O sol já estava alto o suficiente para iluminar a destruição deixada pelo confronto, mas ainda tingia de laranja o Morro do Príncipe. A fumaça de pequenas chamas dispersas subia preguiçosa, e o cheiro de pólvora e madeira queimada ainda dominava o ar. A população permanecia nas ruas, com rostos sujos, roupas rasgadas e olhares de desconfiança, mas também de determinação. Miguel e Enrique observavam cada movimento, atentos, mas agora com um ar diferente: não de guerra, mas de vigilância protetora. — Esse vai ser o preço que teremos que pagar por vocês fazerem as coisas de vocês aqui? — Indagou a senhora que confrontou os UCAS antes. — Os Peneiras fazendo o que quiser e depois os Carcará voando em cima da gente? — É! — Bradou um homem. — Achei que vocês tinham palavras quando disseram

