A noite chegou, mas ninguém na mansão dormiu. O escritório de Miguel havia se transformado em uma sala de guerra, a única luz vindo de um mapa da comunidade estendido sobre a mesa, iluminado por uma luminária de metal. O cheiro de café forte se misturava à tensão. — É aqui — a voz de Rebeca era um corte preciso no silêncio. Seu dedo traçou uma linha no mapa, parando em um beco estreito. — Viela do Gato. Miguel e Enrique se inclinaram sobre a mesa. — Entrada única para carros, sem saída direta, muros altos dos dois lados — continuou ela, a análise fria como a de uma general. — As lajes dos prédios ao redor têm uma visão perfeita. É um matadouro. Enrique soltou uma risada baixa, um som faminto. — Um beco sem saída. Perfeito pra encher de buraco. — O carro-isca será um Gol velho,

