— Igor. O nome pairou no silêncio do escritório, pesado e impossível. Miguel se inclinou sobre o notebook, os nós dos dedos brancos de tensão, como se a força do seu olhar pudesse mudar as letras na tela. — Não. Impossível. — A transferência é antiga, mas o padrão se repete — disse Rebeca, a voz baixa e precisa, a de uma analista apresentando um fato, não uma acusação. — Pequenos valores, sempre para a mesma conta offshore ligada a uma empresa que, três níveis depois, pertence ao Breno. O Igor está na folha de pagamento da milícia há anos, Miguel. A revelação era um veneno lento. Igor não era um soldado qualquer. Era um dos seus. Um homem que lutara ao seu lado contra os Peneiras, que crescera no morro, que conhecia cada segredo da operação. A traição era profunda, uma facada nas c

