Capítulo 4

2085 Words
Max Vladi O corpo do pequeno homem se vai antes que eu possa me aproveitar mais um pouco de como ele se encaixa perfeitamente ao meu. Ele veste uma jardineira, macaquinho, sei lá o nome daquilo, com uma camisa preta, mas não faz m*l não saber, se tudo que eu quero é tirar essas duas peças de roupa e devorar seu corpo pequeno e branquinho. Um belo contraste com a blusa preta, suas bochechas ficam vermelhas de repente, e acho a coisa mais fofa e linda, queria morder! - Peço desculpas pelo esbarrão, estava distraído. – Sua voz suave e macia, como seria ela gemendo no meu ouvido? Ficaria mais grave ou ainda mais aguda quando meu p*u estivesse enterrado o mais fundo dentro dele? p***a! Eu sou um p********o! - Não se preocupe, acontece. – Seus olhos não desviam do meu, esses malditos olhos intensos ainda vão me fazer ajoelhar na sua frente e levar seu pên.... - Tudo bem, bom, acho que tenho que ir agora...- Sua fala interrompe meus pensamentos. - Poderia me passar seu número. – Digo antes que ele der um passo à frente para passar por mim e seguir seu caminho. Ele me olha de uma forma engraçada. Como se duvidasse da minha fala. - Por que iria querer meu número? – Sua sobrancelha se arqueia. - Você está se fazendo de inocente? – A pergunta sai antes que consiga refreá-la. Ele solta um riso em desafio. Hum, acho que ele vai ser um pouco difícil de ter. mas não me importo, gosto dessa brincadeira. - Me dê um motivo para eu te dar meu número, eu nem sei seu nome. – Diz me olhando inteiro. - Motivo um, vamos ter uma noite inesquecível. – Sorrio para ele, que sorri divertido. - Isso eu posso ter com qualquer um. – Meu riso sai alto, esse pequeno ser está tentando testar minha paciência? - Igual a mim tenho certeza de que não vai... – Seu riso sai forte antes que eu termine minha frase, é, eu sabia que ele iria rir, estamos num jogo gostoso aqui. - Essa não vai funcionar comigo garanhão. – Diz convencido. - Tenho certeza de que não vai se arrepender, eu vi o quanto você gostou do meu pacote, - digo de forma sugestiva. – Até mesmo arfou. – Ele me olha com indiferença, mesmo que suas bochechas estejam deliciosamente rosadas. - Nem era tão impressionante assim. – Ele faz um gesto com o indicador e o dedão, indicando que era pequeno. Minha vontade agora é gargalhar. E escuto a risada abafada de Leandro atrás de mim, e pela primeira vez, o pequeno homem a minha frente parece notar meu amigo atrás de mim, suas bochechas ficam ainda mais vermelhas. Ignoro a risada do meu amigo e lhe estendo a mão. - Só vai saber quando ver em sua magnitude. – Ele aperta minha mão me olhando desconfiado. – Me chamo Max. – Aponto com o dedo da minha mão livre para Leandro. – Esse i****a é meu amigo, Leandro. - Prazer. – Diz ele atrás de mim. O rapaz apenas lhe dirige um aceno de cabeça. - Sou Murilo, prazer. - Realmente vai ser muito prazeroso. – O puxo para perto, sentindo seu perfume doce e forte, nossos rostos próximos. – É só dizer sim e me passar seu número. Que tal um encontro? – Sinto sua respiração contra meu rosto. Ele se afasta rapidamente de mim. - Você não vai desistir? - Ah qual é? Nos dois estamos interessados um no outro. Para que mentir sobre como se sente? – Ele respira fundo. – É só um encontro. - Com um desconhecido. - Você é um assassino maluco? – Ele n**a rapidamente. – Bom, porque eu também não sou. Então? Vai dizer sim? – Ele parece pensar. - p***a! – Leandro diz com aparente indignação. – Os dois são claramente dois malucos! A conversa de vocês! Acho que pode dar certo isso aí viu. – Olho para meu amigo lhe dirigindo um olhar claramente pedindo que ele mantenha silencio. - Seu amigo me chamou de maluco? – Murilo olha com descrença para Leandro. – Cara, você nem me conhece. - Não preciso, é só olhar na sua cara, está escrito problema. – Murilo me olha claramente pedindo que eu cale meu amigo. - Não de ouvidos a ele, finja que ele é uma pedra. - Viu, vocês são perfeitos um para o outro. Parece até que se conhecem a anos, eu hein. – Devo dizer que ele tirou as palavras da minha boca. Sinto que posso ser eu mesmo ao lado desse homem. Murilo revira os olhos. Quero ver ele revirar os olhos quando estiver chegando ao seu ápice. Minha respiração se torna pesada apenas com o pensamento. - Você me olha como se eu fosse alguma comida. – Escuto a voz dele baixinha a minha frente. - Você realmente é uma delícia. - Você nem mesmo me comeu ainda. – diz cheio de ousadia. - Pretendo fazer isso o quanto antes. – Minha voz sai rouca, essa pouca conversa e seus lábios vermelhos estão me fazendo ficar bem animadinho lá embaixo. - Um encontro. Por enquanto apenas isso! – Ele diz pegando seu celular no bolso de sua jardineira e me estendendo ele desbloqueado no seu app de mensagens, pesco o meu em meu bolso também e coloco meu app para ler o QR code que me foi passado, seu número aparecendo segundos depois, antes que eu possa escrever seu nome, uma voz grave se faz presente chamando pelo meu pequeno homem. - Pônei? – Que? Pônei? O rapaz de cabelos loiros quase ruivo, e de olhos azuis se aproxima, se eu não estivesse tão interessado no pequeno, eu teria o olhado com segundas intenções com toda certeza, o homem é bonito, mas meu pequeno consegue ser mais, ele para ao lado de Murilo que se vira em sua direção. Estranho isso, será que esse pequeno tem namorado? Não, é bom que não seja isso, odeio me envolver com pessoas comprometidas, e seria realmente uma pena, pois esse pequeno homem fez com que eu me interessa-se por ele de um jeito que nunca me interessei por nenhuma pessoa antes. – Pensei que estaria no carro como pedi. – O pequeno sorri para ele. - Acabei esbarrando no Max. – Ele diz apontando para mim. – Esse é Fernando, marido do meu irmão de consideração. – O tal Fernando acena para mim, lhe retribuo o aceno. - Prezar Max. - Esse é Leandro, amigo dele. – Murilo completa. - Prazer. – Fernando diz. – Temos que ir, Murilo. - Claro. – Ele me olha como se quisesse mais tempo ao meu lado. Oh Murilo, pode ter certeza de que eu quero o mesmo. - Te mando mensagem. – Levanto o celular balançando-o em sua frente. Ele sorri, parecendo feliz, isso me deixa com um negócio estranho no peito. Satisfação, talvez? Por ter conseguido seu número? - Nos vemos por aí. – Ele diz. E passa por mim, deixando seu rastro de perfume doce, que tenho certeza de que dormiria sentindo esse cheiro impregnando em meu nariz, e eu não iria reclamar. O vejo sumindo por entre os carros, lhe aceno um tchau antes que ele suma, a qual ele retribui com um sorriso. - Parece até dois namorados se despedindo. – Meus olhos se arregalam em direção ao meu amigo que agora está ao meu lado. - Está ficando maluco? Ou está doente? – Levo minha mão a sua testa, em brincadeira como se testasse sua temperatura. Ele me olha com sorriso debochado. - Não, o maluco aqui é você. – Seu sorriso some. – Como conseguiu o número daquele rapaz muito lindo, agindo feito um i****a? - É o meu charme. - Não é não. – Ele me olha. – Como eu disse, dois loucos. – Aponta para mim e na direção que Murilo se foi. – Se merecem, por isso que ele aceitou te passar o número dele. Ele como um maluco, reconheceu você. – Lhe bato na nuca, ele reclama se afastando de perto mim, seguindo para o elevador, eu sigo logo atrás. - Eu sou gostoso, isso sim, por isso eles não resistem. – Falo um pouco mais alto para ele que segue muito a frente me escute. - Você gosta de se autoiludir, não é? – Diz chegando as portas do elevador e apertando o botão, o chamando. - Eu apenas falo a realidade. Você não pode negar, Leandro, eu sou um p**a gostoso. – O elevador chega e adentramos o mesmo. - Continue pensando assim, faz bem ao seu ego. – Diz com deboche. - Não provoca, posso te meter a p*****a. - Falo logicamente em brincadeira. - Não aguenta levantar uma barra com anilhas de 5 kg, imagina me derrubar. – Ele aperta o botão do andar do shopping que tem a biblioteca que seu eu pudesse passaria a maior parte do meu dia preso entre aquelas paredes cheias de livros. Nossa conversa se encerra, e fico ali, olhando os números subindo e pensando no rapaz que esbarrou em mim. Murilo. Um bom nome, um lindo homem. Nunca ninguém permaneceu por muito tempo na minha, e com ele com toda certeza não será diferente. Um homem como ele, com toda certeza nunca fica sozinho, ele bonito, parece inteligente, um sorriso encantador, olhos intensos e apaixonantes, qualquer um se apaixonaria fácil por ele. Tê-lo seria como tocar o céu, tenho certeza, seria como domar as mais difíceis ondas e consegui surfar sobre elas com maestria. Ele parece ser duro na queda, valente. Ah aqueles olhos vão ser minha permissão, acho que meu próximo livro vai ter um esbarrão, e um rapaz encantador de olhos intensos e brilhoso, expressivos. Quando coloco meu pé no nadar da biblioteca e adentro a mesma, não vejo a hora já de ir embora, sentar-se de frente ao meu notebook e escrever. Surgiu umas ideias ótimas aqui, esse próximo livro terá muita magia, encontros inesperados, dois homens apaixonados, e a distância os separando, para ser exato, os dois são de mundo diferentes, uma outra dimensão, um é poderoso e confiável, o outro um guerreiro que finge ser valente e corajoso. Dois mundos que não coexistem, mas que por uma falha, numa pesquisa, o guerreiro acaba entrando nesse mundo desconhecido para ele, lá ele esbarraria num feiticeiro que usa da ciência para ter magia. Vai ser um encontro explosivo. Cheio de novos sentimentos, novas descobertas sobre o amor e sobre os dois mundos que vivem. Vai ser uma aventura épica. - Max? Max? – Tiro os olhos das palavras que nem ao menos li do livro em minhas mãos, e olho para cima, encontrando Leandro me olhando com uma cara preocupada. Nem notei que me sentei em uma das mesas de leitura e peguei o livro. Pisco algumas vezes, me sentindo confuso, acho que me mergulhei mesmo no enredo da minha nova história. – Você está bem? Estava olhando você de longe, parecia vidrado no livro, nem piscava direito, passou uns trinta minutos assim. – Parecendo sair do meu mundo de fantasia, eu em levanto, andando pelo corredor, devolvo o livro a prateleira, sentindo Leandro atrás de mim, sigo direto para a saída, quando estamos apenas os dois novamente dentro do elevador, eu o olho. - Tive todo uma ideia para meu novo livro. – Falo animado. Ele me olha com um sorriso. - Vir aqui e ler, realmente lhe traz ideias, hein? Vir aqui e ler? Eu nem ao menos li uma palavra do que estava escrito naquele livro que nem mesmo sei o nome. E era assim que antes eu me encontrava e tinha ideias, mesmo que essa falta de ideia tenha sido pior, nas outras era coisa de horas, dessa vez, pela primeira vez, foram questão de semanas. E desconfio que a causa da volta da minha inspiração não tenha sido os livros dessa vez. O que me vez a mente, é apenas um nome: Murilo. Mas como ele poderia me inspirar assim? Nem mesmo o conheço direito, talvez tenha sido o t***o e todas essas sensações de nunca querer algo como o quero. É, aquele homem não tem nada a ver em como escrevo e deixo de escrever. Escrevi livros de sucesso durante toda a minha vida adulta sem o ter o visto, porque agora, que fiquei apenas alguns poucos minutos em sua presença isso iria me influenciar assim?
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