Capítulo 7

2227 Words
Max Vladi Noto pelo canto do olho que Murilo está prestes a se levantar e ir embora, mas coloco minha mão sobre sua coxa o segurando no mesmo lugar ao chão, ele ainda tenta se mexer, mas o seguro com força, escuto seu bufo irritado. - Oi? – Digo com certa irritação na voz. p***a, me ligam bem quando eu estava próximo demais a ele para um beijo, foi quase. - Querido, não vem almoçar em casa de novo? O que tanto anda fazendo na rua, Max? Venha imediatamente para casa. - Mãe, estou meio ocupado agora, não posso ir. – Digo já sem irritação. - Mentiras e mais mentiras, onde você está? Não para mais em casa., seu pai disse que não vê seu rosto desde três dias atrás, e você mora na mesma casa que ele. - Ele que trabalha demais, eu sempre estou em casa, não posso fazer nada se quando eu estou ele está ocupado demais com o trabalho. - Não fale assim, apenas venha para casa. – Posso sentir sua raiva daqui. - Estou em um encontro mãe. – Digo e olho para o homem ao meu lado, que tem seus lindos olhos arregalados. - O QUE??? – Ela diz alarmada. - O que houve querida? – Posso escutar a voz assustada de papai do outro lado da linha. - Mãe? – A voz de Adam também soa preocupada. - Seu irmão disse que está em um encontro. – Escuto as respirações chocadas pelo celular. Nunca fui de dizer tão abertamente que estava em encontros. - Mãe, depois falo mais, preciso desligar. - Ah, ok, aproveite querido. – Ela diz com uma voz carinhosa e desliga, nunca vi mulher mais desesperada em casar seus filhos como minha mãe é, respiro profundamente e volto meus olhos para meu pônei. - Desculpa, tenho uma mãe muito curiosa. – Ele dá um sorriso sem graça e olha para as prateleiras a nossa frente cheia de livros. - Não estamos em um encontro. – Depois de alguns minutos em silencio ele finalmente fala. Eu sorrio e ele me olha. - Estamos sim. - Então você está sozinho. - Não quebre meu coração assim. – Faça uma cara triste. Ele quase rir. Sua mão vem de encontro meu peito num t**a fraco, mas antes que ele a puxe de volta eu a seguro no lugar, ele tenta puxar, mas a seguro com minhas duas mãos, tocando seus dedos finos, viro sua palma, passo meu dedo ali, sua respiração acelera, posso sentir sua palma não tão macia, mas não menos gostosa de tocar. – Não minta para mim, muito menos para você mesmo, você quer isso tanto quanto eu, apenas aceite e viva isso. - Ele toma uma respiração profunda, retirando sua mão do meu aperto. - Se fosse tão fácil. – Ele diz baixinho. - Deixe que eu faça ser fácil. - Não é tão simples assim, você não me conhece, eu já passei por tanto...- Ele para de falar. – Não quero me machucar novamente. - Eu nunca te machucaria. – Digo sincero. - Não sei, eu também não te conheço, não tem como eu confiar assim de um dia para outro. - Por isso quero te conhecer melhor. Vamos sair, se quiser nesse primeiro momento podemos ser apenas amigos, nunca vou fazer nada que você não queira, Murilo. – Digo com calma. - Você não desiste mesmo, hein? – Ele tem um pequeno sorriso em seu rosto. Quero desvendar esse homem, saber do porquê essa tristeza e insegurança, ele claramente me quer, mas tem medo e, eu quero descobrir a causa disso. Esse pequeno homem vem tomando meus pensamentos e, não quero o manter longe, quanto mais perto ele estiver, sinto que é o certo. - Eu te disse, eu vou até o fim para conseguir o que quero. – Ele me olha, e seu sorriso parece ser verdadeiro agora, o que me faz sorrir junto, ele é tão lindo, tão encantador. - Se caso eu aceitasse sair com você, para onde me levaria? – Ele pergunta me olhando. - Te levaria para conhecer meu terceiro lugar favorito. – Digo com um sorriso enorme. Ele parece curioso. - Onde seria o primeiro e o segundo lugar? – Tento meu melhor sorriso sexy e sacana. - O primeiro lugar, é você...- Ele explode em uma gargalhada gostosa, e, uau, esse som saindo da boca dele, é o mais gostoso que entrou por meus ouvidos. Me sinto encantado. - Ok, onde seria o segundo? – Ele diz depois de alguns minutos quando finalmente para de rir do que eu disse, ele pensa que foi uma brincadeira, mas eu falei muito sério, meus lugares preferidos era onde eu me sentia inspirado para escrever e, desde que o conheci não me tem faltado ideias para meu novo livro, me arrisco a dizer que de todos os lugares ele foi o que mais me inspirou. - Estamos nele. – Lhe respondo apontado ao nosso redor. - Por isso vem sempre aqui? - Isso mesmo, amo ler e me sinto bem aqui, então é um dos meus lugares preferidos. E os seus? – Ele parece pensar. - Eu diria que não tenho um, fora minha loja de roupas, não tenho nada, acabei de chegar no brasil, não faz muito tempo, então não estou acostumado a sair para muitos lugares fora esse shopping. – Ele fala parecendo mais relaxado. - Então você é dono de uma loja de roupas aqui? - Sim, - seus olhos focam em mim. – Sim, me formei em moda na França, trabalhei por um bom tempo por lá, mas resolvi voltar para perto da minha família. – E você, com o que trabalha. - Com livros. – Digo apenas. - Por isso gosta tanto daqui também? Não enjoa de livros? - Não, jamais, se tem uma coisa da qual nunca vou enjoar é dos livros, eles fazem parte de quem eu sou, do homem que me tornei, não saberia dizer exatamente quando, mas eles se tornaram importantes para a minha vida, é como se fossem meus diários, coloco neles tudo o que sinto e não saberia colocar em palavras ditas. - Então você escreve também? – Sua pergunta sai cheia de curiosidade, acho que finalmente estamos no mesmo pé. - Mais ou menos isso. – Passamos uns minutos em um silencio confortável, até que resolvo perguntar. - O que acha de ir ao meu terceiro lugar preferido? – Murilo me olha por um tempo. - Eu não preciso me preocupar em ser sequestrado, certo? – Um sorriso enfeita seus lábios deliciosos, me pergunto por quanto tempo vou conseguir me segurar sem o atacar. - Não, não precisa se preocupar. – Me levanto do chão e lhe estendo minha mão. – Vamos? - Acho que não me resta muita alternativa. – Ele diz enquanto segura minha mão e se levanta, acabo o puxando com um pouco mais de força e ele se choca contra o meu corpo, sim, fiz isso de propósito, senti o corpo cheio de curvas dele contra o meu, me faz pensar o quanto esse encaixe parece ser certo. Ele foi feito para estar entre os meus braços, e f**a-se que soou apressado, eu o quero. Sua respiração acelerada se choca contra a minha, que não estar muito diferente, seu cheiro forte de um perfume que eu não saberia dizer qual, mas que me hipnotiza, me faz querer passar a língua por seu pescoço para ter uma pequena amostra do seu sabor. Eu estou ferrado! Ele aos poucos se afasta de mim, sinto que ele se abalou pelo nosso pequeno contato, pego sua mão na minha novamente, já que ele acabou soltando quando se chocou contra mim. O puxo para fora da biblioteca, nos guiando por entre algumas pessoas chegamos ao elevador, aperto o botão que nos levará para o estacionamento, em nenhum momento soltei sua mão, e, tenho que admitir que ter esse pequeno contato com ele faz meu coração acelerar feito louco, gosto dessa sensação, nunca me senti assim, é como se fosse minha primeira paixão, aquela onda de sentimentos novos para um pequeno adolescente descobrindo sobre a vida e seus prazeres. O elevador para e nos coloco para fora, sigo até onde estacionei meu carro, hoje vim sozinho e sem o Leandro, sai sem que ele soubesse, sei que vou ouvir um monte quando chegar, mas por enquanto estar valendo muito a pena. E sei que caso aconteça algo comigo, meu carro tem rastreador assim como meu celular. Chego ao lado do meu carro tirando as chaves do meu bolso o destravo, abrindo a porta do passageiro faço com que Murilo entre e dou a volta no carro me colocando atrás do volante, ligo o mesmo e dou partida, saindo do estacionamento me coloco entre os carros na movimentada rua, ligo o som e passa uma música calma. - Não vai dizer para onde vamos? – Sua pergunta chega até mim, o olho rapidamente e vejo que ele está tranquilo, apenas curioso. - Surpresa. -Digo simples. - Assim não vale, apenas me diga logo para onde iremos. – Ele parece sem paciência. - Espere e verá. No carro viemos conversando amenidades, senti até que ele estava relaxado, seja lá o que o impedia de se jogar em meus braços, foi esquecido durante esses minutos, eram apenas dois homens com uma conversa gostosa onde se conheciam em pequenos detalhes da vida um do outro, ele me falou de seus sobrinhos e o amor presente em sua voz me fez querer conhecer os pestinhas, quarenta minutos depois mais ou menos, eu estacionava o carro no grande edifício, descemos e o guiei para dentro, a recepcionista nos indicou uma mesa e nos sentamos, ele parecia olhar tudo vidrado, estávamos num café que era basicamente dentro de um jardim, isso mesmo, para todos os lugares que ele olha tem diversos tipos de flores, das mais comuns a que nunca antes tinha visto em minha vida, o cheiro de rosas misturado a outros cheiros que eu não saberia identificar parece rodopiar ao nosso redor, em nossa mesa de dois lugares forrada com uma toalha florida e em cima um vaso com um solitário vaso com uma rosa amarela enfeita a mesa. Não está muito cheio hoje, apenas mais umas três mesas ocupadas e me deixo aproveitar do silencio agradável, Murilo parece enfeitiçado e, olhar seu rosto nesse momento me traz um sorriso, ele parece ser feito para estar no meio dessas flores, ele combina muito com o fundo verde e colorido das flores atrás dele, ele parece uma pintura nesse momento, seus olhos brilham, seus cabelos pretos curtos que me faz louco para tocá-los... Por que tão lindo? Mas o que tanto o aflige que não deixa esse pequeno homem se entregar ao que sente por mim? Eu o quero, tanto que me sinto surpreso, nunca desejei tanto uma pessoa como desejo esse pequeno Pônei. Um sorriso pinta meus lábios aos lembrar do apelido. - Gostou? – Me vejo perguntando, ainda de olhos fixos em seu rosto. - Demais, aqui é lindo, maravilhoso, eu deveria saber desse lugar muito antes, teria vindo aqui todos os dias. – Ele diz com um sorriso brilhante nos lábios, me vejo engolindo a seco, meu estomago revira e, não é uma sensação r**m, sinto um calafrio junto de um quentinho bom no peito. Tenho meus olhos arregalados em quentão de segundos quando me dou conta de um fato que iria mudar toda a minha vida. Não era só desejo pelo corpo do homem sentado à minha frente que me fazia insistente para tê-lo para mim. Essa necessidade insana que estava sentindo de vê-lo, não era pelo rosto bonito. O sorriso bobo ao ver o seu sorriso... Eu estava me apaixonando por esse pequeno e brilhante Pônei, eu estou apaixonado por Murilo. - Você estar bem? Você parece assustado. – Ele pergunta, seu sorriso sumiu e ele parece preocupado. Até assim ele fica lindo. - c*****o. – Digo, minha voz sai rouca. Estou enlouquecendo, enlouquecendo com esse sentimento novo que me queima inteiro por dentro, é tão intenso que chego até ter medo. Sinto sua mão acolhedora sobre a minha que estava sobre a mesa, olho em direção a nossas mãos, parecem perfeitas juntas, elas foram feitas para estarem assim, caladas uma à outra. Viro minha palma para cima e agarro sua mão junto a minha, a sensação que tenho é que posso desmaiar a qualquer momento. Pensei que seria apenas um homem a qual eu estava atraído sexualmente, mas invento de sair apaixonado dessa bagunça. - Estou bem, vamos pedir algo para comermos, aqui tem café e até mesmo chá, os bolos são uma delícia. – Ele me olha ainda em dúvida se realmente estou bem, sorrio lhe passando segurança. - Que tal você escolher por mim? - Ótimo, tem um bolo de morango que tenho certeza de que você vai amar. Seu sorriso volta, faço nosso pedido e quando nosso café e bolo chega, eu fico namorando seu sorriso ao se deliciar com o bolo. Eu só queria provar aqueles lábios carnudos melados de glacê. Estou me afundando em um amor que claramente não é correspondido, não ainda pelo menos. Porque eu ainda vou ter esse homem para mim, e, nunca mais vou deixá-lo ir embora, pode ter certeza disso.
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