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Nascidas para comandar, às irmãs Becker

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Blurb

Luísa é uma mulher forte, silenciosa e estrategista. Observadora como poucas, ela enxerga o que muitos nem percebem. A confiança, para ela, é artigo raro, e enganá-la é quase impossível. Forjada pelas dores da vida, ganhou fama de fria... mas não se importa. Só duas coisas realmente têm valor: sua irmã e o morro que comanda. Conhecida como Víbora, é rápida, inteligente e implacável com os inimigos.Já Alícia é seu completo oposto, ao menos à primeira vista. Doce, carismática e sempre com um sorriso no rosto, conquista a todos com sua simpatia. Mas por trás do jeito leve, esconde uma intensidade perigosa, quando algo não lhe agrada, o apelido Lunática faz todo o sentido. Ela é o braço direito da irmã no comando do Morro Santa Marta, e proteger quem ama é sua prioridade.A paz reina, por enquanto... Mas ela está prestes a ser quebrada.Quando o caos bater à porta, será que as irmãs conseguirão manter o controle?Duas mulheres, uma só força.Juntas, enfrentando o que for preciso. Sempre uma pela outra.

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Prólogo
Luísa narrando... Eu devia ter apenas nove anos... Mas naquela noite, envelheci uma vida inteira. Me lembro da chuva batendo forte no telhado, como se o céu estivesse tentando abafar os gritos que vinham da sala. Me escondi atrás da porta do quarto, os joelhos colados ao peito, tentando tapar os ouvidos. Mas não adiantava. Quando a dor é real, ela atravessa o corpo e se aloja na alma. Mário: Cala a boca, mulher! — a voz dele rasgava o ar como um raio. Luma: Por favor… não na frente das meninas… — a voz da minha mãe tremia, quase não saía. Mas ele não parava, ele nunca parava. O som dos tapas, o barulho de um corpo caindo, os soluços... Tudo grudou em mim, até hoje, eu ainda escuto. Naquele momento, ali no chão gelado do quarto, uma parte minha morreu. E outra nasceu, eu jurei, com toda a força que meu coração machucado conseguiu reunir, que nunca, nunca deixaria alguém me reduzir àquilo. Que ninguém me calaria, que ninguém me prenderia. Amor? Eu vi o que o amor fez com a minha mãe. Vi a covardia se disfarçando de carinho, vi o medo morando nos olhos dela, e entendi... amar pode ser uma fraqueza, e fraqueza, no meu mundo, mata. Desde aquele dia, decidi que meu coração teria grades, e jurei pra mim mesma, nunca vou amar alguém a ponto de esquecer de mim. Hoje me chamam de Víbora. Acham que é por frieza. Mas não sabem que, antes de virar gelo, eu fui fogo… e queimar foi o que mais doeu. Alícia narrando... Eu devia ter apenas seis anos... Mas naquela noite, entendi que a dor podia mudar uma vida inteira. A chuva batia forte no telhado, como se o céu estivesse chorando com a gente. No meu colchão, eu me encolhia, apertando o travesseiro contra o peito, tentando escapar daquele pesadelo que não acabava nunca... O som da chuva e dos trovões que eram para serem assustadores, se tornaram grandes aliados, o verdadeiro som aterrorizante estava ali dentro de casa, os gritos de dor e sofrimento da nossa mãe. Os gritos do papai ecoavam pela casa, fazendo as paredes tremerem. A mamãe implorava, a voz quebrada, pedindo para ele parar. Eu olhei para a porta entreaberta e vi Luísa lá fora, atrás da porta do quarto, os olhos grandes e assustados, tentando ser forte. Mas eu sabia que ela também estava com medo, não tinha como não sentir medo, ela sempre acha que eu estou dormindo quando isso acontece, mas eu sempre estou acordada, Luísa tenta ser forte por mim e por ela, mas no fundo, ela está tão destruída por não poder fazer nada, quanto eu. Mário: Cala a boca, mulher! — ele rugia, e o barulho dos golpes doía como se fosse na gente. Luma: Por favor... não na frente das meninas... — a voz dela se desfazia em soluços. Eu queria correr até a mamãe, abraçá-la, dizer que tudo ficaria bem, mas minhas pernas estavam congeladas pelo medo. Eu não entendia por que o papai fazia aquilo. Se amar era aquilo, então por que as pessoas queriam tanto amar? Naquela noite, eu aprendi que o medo pode ser uma sombra que te segue, mas também pode ser um impulso para você ser mais forte. E eu escolhi isso. Escolhi acreditar que um dia alguém me amaria de verdade, sem dor, sem gritos, sem medo. Porque eu não queria ser como meu pai. Não queria deixar a raiva tomar conta de mim, e não queria que a dor me transformasse em alguém fria. Eu queria poder amar sem ter medo de me machucar. Hoje me chamam de Lunática. Acham que é porque sou imprevisível. Mas não sabem que, antes de perder o controle, eu tento, com toda a minha alma, ser alguém que ainda acredita no bem das pessoas... Mesmo que, às vezes, eu me torne um pesadelo para todos.

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