eu sinto muito a sua falta

2762 Words
CAPÍTULO 11 SCARLET Entro no quarto lentamente, sem cerimónias, tiro o meu vestido do meu corpo, preciso de algo para vestir, deve ter alguma coisa aqui. Faço o caminho para o armário, mas algo chama minha atenção, eu não vi isso na última vez que estive aqui, na verdade eu não explorei o quarto. Abro o guarda roupas para confirmar minhas suspeitas, está repleta de roupas do Edwart, todas muito bem organizadas em grupos de cores, extensura, camisas brancas estão separadas das demais roupas. Seus casacos estão no outro compartimento, relógios guardados no centro como uma exibição numa galeria de alta classe, sapatos em outro compartimento, como eu não vi isso? Entro no banheiro, a mesma coisa, seus cosméticos estão todos aqui, este não é um quarto de hospedes, e sim seu quarto, pego uma das suas camisas brancas e visto. Saio do quarto rapidamente, ele não está na sala, subo degrau por degrau para o andar de cima, o corredor tem vários portas. - Edwart? Chamo-o. - Edwart? Novamente, p***a onde ele está? - Edwart? Desta vez, eu levanto a voz, ouço uma porta sendo aberta atrá de mim. - Scarlet, aconteceu alguma coisa? Ele pergunta-me. - Aquele é o seu quarto, eu não posso dormir lá. Desço os degraus das escadas, tendo a certeza que ele está atrás de mim. - És minha convidada. Ele para mim. - Seu quarto p***a, todas as suas coisas estão lá, como vai ao trabalho amanhã? Pergunto enquanto cruzo os braços, não é justo isso, é bem provável que seu quarto seja o mais confortável da casa. - Podemos dividí-la. Encolho os ombros, assim ninguém fica incomodado. - Eu não sei se consigo dormir com você sem s**o. Passa as mãos na cabeças. - Eu durmo no anda de cima, e você no seu quarto. Digo subindo as escadas em direção ao andar de cima. - Não vá, prefiro dividir a cama com você. Viro o meu rosto para ter certeza que ele está confiante sobre isso. - Tem certeza? Eu pergunto a ele. - Tenho. Edward respondi-me. - Tudo bem. Respondo, desço os degraus das escadas e caminhamos para o seu quarto. - Eu vou trocar-me. Balanço a minha cabeça concordando, tiro todos os travesseiros grandes da cama, apenas deixando o que é necessário. - Precisa de uma coisa na cozinha? Edwart pergunta ao sair do banheiro, viro o rosto para falar com ele, no entanto fico sem palavras ao vê-lo descamisado apenas vestindo uma calça de pijama. - d***a, isso não é justo. Olho para seus pés descalços, ele parece um homem domesticado com esse cabelo bagunçado, seu peito, aquele peito tonificado, traços de um homem que está sempre na cademia. - Gostou da visão? Ele pergunta-me rindo. - p***a sim. Eu digo a ele. - Ele é todo seu. Diz enquanto puxa cobertores da cama para cubrir seu corpo. - Posso perguntar-lhe algo? Digo seguindo o mesmo exemplo que ele, deito-me na cama ao seu lado, nossos corpos separados de um do outro. - Sim. - Porque não vejo nenhuma foto da sua ex esposa ao redor da casa? Acho que o normal seria que ao entrar encontrasse uma foto dela, na sala ou no seu quarto. - Este apartamento é novo, eu morava com ela numa mansão, quando tudo aconteceu eu não consegui voltar para casa, era muito doloroso. - Eu sei como é, perdi o meu pai recentimente, mas eu prefiro ficar perto dele, lidar com essa dor, eu compreendo que somos diferentes, fugir não resolve nada, você apenas fica com a sensação de estar bem, uma hora você não vai suportar mais. Nesse dia, não vai gostar de sentir tamanha dor. - Ainda não estou pronto. Ele diz, arrasto minha cabeça para o seu peito, quebrando o espaço que nos separava. - Tudo bem, quando estiver pronto faça o que deve ser feito. Digo, ouço os batimentos do seu coração que batem normalmente, seu peito sobe e desçe, sim, tudo parece normal, mas eu sei que está no seu mundo pensando, pensando. - Estará aqui quando eu estiver pronto? Ele pergunto num tom baixinho, eu não sei quanto tempo passou, ele ficou muito silêncioso depois da conversa que tivemos sobre a sua ex esposa, meus olhos abrem-se e fecham-se mesmo sonolenta, eu consigo ouvi-lo. - Sim, eu não vou a lugar nenhum. Respondo ficando na posição sentada para tentar ficar acordada e mantér uma conversa sem que eu feche os olhos por um momento. - Venha, durma. Ele acomoda-me no seu peito suavemente, romanticamente eu sou pessíma em ficar acordada, estamos numa cama, e tudo num que penso é em dormir. - Eu não muito boa em curtir os momentos. Resmungo. - A mente está sobrecarregada, por isso que não consegue ficar acordada. Abro, uma, duas três vezes os olhos, depois disso eu não lembro de mais nada. EDWART Puxo o travesseiro lentamente, enquanto viro o meu corpo para outra posição, abro os meus olhos ao perceber que estou sozinho na cama, de imediato, olho para o relógio, são 6h da manhã. Droga, aonde ela está? Levanto-me da cama brevemente caminhando para o banheiro, quando ouço o som do chuveiro ligado, suspiro aliviado e volto para cama esperando ela sair para eu posso arrumar-me para o trabalho. - Bom dia. Ela sai do banheiro vestindo uma das minhas camisas brancas, seus cabelos estão presos e ela usa o meu perfume. - Bom dia senhorita Brook. Eu digo a ela. - Eu dormi muito bem obrigada. Ela diz isso com um sorriso no rosto, radiante, essa é a definição de como ela acordou, radiante. - Bom saber. Deixo o meu telefone na cabeceira da cama, levantando-me da cama para que eu possa ir ao banheiro. - Vá tomar banho senhor. Sorri novamente, passo por ela brevemente, sem muito drama, eu tomo banho, limpo meus dentes, escolho minhas roupas para o trabalho. - Eu posso entrar? Ela pergunta-me. - Sim. Pego uma gravata da cor preta, mas ela tira das minhas mãos suavemente, puxa uma pufa e sobe nela ficando da mesma altura que a minha. - Não precisa do colete. Diz tirando-a e a minha camisa da cor preta do meu corpo, escolhe uma camisa branca, Scarlet, ajuda-me a vestí-la, um por um fecha os botões da minha camisa. - Por favor os braços. Meus olhos admiram sua dedicação, eu não sabia que ela é delicada, detalhista, depois de fechar os botões dos pulsos da minha camisa, ela vesti-me a gravata no meu pescoço, pega o casaco escolhido por mim. A que deu-me de presente e vesti-me. Abre minhas gavetas procurando por algo, volta com um lenço preto, fez uma flor, depois a coloca no meu bolso como um efeite. - Pronto. Ela diz, olho-me no espelho, sim, estou diferente da minha rotina habitual. - Obrigado pela ajuda. Eu digo a ela. - Disponha, vamos tomar café da manhã. Diz descendo da pufa, quando entro no quarto percebo que a cama foi feita. - Fez a cama? Pergunto saíndo do quarto. - Estou acostumada a fazer as coisas pessoalmente. Ela respondi-me. - Eu tenho pessoas que fazem isso, não precisa fazer tarefas de casa. Eu informo a ela. - Bom dia Irene. Ela cumprimenta-a. - Senhorita Scarlet, senhor, eu não sabia que tinha visita. - Ele não toma café da manhã? Ela pergunta invadindo a cozinha, acomodo-me no assento em volta ao balcão. - Não senhorita. Irene responde-me - A partir de hoje prepare o café da manhã, ele vai sair depois de comer. Ela informa Irene. - Meu secretário pode fazer isso. Eu digo a ela. - Ele não é pago para trazer-lhe seu café. Ela coloca um prato na minha frente, abre a geleira, tira uma caixa de ovos, línguiça, jarro de suco e yougurt. Em seguida ela prepara o nosso café da manhã. Mordo o último pedaço de bolo, bom ela não pode reclamar que sair sem comer, pela quantidade de comida que preparou eu estou satisfeito. - Obrigado pelo café, estava delicioso. - Não precisa agradecer, foi um prazer. Ela tira os pratos do balcão, em seguida coloca na pia para começar a lavar. - Tem gente que pode fazer isso. - Não interfira nas coisas que faço. Certo, eu sei que não vou conseguir fazé-la mudar de ideia, caminho de volta para o quarto levar sua bolça e a minha pasta de trabalho. - Bom dia senhor Smith. Senhorita Penny diz cumprimentando-me. - Bom dia senhorita Penny. Eu digo a ela. - O helicóptero chegou senhoritas. Anúncia Victor, enquanto ele e a Penny vão na frente. - Devo agradecer pela visita? Pergunto caminhando em direção ao elevador. - Não. Ela respondi-me risonha. - Não vá, fique. Eu peço-a. - Eu preciso ir, tenho um compromisso com o hospital, sem mencionar que você vai passar o dia todo trabalhando, o que eu vou fazer aqui? Ela pergunta-me. - Esperando por mim. Dou os ombros, esta casa é grande, acredito que ela não ficará entediada. - Eu não sou uma princesa. Diz sorridente, ao menos eu tentei convencé-la a ficar. - Volta no final de semana? Eu pergunto derrotada. - Sim, eu volto. Ela levanta seus dedos tentando ficar da mesma altura que a minha, seus lábios macios encostam os meus, p***a é a primeira vez que ela toma iniciativa, significa que eu ainda posso ter esperanças. Scarlet, separa nossos lábios, mesmo que o beijo tenha sido de dois adolescentes timidos, estou feliz por ela tomado a iniciativa, antes que saia do elevador, prendo-a contra a parede, tomo os seus lábios com todo o desejo do meu corpo. Sua boca, sua boca rasga a minha, seus braços estão enrolados em volta do meu pescoço, minha, ela é minha. Não há como negar isso, seu corpo vibra em meus braços, ardendo, implorando, eu a quero para mim, minha. Separo as nossas bocas suavemente. - Boa viagem. Digo antes de beijar seus lábios rapidamente. - Bom trabalho. Ela sai do elevador, caminhando em direção ao helicóptero, continuo parado mesmo depois delas sairem, suspiro fundo, p***a, que chegue logo o final de semana. - Bom dia senhor, café? Collie, prontamente fica de pé, segui-me para minha sala, onde tiro o meu casaco deixando-o em volta da cadeira. - Não. Actualiza-me. - O advogado da senhorita Brook deixou um envelope está manhã, de imediato enviei para o doutor Keal para analisar antes que esteja em suas mãos. Ele informa-me. - Que documento? Pergunto curioso sobre isso, como ela mandou um advogando para cá se esteve o tempo todo comigo, pelo que lembro-me, não a vi mexendo no seu telefone. - Não tenho certeza senhor, mas é provável que seja um contrato. Collie informa-me. - Chame-o. Digo, vamos resolver esse problema antes que minha manhã torne-se um desastre total. - Sim senhor. Ele responde, no entanto não foi necessário o chamar, Keal, entra na minha sala, como sempre sem bater. - Vai casar? - Pelo que eu saiba ninguém pediu-me em casamento. Eu digo debochando dele. - Leu isso? Ele entrega-me os documentos, olho atentamente para o que está escrito, louca, eu não achei que ela estava a falar muito sério sobre ficar longe de todas mulheres que queiram dormir comigo. - Caso quebre uma dessas regras ela pode exigir 5milhões de dólares por quebra de contrato. - Eu achei que fosse uma brincadeira. Está mais que claro que ela não brinca quando diz algo. - Aceitou essas condições no acto s****l? - Não, nós estavámos a ter uma conversa tanto que irritante, conclusão, eu concordei com tudo que está escrito aqui. - Resumindo, na hora da briga. Ele diz cruzando os braços. - Sim. - Eu vou ligar para ela. Ele pega seu telefone, disposto a ligar para ela. - Eu não faria isso. Aviso. - O advogado? - Eu vou assinar. - Como advogado não aconselho praticamente estão tendo algum tipo de relacionamento oficial. Ele indica com o dedo o selo branco do cartório. - Pelo que entendi, não estamos casados. Eu retifico-o. - Não, ela apenas precisa de uma prova que você quebrou o contrato para exigir esse dinheiro. - Eu não vou sair com outras mulheres. Garanto a ele, antes eu saía com elas porque estava sozinho, agora não preciso disso, estou muito satisfeito com a nossa evolução. - Eu conheço-te, aquele clube... - Eu estava sozinho, sem compromissos. - Eu não aconselho. Pego uma caneta que estava em cima da minha mesa, rapidamente assino o documento com a minha assinatura. - Collie. Chamo-o pelo interfone. - Senhor? - Na minha sala imediatamente. Ordeno. - Você acabou de cometer uma loucura. - Senhor? - Tire uma copia deste documento, enviando o orginal para o endereço da senhorita Brook de imediato, que ela receba ainda hoje. - Desculpa senhor, eu não tenho o endereço da senhorita. - Não? - Pelo que lembre-me, o senhor nunca pediu-me para enviá-la nada, por esse motivo não tenho o endereço. Pego um papel e a caneta, escrevo seu endereço rapidamente. - Isso foi um erro. Resmunga Kael, acomodando-se na poltrona a minha frente. - Esquece esse asunto, vamos trabalhar, fala-me sobre o dilema dos nativos. Mudo do assunto, enquanto ele actualiza-me sobre a obra e o pedido que os nativos daquelas terras enviaram-nos. Assim, o dia foi passando. SCARLET Acomodo-me no sofá lentamente, pego o documento que acabei de receber pelo correio e meu chocolate quente que acabei de fazer. Lentamente, leio detalhamente o contrato que mandei meu advogado fazer, no fim ele assinou, Edward, assinou isso mesmo que seja um absordo. - O que é isso? Ela tira o documento da minha mão, revira os olhos enquanto lê cada paragráfo dele. - Ele assinou essa loucura? Resmunga ainda lendo o documento. - Nenhum homem pode ficar longe das mulheres, isso é um absurso. - Ele não pode ter uma aproximação íntima com elas, está muito bem explicado ai. Ela fecha o documento, deixando-o em cima da mesa, suspiro fundo enquanto delicio-me do meu chocolate. - Estão namorando? Pergunta curiosa, encolho os ombros. - Ele ainda não me pediu em namoro. - Ele assinou essa porcaria, quer outra prova que ele quer alguma coisa consigo? Ela diz olhando-me. - Os homens sabem ser convicentes quando desejam algo, esse dinheiro estipulado no contrato não é nada para ele. Eu digo a ela. - Pare de dificultar as coisas, caso não queira algo com ele diga-lhe, assim para de esperar por algo que nunca vai ter. Ela diz irritada. - Eu nunca disse que isso. Informo-a. - Ele assinou a p***a deste contrato, quer prova maior que essa? Ou talvez quer que aquela mulher volte atacar, por que ela sim, sabe o que quer. Merda, ela tem razão. - O que eu devo fazer? Pergunto pedindo por um conselho. - Ter essas dúvidas sobre o que vai acontecer futuramente é normal, no entando, martelar-se não é a solução, tente. - Se não der certo? - Não vai saber se não tentar. Suspiro derrotada. - Ele é mais experiente, foi casado. Encolho os ombros, bebo um pouco do meu chocolate quente. - Esse é o problema? Ele saber o que quer e você não? - Por ele ser mais velho sem muita paciência para aturar uma jovem. Dou um gole da minha bebida apercebendo-me que está fria. - Você? Uma vez gostou de alguém? - Sim, meu trabalho pesou muito na balança, escolhi meu trabalho. - Victor? Pergunto, será que o trabalho vai vencer dessa vez? - Somos duas pessoas ocupadas, isso é muito bom, entendemos um ao outro. - Ele parece ser tranquilo. Eu digo a ela em duvida. - Ele é. Sorri, levanto-me para aquecer o chocolate no microondas, sim, eu preciso tomar uma decisão ou deixá-lo ir. Papai, eu sinto muitas saudades suas, muitas, deixo a chávina em cima da mesa, pego as chaves do meu carro. - Senhorita? - Não preciso de escolta Grow. Digo entrando no meu carro, cuidadosamente, dirijo até ao cemitério, meu pai sempre sabia o que dizer-me, ficando perto dele, eu saberei o que fazer, mesmo que seja sileciosamente, eu saberei o que fazer. - Papai, eu sinto muitas saudades suas. Pônho flores no vaso, suas favoritas sempre foram flores amarelas, por quê ele foi embora tão cedo? Ele ainda tinha uma vida longa pela frente, isso não é justo, eu o queria perto de me, eu deseja que ele levasse-me ao altar, ver meus filhos crescer, brincar com eles, dar-me a educação maravilhosa que ele sempre deu-me. - Eu amo tanto você papai, sempre vou amá-lo.
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