38

1042 Words
Talita Aquelas informações que o Juliano me passou, acenderam um alerta na minha mente. Não pensei que o Treva teria esse grau de periculosidade. Jurava que ele era apenas um b4ndido louco por dinheiro, mas é bem do que isso. Ele tem dinheiro, pensei que estava queb4do. Isso me faz pensar que ele age dessa maneira porque realmente é um ps1copata. Preciso saber até que ponto o Sávio tem envolvimento nisso, ele não me engana. A SEMANA PASSA e chega o dia da surpresa do Juliano, estou ansiosa para saber para onde vamos. Ele só me disse para levar roupas de banho para dois dias. Arrumo as crianças e a minha mala. Pegamos a estrada e chegamos no porto de Santos. O mais próximo de São Paulo. Fico chocada quando vejo que ele alugou uma lancha enorme. Com dois quartos, parece um iate. - Meu Deus, Juliano. Que lindo! – Falo entrando com as crianças. - Ebaaaa, papai. – As crianças fazem festa ao ver os brinquedos dentro da lancha e já começam a brincar antes mesmo de sairmos com a embarcação. - Gostou, meu amor? Pensei em fazermos algo diferente, aproveitar o dia de sol. – Ele fala e eu concordo. - Amei, é muito confortável. - Vamos conhecer uma ilha, não muito distante daqui e passaremos a noite. Amanhã a noite voltamos para casa. Também vamos andar de jet-ski quando chegarmos na ilha. – Ele diz me abraçando por trás enquanto a lancha anda. Sinto o vento batendo no meu rosto e a sensação de liberdade me domina. É maravilhoso demais. Me sinto livre. O Juliano abre uma cerveja e tomamos enquanto olhamos a paisagem, que é linda. As crianças brincam em uma piscininha de bóia que levamos e fazem a festa. Logo o churrasqueiro começa a preparar a comida e o clima é super agradável. - Eu espero que não chova... – Juliano diz enquanto dá um gole na sua cerveja. - O tempo está bem aberto, se chover, será inesperado. – Digo e ele não larga de mim nenhum minuto. - Você fica muito gostosa nesse biquíni, mas sem ele é melhor ainda. – Ele diz no meu ouvido e eu sinto minhas bochechas corarem. Não posso deixar de reparar como ele está bonito. Ele usa uma bermuda simples preta e está sem camisa. O sol bate no seu corpo e evidencia os seus músculos, que não são poucos. Aqueles braços imensos, cheios de veias, aquela barriga toda marcada e cheia de gomos... Parece que ele foi desenhado, de tão bonito que é. Sou uma mulher de sorte mesmo. Comemos e logo chegamos na ilha. As crianças brincaram tanto, que resolvemos deixá-las tirar um cochilo em um dos quartos. Uma das babás nos acompanhou por questões de segurança, pois é enfermeira. Somos muito preocupados com qualquer intercorrência que possa acontecer. Enquanto os pequenos descansam, resolvemos andar de jet-ski. Confesso que é a primeira vez que eu ando, fico um pouco apreensiva, mas o Juliano pilota muito bem. É muito emocionante, a água voando longe e o vento batendo no nosso rosto. Ficamos algum tempo andando e depois resolvemos dar um mergulho no mar, nos beijamos e ficamos abraçados sentindo o sol quente e a água geladinha. Até que resolvemos voltar para o barco, sinto uma angústia no peito e peço para voltarmos. - Amor, vamos voltar para o barco? – Peço. - Porque, amor? – Ele me pergunta intrigado, estamos um pouco longe de onde o barco está parado, porque descemos do jet. Tem alguns outros barcos ao redor, mas é um local bem isolado. - Estou com um mau pressentimento. – Sou sincera e ele me ajuda a subir no jet-ski e voltamos. Entramos no barco e eu estranho, não vejo o rapaz que estava pilotando a embarcação, mas ele pode estar no banheiro. Vamos correndo para o quarto onde deixamos nossos filhos dormindo junto com a babá e vemos uma cena que faz o meu coração parar. Ela está com o rosto ensanguentado, sentada no chão e tem um homem com a minha filha no colo. Outro está segurando o Bruno, os dois estão armados. Eu não os reconheço de nenhum lugar. - O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO? – Juliano diz apontando uma arma para um deles e eu fico em estado de choque. Assim que entramos no barco, ele deve ter percebido algo de errado e pegou sua arma na mochila. - Solta a arma, senão eu a mato. – Um dos bandidos diz com a arma na cabeça da Catarina, que chora copiosamente. - Calma. O que vocês querem? É dinheiro? – Eu tento manter a calma e conversar com eles. - Não, nós vamos levar os dois. – Um deles me diz. - Não, vocês não vão levar meus filhos. – Juliano diz ainda com a arma apontada para um deles. Isso não tem como terminar bem, os dois estão armados. Um deles mira no Juliano e outro para a minha filha. Se o Juliano reagir, eles vão atirar. Meu Deus, isso parece um pesadelo. Tentamos convencer os dois a desistirem, mas eles não nos ouvem. Até que tenho um estalo e vejo que o piloto do barco aparece do lado de fora, armado com uma espingarda. Ele tem o rosto com sangue também e um pedaço de corda amarrado em um dos pulsos. Os bandidos devem ter batido nele e amarrado, mas ele conseguiu se livrar. Ele é um policial aposentado, amigo do Juliano de longa data. Vejo que o Juliano tenta ganhar tempo. - Vamos resolver isso da melhor maneira para todos. Eu tenho muito dinheiro, todo mundo tem um preço. Eu posso pagar muito mais do que quem mandou vocês. – Ele fala ainda sem perder o marg1nal de mira. - Como eu vou saber que você não está me enganando e vai me matar depois? – O bandido pergunta. - Eu faço a transferência agora mesmo. O valor máximo que o banco permitir. Se você sair com os meus filhos desse barco, você pode até me matar, mas vão achar vocês dois onde quer que vocês estejam e será pior. – Ele fala com ód10 e eu vejo que o piloto está em posição para atirar no outro bandido.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD