As ninfas da água gêmias

1000 Words
Elas estavam inquietas desde que a energia se esgotou, minha Mana por um fil m*l suprindo minhas próprias energias. Não consegui compartilhar com elas. Já que o colar nos impedia de usar, não de compartilhar. Loe apertou minha mão forte, fazendo-me a pergunta através do seu desespero. Eu sabia o que ela pensava, o que elas pensavam desde o momento que fomos capturadas. Nenhuma delas faria tal coisa, os covens eram fiéis até o fim, mas eu poderia fazer. E eu faria quando chegasse a hora, nenhuma herdeira poderia ser chamada digna, colocando a vida das suas irmãs em jogo, quando poderia salvá-las. O raiar trouxe feixes de sol bem-vindos a iluminar nosso emaranhado grudento e fédido. Com Leo de um lado, tão ansiosa que seus dedos tremiam nas minhas mãos, Paika do outro, mais fria do que estava durante a madrugada, respirando lentamente, as irmãs Gania e Tânia agarradas uma à outra como se as suas vidas dependesse do contato físico, sim, eu tomaria essa decisão. Safi teria desaprovado como mãe, mas como líder do coven eu poderia imaginá-la dizendo-me que tomei a decisão correta. Exceto por Paika, todas elas estavam acordadas, não dormimos muito durante a madrugada. "Farei tudo ao meu alcance para que não conheçam o propósito da espada" digo convicta. Tomar uma decisão dessas exigia que eu pensasse em todas as hipóteses que ela desencadearia, e nenhuma delas teria um bom fim. Ser decapitada em praça pública seria como uma brincadeira infantil em relação a revelar esse segredo. As irmãs se viraram para mim, parando de encarar os guardas, ouvi contos sombrios de ninfas da água chamado a água do corpo dos seus inimigos, matando-os, acumulando múmias por onde passavam, que Ailim protegesse esses demônios da ira das irmãs caso esses colares se mostrassem ineficientes. Isador era a casa mais forte, as demais casas deveriam ser vigiadas de perto, pois eram quase tão poderosas quanto Isador. As gêmias acenam em concordância, Leo suspirou aliviada ao meu lado e Paika resmungou no seu sono, perturbada. "Ailim se lembrará disso Catarina, e obrigada por tentar conseguir ervas para Paika, serei eternamente grata" Leo se aconchega a mim, agradecendo em nome da sua prima. Os covens tinham as suas disputas de poder mesquinhas, mas quando era necessário nos juntamos e defendíamos umas às outras. “ Minha casa aceitará o peso desse favor em ouro” informei, não queria que elas vissem que ,às vezes, uma Isador poderia ter um coração mole. “ Se conseguirmos sair” Gania pontua, desvencilhando-se da sua gêmea para se aproximar de mim, era nítido que elas tinham sérias dúvidas sobre como eu salvaria as suas vidas. Não ajudou que os seus cabelos, verdes pantano, características das ninfas da água, estivessem impecáveis. Pelo amor de Ailim, elas estavam cativas há semanas! “ O que é altamente improvável de acontecer, não podemos usar nossa Mana, estamos em Amas, capital de Ailídia” Tânia pontua flexionando os joelhos e abraçando-os, só então notei que ela e sua gemia estavam suadas, esse era o propósito do abraço, as ninfas, bruxas da água, nunca ficavam longe de seu elemento por muito tempo. Então elas criaram seu próprio jeito de produzir, através do suor, para se acalmar. Todas nós estávamos á um fil de quebrarmos. “ Eu sei, eu também estava lá para nossas aulas” ranjo meus dentes com a conversa torpe “ Por mais que Amas esteja no meio de Ailídia. cercada por colônia vampiras, vocês saírão” Falei em alto e bom som, as meninas automaticamente olham para os guardas, Eles tocaram suas espadas, substituindo a postura entediada para alerta suspeitando de uma tentativa de fuga imediata. “ Farei uma Barganha irrecusável para o rei” "Levantem-se" grita o carrasco que as acompanhou masmorras acima, preciso de toda força d e vontade para não gritar assustada. O olhar apreciativo seguido das presas baixando fez Catarina usar toda a Mana restante para se manter no lugar e não recuar com o medo. "Após o julgamento a seguir, terá desejado minha oferta, uma morte rápida" Avisa o demônio sugador de sangue enquanto abre a porta. Catarina procura Norva, ou até mesmo Xanks mas ela não os encontra no corredor. Sua mente zomba de suas esperanças patéticas, eles não fariam nada por elas. A guerra havia devastado muitos, de ambos os lados, era mais que provável que alguns vampiros próximos tenham sido mortos pelos covens. A escassez de sua Mana pode estar deixando a mente dela instável, vampiros eram demônios que sugam a vida de inocentes, tomavam terras e usurpavam nações, ela jamais deveria procurar consolo, mesmo que visual, em nenhuma deles. … Elas saíram das masmorras empurradas, um dos vigilantes entrou na cela movendo-se como um borrão inclinando-se para lamber os resquícios de sangue na parede onde Paika encostou as costas. Os sons animalescos que ele fez. apreciando o líquido colocou energia nos seus passos para sair dali. “ Deixe um pouco mim” o carrasco parou de puxar nossas correntes para pedir “Seu bastardo guloso” ele passou as mãos pelos cabelos, frustrado. “Não importa, eu estarei lá para limpar a sujeira que o rei fizer” pontua pensativo seguindo para descer os degraus de pedra. Seus músculos estalaram, dormentes por permanecer na mesma posição por muito tempo, os guardas que as vigiavam caminhavam atrás delas, seguindo a liderança do carcereiro. A caminhada se mostrou dificultosa, ela poderia jurar que tudo no seu campo de visão multiplicava-se no caminho. Ver suas irmãs de coven peladas, com raios de sol reveladores, não ajudou muito. Catarina odiou-se por não estar tão horrorizada com sua situação quanto no primeiro dia, o corpo inútil se habituava a qualquer situação, seja ela boa ou r**m. Cat tirou proveito disso, podendo se concentrar na jogada que seguiria sem o medo e******o de morrer, ela ainda o sentia, mas já não era tão forte. Hoje era um dia bonito para ser sentenciada à morte. Pensou melancolicamente. “ Ailim” clamou pela deusa, baixinho.
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