Capítulo 106

365 Words

A mansão estava mergulhada em um silêncio quase irreal. Miguel fechou a porta da sua suíte, o som do clique ecoando no vazio. A adrenalina da fuga ainda corria em suas veias, mas a exaustão começava a pesar em seus ombros como chumbo. Estava sujo – fuligem, suor e talvez o sangue seco dos seus homens manchavam sua pele e suas roupas. Ele despiu o colete tático e as roupas pretas, jogando-as em um canto. Cada músculo doía. Precisava lavar a noite de si. Entrou no banheiro espaçoso, o mármore frio sob seus pés descalços. Abriu o chuveiro, deixando a água quente cair em cascata sobre seu corpo tenso. O vapor subiu, envolvendo-o, abafando o mundo lá fora. Ele fechou os olhos, a água escorrendo por seu rosto, tentando limpar não só a sujeira física, mas o peso das vidas perdidas, a imagem d

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