Carol se jogou na cama, o corpo tremendo, a conversa com Rebeca ecoando em sua mente. Confia em mim. Mas como confiar quando o próprio ar do morro parecia sufocá-la com segredos e ameaças? Ela se sentia uma peça solta em um jogo perigoso, sem saber as regras ou quem eram seus verdadeiros aliados. O som suave da porta se abrindo a fez dar um salto. Ela se virou, o coração disparado, pronta para gritar. Mas era Enrique. Ele entrou no quarto e fechou a porta atrás de si, trancando-a. Não usava máscara. Seus olhos verdes a estudaram no silêncio. — Ouvi a conversa — disse ele, a voz baixa. — Você está bem? Ela balançou a cabeça, as lágrimas que segurara diante de Rebeca ameaçando voltar. — Não sei o que está acontecendo, Enrique. Estou com medo. Ele se aproximou e sentou-se na beira d

