Flagrados pelo horror

3667 Words
Seis semanas mais tarde, um dos escritores amigos de Marconi desapareceu. Era muito menos renomado do que Marconi mas também estava tendo dificuldades em publicar os seus trabalhos mais recentes. A namorada dele telefonara para Marconi às duas da manhã histérica. Fora visitar a mãe em Munique e quando voltara para casa à noite encontrou o apartamento arrombado, Helmut desaparecido, e sangue no chão. Os vizinhos tinham ouvido berros depois gritos, mas era só que ela sabia. Marconi foi encontrar-se com a moça perto do apartamento de Helmut, e levou para a casa dele. No dia seguinte Ela Foi refugiar-se na casa da irmã. Quando Camille chegou, mais para o final da manhã, encontrou profundamente deprimido e louco de dor com o desaparecimento de Helmut. __Não compreendo, Camille aos pouquinhos, o país todo está ficando maluco. É como veneno de ação lenta andando pelas veias do país. Acabará por chegar ao coração e nos matará, não que eu tenha que me preocupar com isso. Fitou a sombriamente, e ela franziu a testa. __O que quer dizer? _O_ que acha que quero dizer? Quanto tempo pensa que se vai passar antes que venham buscar-me? Um mês? 6 meses? Um ano? __Não seja maluco. Helmut não era romancista. Era um escritor de não-ficção altamente político que vinha criticando o Hitler abertamente desde que este subiu ao poder. Não vê a diferença? O que acha que lhes causaria raiva, no seu caso? um romance como o beijo? __ Sabe, não estou certo de enxergar a diferença Camille Correu os olhos pelo quarto, irritado. Nem se sentia mais seguro na sua casa, era como se esperasse que viessem buscá-lo a cada dia. __Marconi... querido por favor... seja razoável. Foi uma coisa horrível que aconteceu, mas não pode acontecer com você. Todo mundo conhece. Simplesmente não vão fazê-lo desaparecer da noite para o dia. __ Por que não? Quem vai Detê-los? Você? Alguém ? Claro que não. O que foi que fiz por Helmut ontem à noite? Nada? Absolutamente droga nenhuma. __ Está certo, então vai embora, pelo amor de Deus. Vá para a Suíça agora você poderá publicar lá eestará seguro. Mas ele apenas olhou para ela, desanimado. __Camille, sou alemão. Este é meu país também, tenho tanto direito de estar aqui quanto outro qualquer. Por que diabos devo ir? __Então o que está querendo dizer, droga? Era a primeira briga que tinham em 1 ano. __Estou dizendo que o meu país está se destruindo e a sua gente e que isso está me deixando doente. __ Mas você não pode impedir . E se é nisso que acredita então saia daqui antes que ele o destrua. __ E quanto a você Camille? Fica aqui fingindo que nada disso a tocará? acha que não? __Não sei... não sei... não sei de mais nada. Não compreendo mais nada. A jovem loura vinha parecendo cansada a semanas. Estava a ser acusada de ambos os lados, agora e se sentia impotente face aos temores deles. Buscava neles conforto a confirmação de que tudo aquilo em que acreditava jamais mudaria e os dois lhe diziam que tudo estava mudando, no entanto, tudo o que Scott queria fazer a respeito era que ela parasse de ver Marconi e tudo o que este queria era deblaterar sobre algo que nenhum deles tinha o poder de mudar. Ele continua falando desconexamente por mais meia hora e subitamente Camille pois se dê pé furiosa . __ Que d***o quer de mim? O que posso fazer? Disse ela. __Nada, droga... nada... E então, enquanto as lágrimas começaram a escorrer pelas faces, pelo amigo perdido, Marconi abraçou com força enquanto soluçava. __ Ah, Deus... Camille...ah, Deus... Ela Ficou assim durante 1 hora, abraçando como teria abraçado um filho. __Está tudo bem... tudo bem, querido... eu amo... Era só o que restava dizer, mas o dedo do temor que ela estava evitando começou a subir por sua espinha, também. E se fosse Marconi a ser arrastado aos gritos dentro da noite? E se fosse ela estar no lugar da namorada histérica de Helmut? Mas isso não podia acontecer com ela... ou com ele... essas coisas não aconteciam... e não aconteceriam com eles. Quando chegou em casa, no fim da tarde, Scott estava esperando Por Ela, não no seu escritório, mas no salão principal. Fez sinal para que ela se reunisse a ele fechou suavemente as portas duplas envidraçadas. __Camille, isso está se tornando impossível. __ Não quero discutir o assunto. Deu-lhe as costas, fitando o fogo que ardia sob o retrato do avô dele, cujos olhos sempre pareciam acompanhar todos na sala. __ Não é a hora certa. __ Nunca vai haver uma hora certa. E então: __Se não fizer o que estou pedindo, mandarei você para fora. __ Não irei. Não posso deixá-la agora. Era uma loucura estar discutindo aquilo com Scott, mas não tinha escolha. Há quase 2 meses que o assunto foi ventilado e não importa o quanto lhe fosse custar não ia ceder. Já desistirem de coisas demais na vida. Os sonhos do teatro, os filhos... não iria desistir e Marconi. Virou-se para olhar para o marido. __Scott não sei o que fazer. É muito difícil acreditar no que anda escutando. O que está acontecendo conosco? Com a Alemanha ? é tudo por causa daquele homenzinho um bobo? __ Parece que sim. Ou quem sabe ele despertou alguma insanidade incipiente que tínhamos em nossas Almas o tempo todo. Talvez toda essa gente que o recebeu tão bem estivesse simplesmente à espera de alguém que a liderasse. __ Não se pode detê-lo antes que seja tarde demais? __ Já pode ser tarde demais. Ele entusiasma as pessoas. Promete lhes Progresso riquezas e sucesso para todos aqueles que nunca provaram nada disso é hipnótico. Não podem resistir. __ E quanto ao resto de nós? __ Esperamos para ver. Mas não seu amigo Camille final se as coisas continuarem como estão ele não vai poder dar-se ao luxo de esperar. Ó, Deus, por favor, escute-me, é preciso. Vá para a casa da minha mãe por alguns dias, pense no assunto. Assim ficará algum tempo longe de nós dois. Mas ela não queria ficar longe deles. E não queria deixar Marconi. __Vou pensar no assunto. Mas o marido soube pelo tom de sua voz que ela não faria. Não havia mais nada que ele pudesse fazer. Pela primeira vez nos seus quase 60 anos de vida, Scott von gotthard sentiu-se um homem derrotado. Ela ficou vendo-o levantar-se em direção à porta estendendo lhe depois a mão. __Scott... não fica assim... eu... sinto muito... Mas Scott apenas se virou da porta para olhar para ela. __Você sente muito, Camille. E eu também. E as crianças também sentiram antes que isso chega ao fim. O que você está fazendo irá destruí-las e quem sabe no final das contas destruirmos a todos nós. Mas Camille Von Gothard não acreditava nisso. Foi em fevereiro que Scott e Camille compareceram ao baile de Primavera. O tempo ainda estava angélico mas era animador comemorar a próxima chegada da Primavera. Ela usou o seu arminho de corpo inteiro sobre um vestido de veludo branco severamente simples. O corpete era de frente única e a saia caiu em total perfeição da cintura até os pés calçados de cetim branco. O cabelo era uma massa de cachinhos delicados presos num coque alto, e ela estava mais linda do que nunca, parecendo não ter uma só preocupação do mundo. O fato de que Marconi estivera irritadiço de novo o dia todo por causa do original não publicado, e de que Scott ela mãos estavam falando enquanto sua Batalha continuava, não transparecia. Treinada desde o berço para demonstrar apenas a afabilidade além dos limites do seu quarto, ela sorria com benevolência a cada apresentação, e dançava de bom grado com todos os amigos de Scott. Como sempre a entrada deles no salão causar uma pequena sensação tanto pelas roupas que ela usava como pelo seu rosto de beleza impressionante que ofuscava até as roupas. __Está encantadora frau Gothard Como uma Princesa das Neves. O elogio foi feito pelo homem que acabara de conhecer, um banqueiro ou coisa parecida. Scott o cumprimentara com um aceno breve amistoso de cabeça e concordaram rapidamente quando o outro lhe pedira permissão para tirar camille para dançar. Estavam valsando lentamente enquanto camille Observava Scott que batia papo com os amigos. __obrigada final o senhor Conhece meu marido, não é? __Apenas ligeiramente. Tivemos o prazer de fazer negócios uma ou 2 vezes. Mas... as minhas atividades têm sido de natureza um pouco mais comercial durante o último ano. __Há? Tirando umas férias? Camille sorria amavelmente, enquanto valsavam. __Absolutamente. Meus esforços têm sido dedicados a ajudar nosso líder a restaurar as finanças do terceiro Reich O homem falou com tanto vigor que Camille ficou espantada e olhou nos olhos. __ Sei. Isso deve mantê-lo ocupado. __ Sem dúvida alguma. E a Senhora? __ Meus filhos e meu marido me mantém ocupada a maior parte do tempo. __E o resto do tempo? __ Como disse? Camille começou a se sentir pouco à vontade nos braços deste estranho ousado. __Ao que me consta a Senhora é uma espécie de patrona das artes. __ É mesmo? Camille começou a rezar para que a música terminasse. __ É é sim. sorriu amavelmente para ela, mas havia um brilho sinistro nos seus olhos. __ contudo eu não perderei a muito do meu tempo com isso. Sabe nós o conceito de arte vai mudar muito com a ajuda do nosso terceiro Reich. __Vai? Por um momento, sentiu-se tonta. Este homem estaria divertindo sobre Marconi? Ou ela estava ficando tão maluca quanto amante temendo ameaças a cada passo? __Vai, tivemos artistas... tão inadequados vírgulas mentes tão doentias segurando a pena. Então era Marconi a quem ele se referia. __ Tudo isso vai ter que mudar. Mas ficou a subitamente, ela ficou zangada. __ Talvez já tenha. Parece que não estão publicando mais os mesmos autores, não é? Ah, Deus, o que estava fazendo? O que diria Scott, se pudesse ouvir? mas a valsa estava chegando ao fim. Estava prestes a se livrar deste estranho malévolo. mas agora estava com vontade de falar mais. __ Não se preocupe com toda essa bobagem, frau Gothard. __ não estava pretendendo preocupar-me. __ é encorajador ouvi-lo. __O que era? O que queria dizer? Mas já estava a conduzindo de volta a Scott. Estava tudo acabado. E ela não viu mais o homem naquela noite. Ao voltarem para casa teve vontade de contar Scott mas teve medo de deixá-lo zangado... ou pior com medo. E no dia seguinte Marconi estava de novo tão animado que ela também não lhe contou o que acontecera. E afinal de contas, o que significava aquilo? Um banqueiro i****a apaixonado por Hitler e o terceiro Reich e? E daí? Marconi chegará uma decisão. Ia continuar a escrever, quer publicar seus trabalhos, quer não e ia continuar tentando ser publicado. Mesmo que morresse de fome iria ficar ali. Ninguém iria forçá-la a sair de sua Terra. Tinha o direito de estar ali, e de prosperar, mesmo sendo judeu. __Posso interessá-la no passeio perto do Castelo? Camille sorriu para ele. Seria a primeira vez que sairiam para dar um passeio em duas semanas. __ Adoraria. Caminharam durante quase 2 horas perto do Castelo e junto ao Lago vendo as poucas crianças que tinham vindo brincar por ali e sorrindo para as outras pessoas que passeavam. Parecia se finalmente como o primeiro inverno deles quando se encontravam ali por acaso diversas vezes buscando ansiosamente um ao outro, e no entanto temeroso do futuro. __ Sabe no que costumava pensar enquanto a procurava por aqui? Sorria para a Camille, a mão agarrando a dela com firmeza enquanto caminhavam. __Em que? __ Costumava pensar que você era a mulher mais esquiva e misteriosa que jamais tinha conhecido, e que se pudesse passar um dia com você seria feliz pelo resto da vida. __ E agora? Está feliz? Chegou se mais para perto dele jaqueta curta de pele uma bola de Felpa sob uma saia longa de tweed e de sapatos de camurça marrom escura. __Nunca fui tão feliz. E você? O último ano foi duro demais para você? Ainda se preocupavam muito com isso. Ela é quem sofria expressões, com Scott e as crianças especialmente agora que o marido sabia tinha lhe contado da advertência de Scott. __Não foi duro. Foi lindo. Olhou para Marconi com a plenitude do amor dele nos olhos. __ É tudo que sempre quis... e que sempre pensei que não poderia ter. E ainda não podia ter. Não de verdade. Não tempo todo. Mas até isso era suficiente. Apenas essas tardes preciosas que partilhava com Marconi. __Você sempre terá a mim Camille. Sempre. mesmo muito depois de morto. Mas a moça olhou para ele, com tristeza. __Não diga tais coisas. __Queria dizer quando estivesse com 80 anos bobinha não irei a parte alguma sem você . Então ela sorriu e depois correram de mangas em volta do Lago. Sem explicar o perguntar, foram para casa e subiram felizes as escadas depois de preparar o chá. Mas beberam no rapidamente tinham outras coisas em mim e fizeram um amor apaixonada e urgentemente como se cada um precisasse do outro desesperadamente e mais do que qualquer coisa no mundo. No final da tarde, estavam adormecidos, Camille enroscada nos braços do amante. Foi Marconi quem se mexeu primeiro, cônscio que alguém esmurrava a porta lá em baixo, e a seguir escutou o súbito ruído de pés na Escada que vinham do térreo. Ficou deitado por um instante escutando depois despertou completamente sentou-se na cama. Sentindo o movimento do corpo dele, Camille se mexeu, e então, como se pressentindo o perigo, arregalou os olhos. Sem dizer-lhe uma só palavra, Marconi jogou as cobertas por cima dela e saltou da cama ficando parado no centro do grande aposento despido justo no momento em que ele se rompiam porta dentro. A primeira vista parecia um exército de uniformes marrom abraçadeira vermelhos, mas eram somente quatro. Vestindo o robe Marconi se manteve firme. __O que significa isso? Mas os homens apenas riram. Um deles agarrou rudemente e cuspiu no rosto. __Escute só o judeu! Dois deles subitamente lhe seguraram o corpo bem esticado e o terceiro desferiu lhe um violento soco na barriga e Marconi gemeu de dor e se dobrou em dois caindo na direção do chão. desta vez o terceiro homem chutou instantaneamente o sangue espirrou de um corte perto da boca enquanto o quarto homem corria os olhos calmamente pelo aposento. __O que temos aqui sobre as cobertas? Uma c****a judia aquecendo nosso ilustre escritor? __ Com um movimento súbito arrancou as cobertas de cima dela expondo cada centímetro de Camille aos seus olhares interessados. __ E bonita, ainda por cima. Levante-se. Imóvel por um momento, ela depois obedeceu sentando-se jogando as pernas graciosamente para o chão o corpo esguio e flexível tremendo ligeiramente os olhos arregalados de terror enquanto fitava Marconi mudamente. Os quatro homens a observavam, os três a volta de Marconi olhando interrogativamente para o quarto para ver o que ele faria. Ele a examinou cuidadosamente, os olhos em quadrinho dou-lhe a carne mas ela podia apenas fitar Marconi ainda ofegante, encolhido e sangrando, entre os dois homens fardados. E então o quarto virou-se para eles com uma expressão de desdém. __ Tirem daqui. E então, divertido, enquanto tocava no cinto: __ a não ser que ele queira assistir. De repente, Marconi se deu conta do que se passava viva os olhos buscando Camille desesperadamente, depois virando-se furiosamente para o homem no comando. __Não! Não toque nela! __ Por que não, senhor autor famoso? Ela está com gonorréia? Os quatro homens riram em uníssono, enquanto Camille soltava uma exclamação abafada. A percepção total do que ia acontecer encheu a de um terror que jamais conhecera. A um sinal do seu sargento foram empurrando Marconi para fora do quarto e um instante depois um estrondo retumbante disse à Camille que Marconi foram jogado Escada abaixo. Houve um alarido de vozes iradas e ela escutou a de Marconi acima das demais. Estava chamando o nome dela e tentando lutar contra os seus captores mas uma série de ruídos desordenados logo silenciou, e depois houve um som de algo sendo arrastado no pé da Escada e a voz de Marconi não chegou mais aos seus ouvidos enquanto o horrorizada, ela voltou os olhos para o homem prestes a desabotoar a braguilha da calça. __ Vocês vão matá-lo... ó, meu Deus vão matá lo! Encolheu se toda recuando, os olhos dilatados o coração batendo desordenadamente. Não podia pensar em si mesmo agora só em Marconi que já podia até estar morto. _ E se matarmos? O seu atacante parecia divertir-se __Não é uma grande perda para nossa sociedade final talvez até mesmo não seja uma grande perda para você. Não passa de um judeuzinho. E você minha boneca? A sua linda Princesa judia? Mas agora os olhos de Camille faiscavam, havia raiva misturado ao terror nos alucinados olhos azuis turquesa. __Como ousa? Como ousa! Foi um grito angustiado enquanto ela corria da parede para cima dele tentando arranhar o rosto. Porém, com o movimento hábil do braço do homem a esbofeteou com as costas da mão. Quando falou com ela a voz era Serena, mas o rosto estava tenso. __Agora chega! Perdeu o namorado judiazinha, mas vai descobrir o que é ser possuída por uma raça melhor. Vou ensinar-lhe uma lição minha cara. E com isso, o cinto saiu velozmente das presilhas e atingiu com violência nos s***s. Aguilhoada por asas mordentes de dor ela agarrou os s***s inclinou a cabeça. __ Ó, Deus... E então, sabendo que tinha que fazê-lo, olhou para ele, raiva misturada com a vergonha. Ele a mataria, iria estuprá-la, e depois matá-la. Tinha que contar e. Tinha... não havia escolha, não era corajosa como Marconi. Olhou cheia de fúria para o homem que acabara de espancá-la ainda segurando os s***s que sangravam. _Não sou judia. __Ó, não? Acercou se dela, o cinto esperando para atacar de novo. Enquanto fitava sua ereção inegável estufando a parte da frente da calça. A calma que ele ostentará alguns momentos antes estava dando lugar a um frenesi espumante que Camille temia já estar fora de controle. __ Meus documentos estão na minha bolsa. Sou... Crispou se ante a agonia do que estava fazendo, mas não tinha escolha __Camille von gotthard. Meu marido é o presidente do banco tilden. Por um instante o homem fez uma pausa, fitando o com raiva e desconfiança, sem saber ao certo o que fazer. E então estreitou os olhos. __E o seu marido não sabe que está aqui? Camille tremeu. Contar-lhe que o marido sabia era botar e Scott a perder junto com ela. Contar-lhe que Scott não sabia era ficar numa situação insustentável. __ Minha governanta sabe exatamente onde estou. __Muito esperta. O cinto voltou a ser enfiado lentamente nas presilhas da calça. __Seus documentos? __ Ali apontou ela. Em duas passadas, ele alcançou a bolsa de crocodilo marrom com fecho de ouro. Quase arrebentou ao abri-la, remexeu nela por um momento, encontrou a carteira guardada lá dentro. Rudemente tirou a carteira de motorista e cartões de identidade e jogou no chão. Quase rosnava enquanto fazia, e depois caminhou ameaçadoramente para junto dela de novo. Não tinha funcionado. O homem estava se lixando para quem ela era. Camille se preparou para o que viria a seguir. Ficou parado olhando para ela por um momento interminável, depois esbofeteou a violentamente de novo. __ p**a! p**a nojenta! Se fosse seu marido, eu a mataria. E um dia por uma coisa dessas, você morrerá como aquele judeu filho da mãe. Você é nojenta. Nojenta. É uma desgraça para sua raça o seu país. c****a nojenta! e então sem mais uma palavra virou-se e foi embora as botas descendo o ruidosamente as escadas enquanto ele se afastava até que finalmente Camille ouviu a porta da frente bater. Estava acabado... acabado... com cada centímetro do seu corpo a tremer, Caio de joelhos no chão um filete duplo de sangue ainda escorrendo os s***s o rosto pisado os olhos cheios de lágrimas enquanto se deitava no chão soluçando. Pareceu passar horas ali soluçando chorando pelo último instante em que vira Marconi e apavorada com o que viria a seguir. E então subitamente ocorreu e o que podia acontecer . Poderiam voltar para destruir a casa dele. Agora desesperadamente olhando apreensiva ao seu redor ela se vestiu. Parada por um último momento no quarto onde ela e Marconi tinham dado à luz aos seus sonhos fitou soluçante, o local onde o vira pela última vez e então sem pensar, estendeu a mão para as roupas que ele usava poucas horas antes. Largadas no chão antes de fazerem amor esfaimadamente ainda cheirando ao perfume especial de limão que ele usava, Camille os tateou por um momento depois correu as por entre os dedos apertando a camisa contra o rosto, com soluço. Em seguida saiu correndo do quarto Escada abaixo. Foi no último patamar que viu a posta de sangue onde Marconi jazera, e a trilha que o sangue fizera quando arrastaram, inconsciente em sua própria casa. Fugiu do prédio e correu desesperadamente para o seu carro estacionado logo mais abaixo, na mesma rua. Nunca soube direito como conseguiu voltar para grunewald mas dirigira até em casa ainda soluçando agarrada ao volante. arrastar-se para fora do carro, destrancar o portão, levar o carro até a porta de casa e abrir a com sua chave. Silenciosamente, e com as lágrimas ainda escorrendo dos olhos, subiram correndo as escadas até seu quarto batera a porta e olhara em derredor. estava de volta estava em casa... no quarto cor-de-rosa que tinha visto tantas vezes... cor-de-rosa... cor-de-rosa... Era só o que podia enxergar, enquanto aposento girava a sua frente, e ela finalmente desabou no chão perdendo os sentidos.
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