trapaceira.
Ela diz sorrindo.
- Meus pés ainda doem por consequência da sua trapaça senhorita.
Eu digo justificando-me.
- Tudo bem, compre a corda que eu vou vencer mesmo assim.
Ela diz animada.
- Boa viagem senhorita Brook
Eu digo a ela dispendindo-me dela.
- Fique bem senhor Smith.
Ela entra no carro, aos poucos desaparecendo da minha vista, deixando o vazio novamente na minha vida.
Sem ela, a casa ficou silenciosa, muito grande para mim.
Sem ela a minha solidão voltou a fazer-me companhia.
EDWART
Fecho o botão do meu casaco, olho para o relógio novamente, eu estou atrasado, assim que a Scarlet voltou para casa, voltei para o meu apartamento com a intenção de trabalhar.
Mas assim que coloquei a cabeça no colchão da cama eu dormi por toda a hora, pela primeira vez, meu corpo implora por mais descanso, no entando o trabalho não permite esse gosto.
- Bom dia senhor, eu vou trazer-lhe um café imediatamente.
Collie diz levantando-se da poltrona com a intenção de ir para a cafeitaria.
- Está atrasado.
Ouço a voz do Keal, o que ele está a fazer na minha sala?
- O que quer?
Eu pergunto acomodando-me na poltrona.
- Eu mandei-lhe um email.
Suspiro fundo enquanto ligo meu laptop, não tive tempo de abrir meus email ou trabalhar neste final de semana.
- Você está horrivel.
Diz ele querendo iniciar uma conversa, mas eu não quero conversar, tenho muito trabalho acomulado.
- Senhor.
Collie, trás consigo uma bandeja de café da manhã é um alivio iniciar o dia comendo alguma coisa.
- Obrigado.
Eu digo a ele.
- O que fez para estar assim?
Kael pergunta curioso.
- Scarlet.
Afirmo suas especulações, ele não veio aqui para trabalhar, e sim incomdar-me.
- Ela de novo, eu já disse que ela cheira problemas.
Mordo um pedaço de pão e mastigo lentamente deixando-o incomodado com o meu silêncio.
- Keal.
Eu digo a ele.
- O que?
Ele pergunta-me.
- Cala essa boca e vá cuidar da sua vida.
Dou um longo gole no meu café, quanto mais cedo eu despertar, menos trabalho terei acomulado.
- Eu apenas quis ajudar.
Ele diz justificando-se.
- Senhor?
Ouço a voz do collie no interfone.
- Chegou uma encomenda para o senhor em nome da senhorita Brook.
Ele diz.
- Pode entrar.
De imediato ele entra com uma caixa grande embalado num papel de presente da cor preta, em vez de ter uma fita por cima, colocaram uma gravata borboleta.
Pego uma canivete para rasgar o papel de presente, mas, é tão lindo que desisti, lentamente, abro peça por peça até aqui apareça a caixa estranha sem nenhum logótipo.
Ao abrir, vejo um mini quadriciclo electrico.
- Isso é um brinquedo?
Ele questiona curioso, tiro o mini quadriciclo da caixa colocando-o no chão, pego o controle.
- Não deve ser difícil dirigir essa coisa.
Keal tira o controle das minhas mãos empolgado com o meu presente.
- Senhor, Senhorita Brook na linha dois.
Diz Collie no interfone, pego o telefone e preciono meu dedo no botão dois.
- Senhorita Brook, bom dia.
Eu digo cumprimentando-a.
- Edwart, bom dia, recebeu o meu presente?
Ela pergunta animadamente.
Ouço vozes na sua linha.
- Esse barulho?
Eu pergunto curioso.
- As meninas estão cuidando dos meus cabelos.
Ouço sorrir por algo que disseram.
- Obrigado pelo presente, apesar do meu advogado ter tirando o controle das minhas mãos.
- Gostou mesmo? Eu posso comprar outro presente.
Observo Keal entretendo-se enquanto dirigi o mini carro, apesar de ser grande e espaçoso, é uma boa distração para aliviar o stress do trabalho.
- Eu gostei sim, obrigado.
Eu digo para ela.
- Tenho que ir, bom trabalho.
Ela diz sorrindo.
- Obrigado, cuide-se.
- Pode deixar.
Ela encerra a chamada, deixo o telefone na mesa.
- Devolva-me o controle antes que eu quebre a sua cara.
Digo irritado, tenho uma tonelada de trabalho.
- Tudo bem, relaxa um pouco, onde vai colocar esse carro?
Pergunta ele continuando a dirigir o carro.
- No jardim do andar de cima.
- p***a, só você tem o acesso do próximo andar.
- Compre o seu.
Pego o controle das suas mãos desligando o carro. Não, ele não vai ficar no meu trabalho e sim em casa, será uma boa diversão durante as minhas noites.
Acomodo-me na poltrona novamente, termino de comer enquanto análiso os meus email, Keal atualiza-me sobre o inicio das obras da contruição do hotel.
- Senhor.
Victor diz.
- Sim.
Fecho o ecrã do meu telefone, para que eu preste atenção num que ele quer dizer-me.
- Senhorita Brook, enviou um presente para o senhor, tive a ousadia de deixá-lo no seu quarto.
Mais presente? Ela acordou muito inspirada. Aceno a cabeça confirmando que está tudo bem, desço do carro caminho para a entrada do elevador que leva-me para o meu apartamento.
- Senhor!
Irene diz ao ver-me entrar no apartamento.
- Boa noite Irene.
Em passos largos, faço o caminho para o meu quarto onde encontro uma caixa em cima da cama, ao abrir, deparo-me com um casaco preto, o tecido é de alta qualidade feito sob medidas com alguns bordados nas mangas feitas a mão.
O que mais chamou minha atenção são as iniciais da cor branca do meu primeiro nome e o segundo em forma de um logótipo E.S localizadas no bolso do casaco.
Sorrio encantado, ela prestou muita atenção em todos os detalhes, dos estilos dos meus casacos, tecidos favoraveis e as cores favoritas.
Sinto o vibrar do meu telefone no meu bolso direito, ao tirar vejo no ecrã que é um número desconhecido, talvez seja uma emergência do trabalho por isso atendo.
- Smith.
Tiro os meus sapatos enquanto caminho para o banheiro.
- Boa noite senhor Smith.
Ouço a voz da Scarlet na outra linha, ela é muito eficiente quando precisa de algo.
- Scarlet, estou encantado com seu presente.
Tiro o meu casaco do meu corpo, abro o ibox do banheiro para ligar o chuveiro.
- Bom, são nessas horas que o dinheiro tem alguma utilidade meu caro.
A linha fica muda por alguns segundos, enquanto isso tiro o meu colete e a camisa.
- Como estás?
- Bem, como passou seu dia?
- Muito bem, foi diverdido.
- Nesse momento eu gostaria de a convidar para jantar comigo.
- Infelizmente estou distante de si, seria um prazer.
- Outro dia?
- Outro dia.
- Boa noite senhorita Brook.
- Tenha um bom descanso.
Expiro fundo quando a chamada termina, eu deveria dito que sinto saudades, essa casa está muito vazia sem ela aqui, com certeza eu estaria mais animado para jantar o sair.
Scarlet, minha menina agitada.
- Senhor?
Desperto lentamente, eu estou deitado no sofá com meu laptop na minha barriga.
Eu dormi, que horas são?
- Eu dormi no sofá, que horas são?
Pergundo caminho lentamente de volta para o meu quarto, olho para o relógio, 6h da manhã, estou sentindo-me como um adolescente que dormi mas não é o suficiente para levantar da cama.
Eu preciso recuperar o meu foco e a minha rotina, depois de uma hora no ginásio, preparo-me para ir trabalhar.
- Senhor, A senhorita Cecília, espera-a no escritório.
SCARLET
- Senhorita Brook.
Ao abrir a porta principal de casa, encontro-o encostado no seu carro, ele não dormi? São 5h da manhã de sábado e ele está em frente da minha casa.
- Eu ainda não estou pronta para sair à rua.
Resmungo sonolenta, abro a porta da minha casa para que ele possa entrar.
- Gostei do seu pijama, ele é sexy.
Edwart diz sorrindo para mim.
- Cala boca, pessoas normais não visitam outras pessoas tão cedo.
Eu digo.
Ele sorri enquanto caminha para sentar-se no sofá.
- Eu não vou preparar café p***a nenhuma, muito cedo, muito cedo.
Digo enquanto caminho para o meu quarto, nos falamos durante a toda semana pelo telefone, ontem ele ligou-me avisando que não consegueria chegar por que estava cheio de trabalho, mas que viria hoje para tomarmos café e passar o resto do final de semana juntos.
Mas eu não esperava que ele chegasse muito cedo, p***a, ele precisa aprender a ser humano e não a p***a da máquina de trabalho.
- Scarlet? O que faz acordada a essa hora?
Ouço a voz da Penny, ela entra no meu quarto.
- Passou m*l? Eu vou chamar uma ambulância.
Rapidamente ela leva o meu telefone que está em cima da cama, antes que ela disque os números de emergência eu tiro meu telefone da suas mãos.
- Estou bem.
- O que faz acordada?
Caminho em passos largos para o banheiro, pego uma escova para limpar os dentes.
- Edwart, está lá em baixo.
- Oky, ele sabe que você fica de mau humor ao ser acordada tão cedo?
- Penny, vá dormir ou vá ter com o Victor, apenas pare de fazer perguntas.
Resmungo irritada, ligo o chuveiro enquanto limpo os dentes, eu preciso de comer para despertar desse maldito sono que ainda implora para voltar a cama.
Depois de estar limpa, aquecida e arrumada adquadamente para sair, desço os degraus das escadas lentamente.
- Tente não m***r ele.
Penny diz para mim.
- Não começa.
Resmungo para ela que revira os olhos.
- Precisa mandar-me a sua localização para que alguém vá entregar-lhe a sua medicação.
Ela diz.
- Eu posso levar comigo assim não incomodo ninguém.
Digo erguendo a mão para que ela entregue-me o frasco dos medicamentos.
- Não funciona assim senhorita, os comprimidos estão no hospital, dois, você não tem autorização para auto medicar-se, três, não foi autorizada que fique com os medicamentos.
Ela diz lembrando-me das malditas coisas que perdi por parar de medicar.
- Eu tenho comportando-me, o que mais falta para entregar-me essa m***a.
- A sua psicólogo discordou que esteja preparada para voltar a ficar com eles, sem a assinatura dela não podemos entrega-lhe os medicamentos.
Ela diz para mim.
- Com qual fundamento aquela v***a fez isso?
Eu pergunto praticamente gritando com ela.
Cruzo os meus braços irritada, aquela psicóloga gosta de dificultar a minha vida.
- Ela disse que é muito cedo para conectar-se emocionalmente com outra pessoa pois ainda está de luto e em negação.
Bufo irritada, pego a primeira coisa que eu acho e jogo no chão.
- Eu deveria ir lá, esmagar a cabeça daquela maluca para mostrar-lhe quem está na p***a de negação.
Eu digo gritando com ela.
- O que aconteceu?
Vejo três sombras atrás de me, m***a, m***a, ela nunca facilita minha vida, as psicólogas as vezes são muito irritantes.
- Deixe-me a sós com ela por um momento por favor.
Penny pedi aos meninos.
- Eu não quero mais conversar.
Digo-a levando o meu telefone.
- Prove-a que ela está errada, que está apta para cuidar de si mesma.
Ela diz aconselhando-me.
- Eu não vou passar minha vida provando para as pessoas que eu sou capaz de fazer tudo, é cansativo.
Eu informo a ela.
- Eu sei disso, os resultados mostram isso, apenas falta assinatura dela para liberá-la.
Penny diz para mim.
- Desculpa Penny, eu não farei isso, que ela avalie-me quando achar que estou apta irá assinar.
Eu respondo-a.
- Scarlet...
- Eu estou bem p***a.
Pego a minha bolsa rapidamente, antes que ela continue a falar eu saio da cozinha deixando-lhe sozinha.
Porque é difícil conseguir o que queremos?
É a p***a de uma assinatura que falta, só uma, expiro fundo lentamente, eu vou conseguir, estou bem, estou bem, ela perceberá que está enganada. Sou muito forte que isso, eu estou bem.
- Quer conversar sobre o que aconteceu na sua casa?
Abro os olhos lentamente apercebendo-me que o carro foi estacionado em frente ao restaurante, eu dormi?
- Não quero falar sobre isso.
Respondo o mais suave que pude, apesar do meu som grave da voz ter denúnciado a minha chateação.
- Eu posso ajudar.
Edwart diz.
- Obrigada por preocupar-se comigo, mas eu não quero falar disso.
Pego a minha bolsa, antes que eu abra a porta do carro Edwart pega a minha mão.
- Deixe-me fazer isso.
Ele diz suavemente, solta a minha mão, abre a porta do carro de seguida desci do carro, foi nesse momento que notei que ele dirigia o carro e que o Victor não veio connosco.
- Obrigada.
Agredeço ao descer do carro, observo o edifício gigantesco em minha frente, aonde estamos?
- Este hotel pertece a minha companhia, foi um projecto cansativo.
Edwart sussurra feliz.
- É lindo, parabens por essa vitória.
Quando ele passa sua mão em volta da minha cintura, todo o meu corpo arrepia-se, ele sorri apercebendo-se da reação do meu corpo, lentamente ele guia-me para o interior do hotel.
- Quer comer primeiro ou posso mostra-lhe as instalações?
Ele pergunta-me.
- As instalações primeiro.
Eu respondo.
Ele tira a mão da minha cintura entrelaçando com a minha mão esquerda enquanto ele guia-a no logo corredor do hotel, sem separar as nossas mãos, ele mostra-me todo o compartimento do hotel, esplicando-me detalhamente as ideias e histórias culturais de cada objecto exótico encontrado ali.
Escuto-o atenta tudo o que ele diz, ele gosta disso, esse é o seu trabalho e passatempo favorito, planear e concretizar seus sonhos, sua estrutura forte e poderosa combina com esse lugar.
Seus olhos iluminam-se orgulhoso, ele deve estar sempre orgulhoso de ser o que é, sempre.
- É lindo.
Digo acomodando-me na rede, a vista daqui é muito encantador, por baixo da rede, o rio corre em toda a velocidade, o som dos passáros cantando, as flores brilham perfumando todo ambiente com seu cheiro fabuloso.
- Gostou?
Ele pergunta-me acomodando-se ao meu lado.
- Sim, puro, rico de beleza natural.
Eu digo admirando a vista.
- O nosso café da manhã está a caminho.
Diz-me, lentamente, encosto a minha cabeça em volta do seu peito, ele puxa o meu corpo para junto dele suavemente, entrelaçando os nossos pés.
- Vai ficar tudo bem.
Ele diz enquanto seus dedos fazem carinhos em meus cabelos, assim espero, assim espero. Ficamos em silêncio até que o nosso café chegue.
- O que que fazer?
Ele pergunta.
- Por mim, ficamos nessa rede a manhã toda.
Eu digo para ele.
- É uma boa ideia, saimos depois do almoço.
Eu digo para ele fazendo mistério.
- Para onde?
Ele pergunto curiosa.
- Surpresa.
Respondo sorrindo, ele vai gostar muito da surpesa que preparei para ele, envio uma mensagem para Penny, avisando onde estou para que ela possa mandar alguém trazer o meus medicamentos.
- Eu ainda não sei aonde estamos indo.
Ele pergunta curioso enquanto dirigi, depois do café da manhã, caminhamos pelo enorme jardim hotel explorando o lugar, magnífico.
- Surpresa meu caro senhor.
Digo sorrindo, ele continua prestando atenção a estrada agitada, estamos no centro da cidade de Quenn Anne, as estradas estão muito agitadas, o trânsito continua h******l.
- Chegamos.
Grito entusiasmada, de seguida desço do rapidamente.
- Seja rápido.
- Calma.
Edwart diz, desliga o motor do carro, depois desce do mesmo, activa o alarme de segurança.
- Está muito animada.
- Sim.
Paramos para comprar pipocas e suco, lentamente caminhamos para arena de competição.
- Você disse que gosta de moto.
Encolho os ombros justificando-me, a competição de motociclosmos iniciou a poucos minutos, não estamos muito atrasados.
- Eu não achei que estava a prestar atenção nas coisas que digo.
Ele diz surpreso.
- Eu presto atenção em tudo que fala.
Digo acomodando-me em uma das bancadas disponíveis.
- Eu não entendo muito desse sport, melhor explicar-me.
Comento mastigando pipocas salgadas, ele analisa o campo, na tela passam alguns nomes dos pilotos, eles são muitos rápidos, cade vez que eles atravessam uma curva meu coração para de bater, como eles conseguem correr, ter o controle da moto e ainda desfilarem deslizando suas motos desse jeito?
- Ele está bem, porque foi eliminado?
Comento ao ver um piloto ser eliminado por ter perdido o controle e caido da moto.
- São as regras do sport, ele deve verificar se não sofreu nenhuma lesão.
Edwart diz explicando-me.
- Depois ele volta certo?
Penetro um dedo na boca nervosa, que loucura, adrenalina na flor da pele.
- Depende das regras actuais da competição.
Ele fica de pé apaudindo para o primeiro vencedor, de seguida volta a sentar-se no assento.
- Quantas voltas no total?
Eu pergunto a ele.
- De 20 a 50, mas depende de cada campeonato, pode chegar a 100 voltas.
Ele diz-me.
- Tudo isso? Sem cansar o corpo?
Eu pergunto surpresa.
- Eles são treinados para esses campeonatos, muitos exercícios, treinos diários e dietas. Os pilotos são amantes de adrenalina, não é nada para eles.
Ele explica, enquanto caminhamos para comprar algo para comer, temos uns dez minutos de intervalo antes de começar a próxima competição.
- O que vai escolher?
Pergunto a ele, eu pedi fritas e molho.
- Vou pedir o mesmo.
Atendente entrega-nos os nossos pedidos e duas garrafas de águas.
- Espere aqui, eu vou comprar algo.
Antes que eu pergunte o que ele vai comprar, ele caminha para longe de me, ao virar o meu corpo colido com uma pessoa.
- Scarlet?
Viro o meu rosto para olhar para trás, eu conheço essa voz, não pode ser aquele i****a do meu ex namorado, o que ele está a fazer aqui?
- Você está muito bonita.
Reviro os olhos bruscamente, viro o meu corpo iniciando uma caminhada lenta para longe dele.
- Scarlet, não vai fugir de mim.
Ele diz seguindo-me.
- Eu não estou a fugir, sim, ignorando-o.
Eu informo a ele, o que ele faz aqui em primeiro lugar?
- Vamos conversar.
Ele diz brevemente.
- Vai a m***a c*****o.
Eu respondo a ele.
- Desde quando fala essas palavras feias.
Meus pés freiam bruscamente, viro o meu corpo para ficar de frente com ele, maldita hora que nos esbarramos.
- Eu não quero falar com você.
Eu digo a Boo olhando directamente nos seus olhos.
- Scarlet...
Boo começa a falar mas eu o interrompo.
- Não obrigue-me a quebrar essa cara seu i****a.
Resmungo irritada.
- Voltei senhorita Brook, boa tarde.
Edwart diz passando sua mão em volta da minha cintura, puxando-me para ficar perto dele.
- Quem é esse cara?
Boo pergunta-me.
- Meu namorado.
Digo-lhe, Edwart intensifica o seu aperto na minha cintura.
- Edwart, meu namorado, este é o i****a do meu ex, boo.
Eu apresento-os.
- Boo de bobo ?
Debocha Edwart com a finalidade de deixá-lo irritado, antes que ele diga algo, caminhamos de volta para os nossos assentos.
- Eu comprei chips.
Ele abre um pacote de chips e entrega-me.
- Não está chateado?
Suspiro fundo perguntando-o sobre a desculpa que inventei para Boo, encontrar meu ex estava fora dos planos, tudo que precisamos é um pouco de diversão e paz.
- Não. Ele está no seu passado, eu sou o seu presente.
Pega a minha mão entrelaçando os nosso dedos, suavemente ele beija atrás da minha mão. Levanto a minha mão para tocar na pele do seu rosto, ele fecha os seus olhos lentamente.
Ele apereceu na minha vida de uma maneira inesperada, quem diria que a pessoa que salvou-me da morte estaria aqui comigo assistindo o campeonato de motogross?
Ele tem ajudado-me a superar todos os meus desafios sem que eu precise surtar, se o meu pai estivesse vivo tudo seria muito diferente, essa dor não existiria.
Esse medo, insegurança, instabilidade, as vezes sinto-me muito fraca para lidar com as pessoas. As vezes eu quero correr, fugir desse mundo maldito, no entanto Edwart trás de volta a minha esperança. Onde menos eu esperava encontrei o meu conforto, as vezes eu sou fria para esconder os meus sentimentos, esse mundo não merece pessoas boas.
Edwart ilumina, transmite esperança que eu não tinha mais.
- Gostaria de termos ficado no hotel.
Ele estaciona o carro em frente da minha casa.
- Eu sei, eu não sei, estou muito insegura.
Eu digo a ele, Edwart pega minha mão e beija.
- Não vou precioná-la a fazer o que não quer.
Ele diz olhando-me nos olhos, ergo a minha sobrancelha sorrindo.
- É complicado de explicar, mas obrigada por compreender.
Eu digo sussurrando para mim.
Ele desce do carro, faz a meia volta com a finalidade de abrir a porta para mim.
- Entendo, quando estiver pronta para falar disso, estarei aqui para ouví-la.
Sorrio encostando a minha cabeça no seu peito, cruzo os meus braços em volta da sua cintura, suspiro aliviada em saber que ele deu-me esse tempo.