capítulo 8

2958 Words
SCARLET - Senhorita Brook. Ao abrir a porta principal de casa, encontro-o encostado no seu carro, ele não dormi? São 5h da manhã de sábado e ele está em frente da minha casa. - Eu ainda não estou pronta para sair à rua. Resmungo sonolenta, abro a porta da minha casa para que ele possa entrar. - Gostei do seu pijama, ele é sexy. Edwart diz sorrindo para mim. - Cala boca, pessoas normais não visitam outras pessoas tão cedo. Eu digo. Ele sorri enquanto caminha para sentar-se no sofá. - Eu não vou preparar café p***a nenhuma, muito cedo, muito cedo. Digo enquanto caminho para o meu quarto, nos falamos durante a toda semana pelo telefone, ontem ele ligou-me avisando que não consegueria chegar por que estava cheio de trabalho, mas que viria hoje para tomarmos café e passar o resto do final de semana juntos. Mas eu não esperava que ele chegasse muito cedo, p***a, ele precisa aprender a ser humano e não a p***a da máquina de trabalho. - Scarlet? O que faz acordada a essa hora? Ouço a voz da Penny, ela entra no meu quarto. - Passou m*l? Eu vou chamar uma ambulância. Rapidamente ela leva o meu telefone que está em cima da cama, antes que ela disque os números de emergência eu tiro meu telefone da suas mãos. - Estou bem. - O que faz acordada? Caminho em passos largos para o banheiro, pego uma escova para limpar os dentes. - Edwart, está lá em baixo. - Oky, ele sabe que você fica de mau humor ao ser acordada tão cedo? - Penny, vá dormir ou vá ter com o Victor, apenas pare de fazer perguntas. Resmungo irritada, ligo o chuveiro enquanto limpo os dentes, eu preciso de comer para despertar desse maldito sono que ainda implora para voltar a cama. Depois de estar limpa, aquecida e arrumada adquadamente para sair, desço os degraus das escadas lentamente. - Tente não m***r ele. Penny diz para mim. - Não começa. Resmungo para ela que revira os olhos. - Precisa mandar-me a sua localização para que alguém vá entregar-lhe a sua medicação. Ela diz. - Eu posso levar comigo assim não incomodo ninguém. Digo erguendo a mão para que ela entregue-me o frasco dos medicamentos. - Não funciona assim senhorita, os comprimidos estão no hospital, dois, você não tem autorização para auto medicar-se, três, não foi autorizada que fique com os medicamentos. Ela diz lembrando-me das malditas coisas que perdi por parar de medicar. - Eu tenho comportando-me, o que mais falta para entregar-me essa m***a. - A sua psicólogo discordou que esteja preparada para voltar a ficar com eles, sem a assinatura dela não podemos entrega-lhe os medicamentos. Ela diz para mim. - Com qual fundamento aquela v***a fez isso? Eu pergunto praticamente gritando com ela. Cruzo os meus braços irritada, aquela psicóloga gosta de dificultar a minha vida. - Ela disse que é muito cedo para conectar-se emocionalmente com outra pessoa pois ainda está de luto e em negação. Bufo irritada, pego a primeira coisa que eu acho e jogo no chão. - Eu deveria ir lá, esmagar a cabeça daquela maluca para mostrar-lhe quem está na p***a de negação. Eu digo gritando com ela. - O que aconteceu? Vejo três sombras atrás de me, m***a, m***a, ela nunca facilita minha vida, as psicólogas as vezes são muito irritantes. - Deixe-me a sós com ela por um momento por favor. Penny pedi aos meninos. - Eu não quero mais conversar. Digo-a levando o meu telefone. - Prove-a que ela está errada, que está apta para cuidar de si mesma. Ela diz aconselhando-me. - Eu não vou passar minha vida provando para as pessoas que eu sou capaz de fazer tudo, é cansativo. Eu informo a ela. - Eu sei disso, os resultados mostram isso, apenas falta assinatura dela para liberá-la. Penny diz para mim. - Desculpa Penny, eu não farei isso, que ela avalie-me quando achar que estou apta irá assinar. Eu respondo-a. - Scarlet... - Eu estou bem p***a. Pego a minha bolsa rapidamente, antes que ela continue a falar eu saio da cozinha deixando-lhe sozinha. Porque é difícil conseguir o que queremos? É a p***a de uma assinatura que falta, só uma, expiro fundo lentamente, eu vou conseguir, estou bem, estou bem, ela perceberá que está enganada. Sou muito forte que isso, eu estou bem. - Quer conversar sobre o que aconteceu na sua casa? Abro os olhos lentamente apercebendo-me que o carro foi estacionado em frente ao restaurante, eu dormi? - Não quero falar sobre isso. Respondo o mais suave que pude, apesar do meu som grave da voz ter denúnciado a minha chateação. - Eu posso ajudar. Edwart diz. - Obrigada por preocupar-se comigo, mas eu não quero falar disso. Pego a minha bolsa, antes que eu abra a porta do carro Edwart pega a minha mão. - Deixe-me fazer isso. Ele diz suavemente, solta a minha mão, abre a porta do carro de seguida desci do carro, foi nesse momento que notei que ele dirigia o carro e que o Victor não veio connosco. - Obrigada. Agredeço ao descer do carro, observo o edifício gigantesco em minha frente, aonde estamos? - Este hotel pertece a minha companhia, foi um projecto cansativo. Edwart sussurra feliz. - É lindo, parabens por essa vitória. Quando ele passa sua mão em volta da minha cintura, todo o meu corpo arrepia-se, ele sorri apercebendo-se da reação do meu corpo, lentamente ele guia-me para o interior do hotel. - Quer comer primeiro ou posso mostra-lhe as instalações? Ele pergunta-me. - As instalações primeiro. Eu respondo. Ele tira a mão da minha cintura entrelaçando com a minha mão esquerda enquanto ele guia-a no logo corredor do hotel, sem separar as nossas mãos, ele mostra-me todo o compartimento do hotel, esplicando-me detalhamente as ideias e histórias culturais de cada objecto exótico encontrado ali. Escuto-o atenta tudo o que ele diz, ele gosta disso, esse é o seu trabalho e passatempo favorito, planear e concretizar seus sonhos, sua estrutura forte e poderosa combina com esse lugar. Seus olhos iluminam-se orgulhoso, ele deve estar sempre orgulhoso de ser o que é, sempre. - É lindo. Digo acomodando-me na rede, a vista daqui é muito encantador, por baixo da rede, o rio corre em toda a velocidade, o som dos passáros cantando, as flores brilham perfumando todo ambiente com seu cheiro fabuloso. - Gostou? Ele pergunta-me acomodando-se ao meu lado. - Sim, puro, rico de beleza natural. Eu digo admirando a vista. - O nosso café da manhã está a caminho. Diz-me, lentamente, encosto a minha cabeça em volta do seu peito, ele puxa o meu corpo para junto dele suavemente, entrelaçando os nossos pés. - Vai ficar tudo bem. Ele diz enquanto seus dedos fazem carinhos em meus cabelos, assim espero, assim espero. Ficamos em silêncio até que o nosso café chegue. - O que que fazer? Ele pergunta. - Por mim, ficamos nessa rede a manhã toda. Eu digo para ele. - É uma boa ideia, saimos depois do almoço. Eu digo para ele fazendo mistério. - Para onde? Ele pergunto curiosa. - Surpresa. Respondo sorrindo, ele vai gostar muito da surpesa que preparei para ele, envio uma mensagem para Penny, avisando onde estou para que ela possa mandar alguém trazer o meus medicamentos. - Eu ainda não sei aonde estamos indo. Ele pergunta curioso enquanto dirigi, depois do café da manhã, caminhamos pelo enorme jardim hotel explorando o lugar, magnífico. - Surpresa meu caro senhor. Digo sorrindo, ele continua prestando atenção a estrada agitada, estamos no centro da cidade de Quenn Anne, as estradas estão muito agitadas, o trânsito continua h******l. - Chegamos. Grito entusiasmada, de seguida desço do rapidamente. - Seja rápido. - Calma. Edwart diz, desliga o motor do carro, depois desce do mesmo, activa o alarme de segurança. - Está muito animada. - Sim. Paramos para comprar pipocas e suco, lentamente caminhamos para arena de competição. - Você disse que gosta de moto. Encolho os ombros justificando-me, a competição de motociclosmos iniciou a poucos minutos, não estamos muito atrasados. - Eu não achei que estava a prestar atenção nas coisas que digo. Ele diz surpreso. - Eu presto atenção em tudo que fala. Digo acomodando-me em uma das bancadas disponíveis. - Eu não entendo muito desse sport, melhor explicar-me. Comento mastigando pipocas salgadas, ele analisa o campo, na tela passam alguns nomes dos pilotos, eles são muitos rápidos, cade vez que eles atravessam uma curva meu coração para de bater, como eles conseguem correr, ter o controle da moto e ainda desfilarem deslizando suas motos desse jeito? - Ele está bem, porque foi eliminado? Comento ao ver um piloto ser eliminado por ter perdido o controle e caido da moto. - São as regras do sport, ele deve verificar se não sofreu nenhuma lesão. Edwart diz explicando-me. - Depois ele volta certo? Penetro um dedo na boca nervosa, que loucura, adrenalina na flor da pele. - Depende das regras actuais da competição. Ele fica de pé apaudindo para o primeiro vencedor, de seguida volta a sentar-se no assento. - Quantas voltas no total? Eu pergunto a ele. - De 20 a 50, mas depende de cada campeonato, pode chegar a 100 voltas. Ele diz-me. - Tudo isso? Sem cansar o corpo? Eu pergunto surpresa. - Eles são treinados para esses campeonatos, muitos exercícios, treinos diários e dietas. Os pilotos são amantes de adrenalina, não é nada para eles. Ele explica, enquanto caminhamos para comprar algo para comer, temos uns dez minutos de intervalo antes de começar a próxima competição. - O que vai escolher? Pergunto a ele, eu pedi fritas e molho. - Vou pedir o mesmo. Atendente entrega-nos os nossos pedidos e duas garrafas de águas. - Espere aqui, eu vou comprar algo. Antes que eu pergunte o que ele vai comprar, ele caminha para longe de me, ao virar o meu corpo colido com uma pessoa. - Scarlet? Viro o meu rosto para olhar para trás, eu conheço essa voz, não pode ser aquele i****a do meu ex namorado, o que ele está a fazer aqui? - Você está muito bonita. Reviro os olhos bruscamente, viro o meu corpo iniciando uma caminhada lenta para longe dele. - Scarlet, não vai fugir de mim. Ele diz seguindo-me. - Eu não estou a fugir, sim, ignorando-o. Eu informo a ele, o que ele faz aqui em primeiro lugar? - Vamos conversar. Ele diz brevemente. - Vai a m***a c*****o. Eu respondo a ele. - Desde quando fala essas palavras feias. Meus pés freiam bruscamente, viro o meu corpo para ficar de frente com ele, maldita hora que nos esbarramos. - Eu não quero falar com você. Eu digo a Boo olhando directamente nos seus olhos. - Scarlet... Boo começa a falar mas eu o interrompo. - Não obrigue-me a quebrar essa cara seu i****a. Resmungo irritada. - Voltei senhorita Brook, boa tarde. Edwart diz passando sua mão em volta da minha cintura, puxando-me para ficar perto dele. - Quem é esse cara? Boo pergunta-me. - Meu namorado. Digo-lhe, Edwart intensifica o seu aperto na minha cintura. - Edwart, meu namorado, este é o i****a do meu ex, boo. Eu apresento-os. - Boo de bobo ? Debocha Edwart com a finalidade de deixá-lo irritado, antes que ele diga algo, caminhamos de volta para os nossos assentos. - Eu comprei chips. Ele abre um pacote de chips e entrega-me. - Não está chateado? Suspiro fundo perguntando-o sobre a desculpa que inventei para Boo, encontrar meu ex estava fora dos planos, tudo que precisamos é um pouco de diversão e paz. - Não. Ele está no seu passado, eu sou o seu presente. Pega a minha mão entrelaçando os nosso dedos, suavemente ele beija atrás da minha mão. Levanto a minha mão para tocar na pele do seu rosto, ele fecha os seus olhos lentamente. Ele apereceu na minha vida de uma maneira inesperada, quem diria que a pessoa que salvou-me da morte estaria aqui comigo assistindo o campeonato de motogross? Ele tem ajudado-me a superar todos os meus desafios sem que eu precise surtar, se o meu pai estivesse vivo tudo seria muito diferente, essa dor não existiria. Esse medo, insegurança, instabilidade, as vezes sinto-me muito fraca para lidar com as pessoas. As vezes eu quero correr, fugir desse mundo maldito, no entanto Edwart trás de volta a minha esperança. Onde menos eu esperava encontrei o meu conforto, as vezes eu sou fria para esconder os meus sentimentos, esse mundo não merece pessoas boas. Edwart ilumina, transmite esperança que eu não tinha mais. - Gostaria de termos ficado no hotel. Ele estaciona o carro em frente da minha casa. - Eu sei, eu não sei, estou muito insegura. Eu digo a ele, Edwart pega minha mão e beija. - Não vou precioná-la a fazer o que não quer. Ele diz olhando-me nos olhos, ergo a minha sobrancelha sorrindo. - É complicado de explicar, mas obrigada por compreender. Eu digo sussurrando para mim. Ele desce do carro, faz a meia volta com a finalidade de abrir a porta para mim. - Entendo, quando estiver pronta para falar disso, estarei aqui para ouví-la. Sorrio encostando a minha cabeça no seu peito, cruzo os meus braços em volta da sua cintura, suspiro aliviada em saber que ele deu-me esse tempo. - Eu volto ao amanhecer. Edwart diz dispendindo-se. - Vamos fazer coisas divertidas. Respondo empolgada para o jogo de amanhã. - Boa noite Senhor Smith. - Boa noite Senhorita Brook. Ele solta minha mão lentamente, sorrio para ele antes de entrar dentro de casa, corro para olhar pela janela se por caso ele foi embora, mas vejo-o encostado no seu carro sua cabeça olha para cima em direção ao meu quarto. Subo as escadas rapidamente, acendo a lâmpada do meu quarto, caminho para a janela e puxo a cortina, ele continua encostado no seu carro olhando para cá. - O que houve? Ele pergunta-me, abro a janela do meu quarto. - Porque continua ai? Questiono. - Quando você vai embora, a solidão volta a fazer-me companhia. Ele diz proximando-se da minha janela, eu não imaginava que ele sentia-se assim, sozinho, ele é um homem de uma estrutura corporal intimidador, quem vê não acharia que o homem na sua frente seja um solitário. - Eu não quero passar a noite sozinho naquele hotel luxuoso ao mesmo tempo solitário. Eu diz encolhendo os ombros justificando-se. Caminho para a saída do meu quarto, mas antes, pego dois travesseiros e um cobertor, desço os degraus das escadas caminhando para fora. - Problema resolvido, seu carro é suficiente para aquecernos. Digo entregando-lhe o cobertor. - O que tem mente? Ele questiona, eu abro a porta do carro e coloco as cadeiras na posição confortável como camas adptadas. - Não é mais fácil subirmos para dormir? Resmunga ele com um sorriso no seu rosto. - Você não é meu namorado, portanto não tem esse direito. Eu resmungo para ele. - Você disse ao seu ex que sou seu namorado mocinha. Tira seu casaco do corpo, de seguida deixa nos assentos de trás, ele baixa o corpo querendo tirar seus sapatos. - Nem pense nisso. Digo acomodando-me do seu carro. - Eu não vou dormir com sapatos senhorita. Edwart diz sorrindo para mim. - Depois dos sapatos vai tirar a roupa toda, eu não quero ser presa nas primeiras horas da manhã por pudor na via púplica. Eu comento debochando. - Isso vai ser desconfortável. Ele diz reclamando. - Nunca dormiu no carro? Questiono ajustando os travesseiros nos assentos, ele entrega-me o cobertor, de seguida entra no carro, ficando de frente para mim. - Não. - Então não foi jovem ou adolescente. Respondo baixando um pouco os vidros do carro para que possa entrar ventilação. - Estava preocupado em trabalhar e acomular riquesas. Ele responde, suspiro fundo quando ele passa sua mão na minha cintura, suavemente, ele cola nossos corpos. Minhas costas colidam com o seu peito largo, seus pés entrelaçados, sua cabeça no meu pescoço. - Cobertor. Ele puxa o cobertor e cobre os nossos corpos. - Quantos anos tens? Questiono rindo da minha propria pergunta. - 30 anos. Porquê? Ele pergunta surpreso com a minha pergunta. - Espero que não faça aquele barulho como dos porcos. Ele dá uma risada leve. - Eu não ronco senhorita Brook. Ele diz risonho. - Eu entendo, a idade não ajuda muito nesse casos. Eu digo para ele debochando da sua casa. - Senhorita Brook, essa boca não tem limites. Seus lábios tocam a pele do meu ombro suavemente, trilhando um caminho no meu ombro. - É por esse motivo que dormia com muitas mulheres? A solidão? Eu pergunto a ele. Ele expira fundo, pega a minha mão entrelaçando nossos dedos. - Em parte sim, quando a minha esposa morreu, o meu refúgio foi divertir-me com elas, eu estava muito abalado que as procurava todos os dias. Eu queria esquecer, apenas esquecer as lembranças daquele dia doloroso. - Eu sinto muito. Eu digo confortando-o. - Eu tinha tudo Scarlet, de repente eu perdi tudo. Tudo. Ele diz com um voz trémula. - Chorar alivia a dor. Digo-lhe ao perceber que ele está engolindo o choro, viro o meu corpo dormindo de costas, levo sua cabeça para o meu peito. - Você pode chorar, eu estou aqui, não vou embora. Edwart, enrola-se no meu peito e chora silenciosamento, acaricio seus cabelos lentamente, chorar é bom, mesmo que seja difícil aceitar essa situação, ao menos a raiva de ser inútil sai do seu peito aos poucos, é difícil hoje, será amanhã, sempre. Essa dor nunca vai passar, mas com o tempo ele vai aceitar esse destino doloroso.
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