Igor desceu o morro com o peso do mundo nos ombros. A mão de Miguel em seu ombro, o gesto de confiança, queimava em sua pele como um ferro em brasa. Para qualquer olheiro nas lajes, ele era apenas o braço direito do chefe, iniciando o reconhecimento para uma operação vital. Por dentro, ele era um homem caminhando para a própria forca. Cada beco, cada rosto que o cumprimentava - E aí, Igor! Salve! - era uma facada em sua consciência. Ele crescera ali. Aquelas eram as pessoas que Miguel protegia, e que ele estava prestes a colocar na linha de fogo. Mas o medo era um mestre mais c***l que a lealdade. O medo do que Breno faria com sua família, escondida no asfalto, era maior do que o medo da fúria de Miguel. Ele não usou uma das motos da facção. Desceu a pé, misturando-se ao fluxo de m

