Quando Camille voltou a si, estava deitada na sua cama, uma compressa fria na cabeça.
O quarto achava se as escuras, e ali escutava um estranho zumbido. Percebeu dali a um momento que o som que escutava era dentro de sua cabeça. A distância estava Scott, fitando e aplicando uma coisa úmida e pesadas contra o seu rosto. Dali a pouco percebeu que lhe haviam tirado a blusa e sentiu uma ardência terrível, e depois uma coisa quente colocada sobre os s***s nus. Pareceu passar muito tempo antes que pudesse enxergar o marido claramente então finalmente o zumbido parou e ele se sentou discretamente numa cadeira ao lado da cama. Não falou nada apenas ficou ali sentado enquanto ela ficava fitando o teto, sem vontade ou capacidade para falar. Ele não lhe perguntou nada, apenas mudava as compressas, de vez em quando.
O quarto ficou às escuras durante horas, e quando, ocasionalmente, ouvia se uma batida à porta, Scott despachava quem quer que fosse. Olhou para ele, agradecida, depois pegou no sono, era meia-noite quando acordou de novo, uma luz fraca ardia a distância no seu quarto e, mantendo sua vigília silenciosa ele ainda estava lá.
Finalmente, o marido não pode mais se controlar, e vendo pelos olhos dela que estava consciente, não mais em estado de choque teve que saber o que acontecer pelo bem dela e dele próprio.
_Camille tem que falar agora tem que contar o que aconteceu?
__Eu o desonrei.
A voz não passava de um sussurro, e ele sacudiu a cabeça e segurou-lhe a mão.
__Não seja boba.
E após mais um momento:
__Querida, conte-me. Precisa contar- me. tenho que saber.
Ana tinha vindo procurá-lo, gritando que algo terrível acontecerá a frau von gotthard,
E que ela jazia quase morta no chão do quarto. Apavorado correra para junto dela indo a encontrar não quase morta, mas espancada em estado de choque. E então eles souberam.
__ Camille?
__Ele ia... me matar... me violentar... disse-lhe... quem eu era.
Scott sentiu um arrepio de medo percorre- lo.
__ Quem era ?
__Eles... levaram...
E então murmurou, horrivelmente:
__Eles levaram Marconi... espancaram no... eles... ele estava... sangrando... e então eles...o arrastarão... Escada... abaixo...
Sentou-se na cama e teve ânsias de vômito enquanto Scott sentava-se a seu lado impotente, segurando uma toalha cor-de-rosa com monograma. Quando acabou de vomitar ela fitou o marido com o olhar vazio.
__E um deles ficou... por minha causa... eu lhe disse... eu lhe disse...
Olhou pateticamente para Scott.
__ Pensavam que eu fosse judia.
__ Fez bem em dizer lhe quem era. Estaria morta a esta altura se não tivesse feito. Podem não matá lo, mas provavelmente teriam matado você. Ele sabia que o mais provável era que o inverso fosse a verdade, mas tinha que mentir, pelo bem dela.
__O que farão com ele?
Scott tomou nos braços, então, e ela soluçou por quase 1 hora. Quando acabou ficou ali largada exausta e alquebrada e então ele a fez deitar-se sobre os travesseiros e apagou a luz.
__Tem que dormir, agora final passarei a noite toda aqui com você?
E passou mas quando ela acordou de manhã ele finalmente tinha ido descansar. Para ele tinha sido uma noite de angústia, observando o rosto pálido se crispar e contorcer nos seus pesadelos por sobre as feias contusões que marcavam. Fosse quem fosse o homem que a esbofeteou não poupará um mínimo de sua força ao fazê lo. e enquanto observava hora após hora Scott passou a odia-los de uma maneira como não odiara antes. Este era o terceiro Reich. Era isto que os esperavam nos anos vindouros? A pessoa devia agradecer aos céus por não ser judeu? Scott não se conformava em ver o seu amado país transformar-se numa nação de bandidos e vândalos espancando mulheres violentando inocentes, censurando os artistas por sua raça o que acontecer ao mundo deles, para este seu preço que sua amada Camille tivesse que pagar? Sentia-se ultrajado e a seu modo, também pranteava Marconi.
Quando ele a deixou para ir tomar beber uma xícara de café, correu os olhos, temeroso, pelo jornal sabia como eles o fariam esperava encontrar notícia de que Marconi sofrer algum acidente. Fora assim que tinham agido anteriormente. Porém desta feita não houve nenhuma notícia pequena sem importância. Ou melhor foi tão pequena que ele nem notou na última página.
Quando Scott voltou para junto do leito de Camille 2 horas mais tarde ela estava calada e desperta, o olhar vazio fitando o teto. Ouvira Scott entrar no quarto mas não voltou os olhos para ele.
_ Está se sentindo melhor?
Porém ela apenas fitava o teto em resposta e de vez em quando fechava os olhos.
__ Quer alguma coisa?
Desta vez ela sacudiu a cabeça.
__Talvez se sinta um pouquinho melhor se tomar um bom banho quente.
Mas a mulher apenas ficou deitada ali, por longo tempo fitando o teto depois da parede e finalmente como se o esforço fosse quase superior às suas forças, voltou lentamente os olhos para ele.
__E se eles vierem matá-la e as crianças?
Era só no que conseguia pensar desde que acordará.
__ Não seja ridícula, não virão.
Mas agora ela sabia que não era assim eram capazes de tudo. Arrancavam as pessoas de suas camas e as matavam, ou pelo menos as levavam embora.
_Camille_... querida... estamos todos a salvo.
Contudo, até mesmo e Scott sabia que estava mentindo. Ninguém estava mais a salvo. Um dia não seriam apenas os judeus .
__ Não é verdade eles vão matá lo. Porque eu lhes disse quem era. Viram aqui... eles...
__Não virão.
Forçou A olhar para ele de novo.
__ Não virão . Seja razoável. Sou um banqueiro. precisam de mim não me farão m*l ou a minha família. não a soltaram ontem quando lhes disse quem era?
Camille assentiu porém ambos sabiam que ela jamais se sentiria seguro de novo.
__ eu desonrei
repetia o refrão.
__Pare com isso! Está tudo acabado. Foi um pesadelo. Um pesadelo feio horrível mas acabou. Agora você precisa acordar.
Mas, para o quê? Marconi desaparecido interrogação o mesmo pesadelo, repetidas vezes? Haveria apenas o vazio além da dor e do horror que ela sabia que jamais esqueceria. Só o que queria era dormir final para sempre. Um sono n***o profundo do qual jamais teria que acordar.
__ Tenho que ir ao escritório durante 2 horas, para aquela reunião dos belgas, e depois voltarei e passarei o dia todo com você. Vai ficar bem?
Ela fez que sim. O marido se debruçou e beijou os dedos longos e delicados da mão esquerda dela.
__Eu amo Camille. E tudo vai se ajeitar, novamente.
Scott deu ordens a Ana para lhe trazer um café da manhã ligeiro e deixá-lo na bandeja ao lado da cama e depois se retirar. E o que quer que tivesse visto não devia ser discutido com os outros criados.
Ana assentiu, compreensivamente, e levou o café dali a meia hora para a Camille. Era a bandeja de café que Camille usava todas as manhãs de vime branco coberta com uma toalha de renda branca final numa jarrinha fina estava enfiada uma longa rosa vermelha e a louça do café era o limojis preferido da avó dela. Porém Camille não disse nada quando a bandeja apareceu. Foi só depois que Ana se retirou do quarto que Camille demonstrou algum interesse vendo o jornal da manhã colocado na parte lateral da bandeja. Tinha que lê-lo, quem sabe alguma no tinha havia saído. Umas poucas palavras que lhe dissessem alguma coisa em relação ao destino de Marconi. Dolorosamente apoiou-se mundos cotovelo se abriu o jornal sobre a cama leu cada linha cada página cada notícia e ao contrário de Scott os seus olhos acharam a notícia na última página. Dizia apenas que Marconi stern, romancista sofrera um acidente no seu Bugatti estava morto. Ao ler aquilo soltou um grito então subitamente o quarto ficou silencioso.
Permaneceu ali deitada imóvel por mais de 1 hora e então, decididamente sentou-se na beira da cama. Ainda estava trêmula e bastante tonta mas conseguiu chegar ao banheiro e abrir as torneiras da banheira. Fitou se no espelho e viu os olhos que Marconi tomara, os olhos que o tinham visto ser arrancado do quarto, da sua casa da vida dele e da dela.
A banheira se encheu muito depressa, e ela fechou a porta suavemente, Em sua mente já bastante perturbada não se passava mais nada além da dor e da agonia de imaginar que seu amante amado estava morto e que por pouco ela também não estava, imaginar também o futuro de seu marido e de seus filhos caso aqueles homens fossem a sua procura ,era demais para ela .Foi Scott quem a encontrou ali uma hora mais tarde os pulsos cortados sem vida a banheira cheia do seu sangue.
O hispano suiza marrom escuro que levava Scott von gotthatd e seus filhos, Arya e Gerard, e Fräulein Hedwig Rodava solenemente atrás do carro fúnebre preto era uma manhã cinzenta de fevereiro, e desde o alvorecer tinha havido neblina e chuva final o dia era tão lugubre quanto Scott as crianças, sentadas Rigidamente, agarrada às mãos de sua querida ama. Tinham perdido sua linda dama. a mulher dos cabelos Dourados e dos olhos azuis não existia mais.
Só Scott compreendia integralmente o que tinha acontecido. Apenas ele sabia com profunda e longamente ela estivera dividida. Não somente entre dois homens, mas entre duas mentes, duas vidas, dois estilos de vida. Nunca fora totalmente capaz de se adaptar às regras rígidas da vida para a qual nascera. Talvez tivesse sido um erro forçá-la a entrar na forma. Talvez ele devesse ter tido a sensatez de deixá-la para um homem mais jovem no final, mas ela era tão jovem, tão livre, tão linda, tão inteiramente o que eles sempre sonharam em terem uma esposa. e outros pensamentos do atormentavam. Talvez tivesse errado ao mantê-la afastada dos filhos.
Enquanto seguiu adiante implacavelmente, e Scott lançou um olhar a ama a quem os filhos agora pertenciam. Uma fisionomia vigorosa marcante olhos bondosos, mãos Fortes. Tinha sido anteriormente governante dos seus sobrinhos. Era uma boa mulher, mas Scott sabia que em parte por causa dela sua mulher não existia mais. Era uma mulher sem causa ou razão para viver, depois da tragédia da véspera. A perda de Marconi tinha sido chocante demais o medo do que talvez tivesse acarretado a Scott grande demais para suportar. Talvez fosse um ato de covardia loucura no entanto Scott sabia sim que era mais. O bilhete que deixar ao lado da banheira for escrito com mostremos apenas “ adeus...desculpe...k".
Seus olhos se encherão de lágrimas de novo quando ele se lembrou... auf wiedersehen minha querida... adeus...
O hispano suiza marrom para o finalmente diante dos portões do cemitério de gruneWood, os montículos verdes cercados de flores vivas as belas lápides fitando o solenemente por entre a chuva que recomeçara.
__.Vamos deixar mamãe aqui?
O menino parecia chocado, e a menina apenas olhava fixamente. A ama fez que sim. Os portões se abriram, e Scott fez sinal ao chofer para prosseguir.
A cerimónia religiosa fora breve particular na igreja luterana de grunewald com apenas os filhos e a mãe dele presentes naquela noite uma menção do falecimento de Camille apareceria na imprensa atribuído a uma súbita moléstia um ataque inexplicável de uma gripe letal. Camille sempre parecera tão frágil que seria difícil não acreditar. que os funcionários que conheciam a verdade estaria intimidado demais por e Scott para revelá-la.
O pastor da igreja luterana seguiram os até o cemitério no seu velho carro. Não tinha sido possível realizar o enterro na igreja católica que normalmente frequenta, por causa do suicídio. Porém o pastor luterano fura bondoso agora saltava discretamente do seu automóvel seguido pela mãe de Scott Baronesa von gotthaRD que saiu do seu host com o motorista. Os dois choferes uniformizados dos gottardi ficaram a um canto discretamente enquanto o caixão era baixado do carro fúnebre para o chão. O empregado do cemitério já estava à espera o rosto severo guarda-chuva aberto enquanto o pastor tirava do bolso uma pequena bíblia que já tinha marcado na página certa.
O menino chorava baixinho agarrando com força as mãos da ama e da irmã, enquanto a menina olhava em derredor tantas lápides, tantos nomes final pedras tão grandes estátuas tão grande tantas Colinas e árvores de aparência tão sinistra. Na Primavera seria tudo verde bonito, mas agora, excetuando os trechos de Relva sobre os caixões tudo parecia tão horrível e lúgubre .
Sabia, enquanto observava, que jamais esqueceria aquele dia. Na noite anterior chorar a pela mãe final sempre tiveram um pouco de medo daquela beleza ofuscante os olhos imensos e tristes do cabelo lustroso. A ama sempre disseram para não tocar nela, para não uma Charlie vestido parecia tão estranho deixá-la aqui agora, naquela caixa debaixo de chuva. A menina ficou triste ao pensar nela, sozinha, sobre um daqueles montículos verdes e lisos.
Camille esse enterrada no lote da família von gotthard final já estava povoado com o pai de Scott o seu irmão mais velho seus avós e 3 tias. E agora ele a deixaria com os outros a sua noiva esfuziante esposa frágil do riso esquivo e dos olhos estupendos. Seu olhar se desviou das lápides para os filhos a menina parecia se apenas ligeiramente com a mãe e o menino não se parecia nada. Ela com as longas pernas de Potro estava parada ao lado dele, usando vestido branco meias brancas e o casaco de veludo azul escuro com a gola de arminho sobras do esplêndido casaco da mãe final ao lado dela o pequenino vestido como a irmã, de calças curtas brancas, meias brancas e o mesmo azul escuro. Eram tudo que Scott tinha agora estas 2 crianças paradas a seu lado. Jurou silenciosamente protegê-las do m*l que havia tão brutalmente destruído a mulher. Não importa o que acontecesse a seu país não importa o quanto fosse atrás sua dos seus valores, não deixaria coisa alguma acontecer aos filhos. Mantê-lo ia a salvo do veneno dos nazistas até que a Alemanha estivesse novamente livre de Hitler e da sua laia. Não poderia durar eternamente e quando a tempestade tivesse passado, ainda estar em uma salvo em casa.
Para guardar sua filha, pai, na paz eterna que encontrou agora seu lado. Que descanse em paz. Amém.
Os 5 acompanhantes fizeram silenciosamente o sinal da Cruz e ficaram parados por um momento fitando o escuro caixão de madeira.
Os guarda-chuvas de Scott e do pastor estavam bem acima deles, enquanto o senhor abriu o seu coração e chorava também. Mas nenhum deles parecia notar a chuva que caía torrencialmente. Finalmente Scott meneou a cabeça e tocou suavemente no ombro das crianças.
__Vamos crianças, está na hora de ir.
Mas o menino não queria deixá-la, apenas sacudiu a cabeça olhando fixamente. Afinal a ama simplesmente conduzir de volta para o carro e colocou lá dentro a menina seguiu rapidamente, com um último olhar por sobre o ombro para onde jazia o caixão e um do pai estava parado sozinho agora que a avó eu também sou afastado o pastor voltou depressa para seu carro ia porque não li Scott sobrou ali, olhando para o caixão coberto com uma única coroa de grandes flores brancas final havia orquídeas, rosas e lírios do vale, todas as flores que ela amava.
Por um instante ela teve vontade de levá-la com ele para não deixá-la neste lugar com os outros, que tinham sido tão diferentes dela. As tias e o pai e o irmão mais velho que morreram na guerra final ela fora tão infantil e ainda era tão jovem, Camille von gottardi, morta aos 30 anos. Scott ficou parado ali incapaz de acreditar que ela não mais existia.
Foi a menina quem finalmente veio busca lo ele sentiu os dedinhos se entrelaçando com os seus e baixou os olhos deparando se com a filha para dali o casaco azul de gola de arminho ensopado de chuva.
Temos que ir agora vira papai vamos levar o senhor para casa.
Parecia tão velha, sensata e carinhosa os imensos olhos azuis uma sombra distante daqueles que ele conhecera. Não se importava com a chuva, parada ali. Apenas ir que vos olhos para ele agarrando-lhe com força a mão. E então silenciosamente ligar sentiu com a cabeça, o rosto molhado de lágrimas e da chuva de inverno. O chapéu pingava água nos seus ombros, e a mãozinha estava firmemente presa na sua.
Não olhou para trás, por cima do ombro, e nem a criança o fez. De mãos dadas, entraram calados no hispano suiza e o chofer fechou a porta. Então, os coveiros do cemitério de gruneWord começaram lentamente a cobrir o caixão de Cassandra von gothard até que também ele se tornasse um montículo verde para repousar com todos os outros que vieram antes dela, e que Camille jamais conhecera.