Capítulo 107

597 Words

A tensão no corredor era quase palpável, o silêncio quebrado apenas pelo som distante de alguém tossindo em algum lugar da mansão adormecida. Miguel, ainda segurando a porta, recuperou-se primeiro da surpresa. Sua expressão endureceu ligeiramente, a vulnerabilidade do momento dando lugar à desconfiança habitual. — O que você quer, Rebeca? — A voz dele era baixa, rouca, ainda úmida do banho, mas carregada de uma cautela que não existia antes. Rebeca engoliu em seco, tentando desviar o olhar do peito nu dele, das gotas d'água que ainda escorriam por seus ombros largos. Ela forçou a voz a sair firme, profissional, apesar do turbilhão interno. — Eu não consigo dormir — admitiu, a honestidade escapando antes que pudesse contê-la. — Eu preciso ver. — Ver o quê? — Ele arqueou uma sobrance

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