Rebeca Diamantino se levantou da cama, os lençóis ainda embaraçados ao redor do corpo, o coração batendo mais rápido do que o normal. Havia tentado dormir, mas um barulho estranho, como algo se quebrando, a despertou. Um estalo metálico, seguido de um leve choque de móveis. O instinto de filha a impulsionou. Correu para o escritório do pai, os sapatos deslizando pelo piso de madeira polida, o coração na garganta. Quando abriu a porta, encontrou Heitor Diamantino sentado em sua grande cadeira de couro, as mãos pressionando as têmporas, o rosto calmo como se nada tivesse acontecido. Em volta dele, a cena era um caos: a mesa virada, papéis espalhados pelo chão, celulares com telas acesas jogados entre pastas e blocos de anotações. O que havia acontecido aqui? — Pai... — murmurou Rebec

