O ar no escritório de Miguel ainda estava carregado com o peso da descoberta. Meia hora se passou em um silêncio denso, o tempo que Miguel precisou para que a fúria assassina em seu sangue se transformasse em uma calma gélida e estratégica. Rebeca permaneceu em seu canto, observando-o. Ela havia sugerido o plano; agora, assistiria ao teatro. — Manda chamar o Igor — disse Miguel para Enrique, a voz desprovida de qualquer emoção. Minutos depois, a porta se abriu. Igor entrou, o rosto tranquilo, a postura a de um soldado leal se apresentando ao seu comandante. Ele não suspeitava de nada. O sorriso em seu rosto era genuíno. — Chefe, chamou? Miguel se levantou e caminhou até ele, colocando uma mão pesada em seu ombro. O gesto, que sempre significara confiança, agora era o toque do pre

