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O garoto da casa ao lado

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Blurb

O amor acontece quando menos esperamos, as vezes ele está tão perto que nem percebemos, mas quando encontramos o amor é como encontrar a si mesmo.

Nem tudo é como pensamos ser e as vezes nos custa tentar acreditar e aceitar que, a pessoa mais amamos, são que mais pode nos machucar.

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Capítulo 01.
Eu me chamo Alexa, tenho 16 anos, completo 17 daqui uns meses. Estou no último ano do ensino médio. A algumas semanas atrás eu morava com a minha mãe, ela e meu pai se separaram eu tinha apenas 5 anos de idade, ele nunca foi muito presente, por trabalhar no exército, quase nunca tinha tempo para me ver. A mais ou menos 1 ano minha mãe descobriu um câncer de mama, mas o prognóstico dizia que seu câncer estava muito avançado, o que fez ela ter que operar rápido. Depois da cirurgia ela começou o tratamento que era muito agressivo, ela sempre tentou se mostrar forte pra mim, mas eu sabia que estava perdendo minha mãe. Há 3 semanas ela morreu. Meu pai decidiu que era hora de ficarmos juntos então se mudou pra cidade que eu sempre morei, ele não queria que eu perdesse meus amigos também. Me mudei de casa, deixando quase todas as coisas pra trás, mas não a dor que sinto. Meu pai está noivo, e a sua mulher tem um filho de 3 anos, eles se conhecem a um pouco mais de 2 anos, a criança o chama de pai, mas não tem o sobrenome dele no registro. Não tenho ciúmes, nem dele com o pequeno, nem com a sua noiva. A casa que era da minha mãe foi vendida, e o dinheiro foi todo pra uma conta minha, que meu pai disse que será pra eu pagar meus estudos, após eu completar 18 anos. Minha nova casa é legal, é em um condomínio, a casa é grande, tem 5 quartos, sendo 3 deles suites, uma minha, uma do meu pai e a noiva dele, que a propósito se chama Carolina, e uma do Benjamin, o filho dela, os outros quartos são de hóspedes. A casa tem jardim, churrasqueira e piscina, a cozinha é enorme e tem duas salas, sendo um a com lareira. Eu achei a casa linda, mas meu pai tem uma pequena mania, de tentar me conquistar com coisas materiais, eu sei que agora ele está fazendo isso por conta da morte da minha mãe, sei que ele está dando o melhor de si pra tentar me ajudar a lidar com tudo isso. No bloco de casar que eu moro tem apenas 8 casas, moramos em uma rua que não tem saída, as casas daqui são as maiores do condomínio, logo assim, as mais caras, por isso são as mais longe da entrada, por conta de roubos e tudo mais, aqui os muros são gigantescos. O número da casa minha casa é 99 e o bloco é 8. Um das janelas do meu quero é de frente pra janela de um dos meus vizinhos, não sei o nome dele, muito menos vi o rosto dele todo, somente sombras por trás da curtida de seu quarto. Eu também não fico espiando ele, tentando conhecer ele, na verdade não quero conhecer ele, até porque ele tem um péssimo gosto musical, fala muito palavrão e passa o dia todo jogando vídeo game. Como eu sei de tudo isso? Ele faz tudo no volume máximo. Saio do meu quarto, porque meu pai me chamou lá em baixo, o nome do meu pai é Alberto, o da minha mãe é Gabriela. Pai: — Não está com fome? – me pergunta quando chego no fim da escada. Alexa: — Eu já ia vir comer. Carolina: — Amanhã depois da aula eu vou te levar pra sua terapia, tudo bem? Alexa: — Tá bom. Alberto: — Que bom que vocês se entendem. – sorri sem mostrar os dentes. Carolina era super tranquila, mesmo tendo metade da idade do meu pai e sendo uma modelo internacional que abandonou a carreira após virar mãe, ela é super carismática e não tenta disputar a atração do meu pai comigo. Nos sentamos a mesa, tomamos café, meu pai disse que agora ele vai trabalhar um pouco mais, mas vai ser só durante a semana e somente por seis meses, até que eu entendo, ele vai precisar de batente dinheiro pra pagar essa casa mesmo. Pai: — Sabia que aqui tem piscina coberta? Alexa: — Que legal. Pai: — Você poderia voltar com as suas aulas de natação. Alexa: — Eu não gosto mais de natação pai. Pai: — Mas você amava natação. Carolina: — Gosta de tênis? Eu não levo o menor jeito, mas adoraria ter uma parceira. Alexa: — Podemos tentar. Pai: — Ótimo, não pra natação e sim pra tênis. – rimos. O pequeno Benjamim não estava em cada hoje, ele passa uma semana na casa do pai dele, uma vez ao mês, depois de uma longa briga na justiça eles conseguiram esse acordo. Ele é filho de um jogador de futebol que sempre se mete em problemas, mas ele gosta do filho, mesmo tentando correr das responsabilidades de ser pai. Depois do café volto pro quarto, eu ainda estou arrumando as coisas por aqui, o guarda roupa ainda está meio bagunçado, meu banheiro tá totalmente bagunçado, as prateleiras e as gavetas. Depois de arrumar uma parte do meu guarda roupa, pego meu pijama e vou tomar um banho, ligo a caixa de som, e entro no banho, coloco uma playlist pra tocar. Minha caixa de som desligou, deve ter descarregado. Saio do banho e me troco, ouço alguém bater na porta. Carolina: — O jantar está a mesa. Alexa: — Estou descendo. Fechei a porta, tirei a toalha da cabeça e escovei meu cabelo, desci para jantar. Pai: — A querida pensei que já estava na cama. Alexa: — Carolina me chamou pra jantar. Pai: — Amanhã o Benjamim está de volta. Carolina: — Você acha que ele vai gostar do quarto dele? Alexa: — Eu acho que sim. Pai: — Um quarto com decoração de espaço, até eu gosto daquele quarto. – rimos. Alexa: — Eu posso pedir uma coisa? Pai: — Claro querida. Alexa: — Colocar luzes com caixa de som e som no banheiro, gosto de tomar banho ouvindo música. Carolina: — Posso resolver isso pra você – sorri. Depois do jantar, voltei pro quarto e escovei os dentes e me deitei, amanhã é dia de aula. Acordo com o despertador. Levanto e vou até o banheiro. Escovo os dentes, lavo o rosto e arrumo o cabelo, volto pro quarto e troco de roupa, colando uma calça jeans lavagem cinza, minha camiseta do uniforme e meu tênis preto e branco da nike. Arrumo munha bolsa com os matérias para as aulas de hoje, sendo elas história, química, sociologia e educação física, coloco também uma bermuda de tecido na bolsa pra aula de educação física que não pode ser feita de calça jeans. Peguei meu celular e meu fone de ouvido, desci a escada, meu pai com certeza já tinha saído, ele normalmente sai de casa das 05 da manhã, então eu quase não o vejo durante a semana, ele sempre chega no horário que eu já estou dormindo. Carolina já estava tomando café, ela faz faculdade de manhã, está cursando direito, faltam 03 anos ainda pra ela se formar. Carolina: — Bom dia. Alexa: — Bom dia. Carolina: — Não se esqueça que sou que vou te buscar. Alexa: — Tá bom, não vou me esquecer. Bárbara é a moça que trabalha aqui em casa, ela foi escolhida a dedo pela Carolina, ela é a cozinheira, também tem a Aline que é a diarista, o Juan que é o jardineiro e que também cuida da piscina, também tem a Amanda que é a baba do Benjamim. Depois do café, subi e escovei os dentes, depois desci mais uma vez, Bárbara deixou minha garrafa com águia em cima da mesa, peguei e depois peguei minhas coisas e fui pra garagem. Carolina provavelmente vai me levar todos os dias pra escola esse ano, ou só até meu pai trocar de horário. Entro no carro e coloco o sinto, coloco um dos meus fones de ouvido, ela ligou o som e assim fomos em direção a escola. Assim que chegamos desci do carro, minhas amigas estavam do outro lado da rua, atravessei e fui falar com elas. Sou o tipo de garota que não tem muitas amizades, mas eu tenho três amigas que eu não troco por nada Letícia que é minha melhor amiga real e oficial, Bruna que é prima da Letícia e a Sara que também é uma das minhas melhores amigas, desde o primeiro ano do ensino médio. Letícia: — Quem é aquela? Alexa: — Minha madrasta. Sara: — Ela não tem uns 26 anos? Alexa: — Tem 28. Sara: — Então seu pai gosta de novinha? Bruna: — É por isso que eu não gosto que você tome café de manhã Sara – rimos. Sara: — Ai meu Deus, aquele ali não é o Caíque? Alexa: — Quem? Letícia: — Caíque Figueiredo, um dos garotos mais gatos que já estudou nessa escola. Bruno: — O que ele está fazendo aqui? Sara: — O irmão dele é da nossa sala, acho que ele veio trazer o irmão dele aqui. Letícia: — Soube que ele foi expulso da faculdade por agredir um professor. Alexa: — Nossa, que terrível. Sara: — Você não viu nada, ele tem vários processos por conta de agressão. Bruna: — Mas não deixa de ser um gato, né? Alexa: — Vocês tem um péssimo gosto pra homem. Letícia: — Ele mora naquele condomínio de ricos na saída da cidade. Sara: — Que por acaso é o mesmo condomínio que a Alexa mora agora. Bruna: — Verdade. Olhei mais um pouco pra ele e, então o reconheci, é ele, o meu vizinho. Alexa: — Ele é meu vizinho. Letícia: — Você tá brincando? Alexa: — Ele é extremamente irritante, m*l consigo dormir com o som alto do quarto dele. Atravessamos a rua, já já o sinal ia bater. O irmão dele se chama Thiago, ele é legal, é bem quieto na dele, joga muito bem futebol, as meninas piram nele, porque ele é bonito, tem os olhos verdes e o cabelo castanho médio, é alto e tem o corpo forte. Fomos pra nossa assim que o sinal bateu, nossa primeira aula era de história. O professor estava passando as coisas na lousa, Letícia começou a cutucar meu braço, me fazendo olhar para trás. Alexa: — O que foi? Letícia: — Eu acho que o seu vizinho não veio só trazer o irmão mais novo na escola – ela apontou pra janela. Ele estava do outro lado, na quadra, montando a rede de vôlei, o que significa que ele vai ajudar o professor de educação física. Bruna: — Será que ele vai estar na nossa aula também? Alexa: — Tomara que não. – elas riram. Voltamos a prestar atenção na aula, que passou rápido, logo em seguida tivemos uma aula de sociologia, era só uma aula e logo em seguida seria o intervalo. O sinal do intervalo tocou, fomos em direção ao refeitório, a comida da escola é uma delícia. Bruna: — Melhor hora do dia – rimos. Sara: — Olha ele ali. Alexa: — Vocês sapo fascinadas nele em! Letícia: — Ele é um gato, só você não admite isso. Alexa: — Ele é bonito, mas não vale um real, do que adianta? Bruna: — Minha prima já ficou com ele. Sara: — Todas as garotas ricas da cidade já foram pro colchão dele. Letícia: — Cuidado Alexa, agora você faz parte dessa elite – elas riram. Almoçamos, depois demos uma volta na quadra, elas queriam ver o Caíque de todos os ângulos possíveis. O final bateu e voltamos pra aula, que agora era de química, depois seriam as duas últimas aulas de educação física. Nosso professor resolveu nos levar para o laboratório. Professor Fábio: — Formem duplas, Letícia e Alexa, de jeito nenhum vocês vão ficar juntas. Letícia: — Por que professor? Professor Fábio: — Quer mesmo que eu lembre do incidente da última aula? Alexa: — Não, com certeza não, posso me sentar com a Bruna? Professor Fábio: — Pode. Aula passada Letícia trocou os elementos químicos, fazendo um ácido que corroeu a nossa mesa, os pais dela tiveram que pagar, já que o laboratório foi reformado a pouco tempo. Me sentei com a Bruna, Letícia sentou com a Sara, agora as coisas podem ficar um pouco pior, já que as duas são péssimas em química, Deus cuide de nós. Depois de aprendermos sobre células, usando um telescópio, o sinal bateu.

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