Capítulo 03.

2139 Words
Carolina estava do lado de fora do carro, super linda, com uma calça jeans lavagem azul escuro, um cropped preto e um salto preto também, ela tem o cabelo liso na altura do bumbum, ela estava com ele solto. Carolina: — Eu trouxe uma outra camiseta pra você. Alexa: — Sério? Valeu. Ela me entregou. Corri até o outro lado da rua e sai puxando a Letícia. Letícia: — Aonde vamos doida? Alexa: — No vestiário dos meninos. Letícia: — Por que não vamos no das meninas? Alexa: — Porque é do outro lado da quadra. Letícia: — É faz sentido – ri. Entrei no vestiário e não tinha ninguém, tirei a camiseta do uniforme e vesti o cropped que a Carolina trouxe pra mim, que combinava com a minha calça jeans lavagem cinza claro com alguns rasgos. Caíque: — Bela barriga. Ele me assustou e assustou a Letícia. Alexa: — Será que você não consegue ser menos b****a, pelo menos uma vez na vida? Caíque: — Você sabe que está no vestiário masculino, né? Alexa: — Não i****a, to no terceiro ano do ensino médio e não sei ler. Caíque: — Eu gosto desse teu jeito, doce de ser – mostrei o dedo do meio pra ele. Sai do vestiário, saímos de dentro da escola e fui em direção ao carro. Carolina: — Você é amiga do Caíque? Alexa: — Eu não suporto esse menino. – ela riu. – Por que a pergunta? Carolina: — Vi ele indo em direção ao vestiário, pensei que ele quisesse falar com você. Alexa: — Não. Coloquei a sacola com a camiseta da escola no banco de trás e entrei no carro. Carolina colocou pra tocar a playlist dela, fomos ouvindo música o caminho todo. Carolina: — O que você mais gostava de fazer com a sua mãe? Alexa: — Ela me ensinou a falar em espanhol e francês, eu adorava assistir filmes estrangeiros com ela. Carolina: — Eu amava ir ao parque com a minha. Alexa: — Ela conheceu o Ben? Carolina: — Sim, mas eles não conviveram nem dois meses. Se eu pudesse te falar algo, é que essa for e vazio nunca vai te deixar, mas você vai aprender a viver com ele, então um dia você vai acordar e não vai mais procurar ela, porque você já sabe que ela se foi, que não tem volta, mas o mais importante é que ela te ama e esse amor de mais, nunca acaba. A mãe dela também morreu de câncer de mama, essa doença que mata tantas mulheres. Alexa: — Obrigada. Passamos o dia fazendo compras, ajudei ela a escolher os aparelhos de jantar pra casa, já que meu pai não trouxe praticamente nada da outra casa deles, na verdade dele, já que eles não moravam juntos, ela só passava o final de semana com ele, assim como eu as vezes. Depois de comprar tantas coisas, tivemos ajuda de dois seguranças pra levar tudo até o carro, porque se não, não daríamos conta. Fomos pra casa, o pequeno Ben brincava na sala com os brinquedos dele. Bárbara: — Vocês devem estar com fome. Carolina: — Não se preocupe, comemos no shopping. Bárbara: — Então vou cuidar do jantar. Carolina: — Tudo bem. Subi pro meu quarto, troquei de roupa e me joguei na cama. Aline sempre deixa a cortina do meu quarto aberta quando eu não estou, minha cama fica de lado pra janela, então se eu me deito de lado, acabo ficando de frente pra ela. Caíque passou pela janela, sem camiseta, mexendo no cabelo, que pingava água, ele saiu da piscina, certeza, ele entrou no banheiro. Levantei e fui fechar a cortina, não estou nenhum pouco interessada em ver ele o tempo todo. Fico assistindo tv no meu quarto. Filmes de romance com certeza são os meus favoritos, mesmo não acreditando nessas paixões deles, mas gosto mesmo assim. Depois de assistir dois filmes em seguida, fui tomar meu banho, já estava no horário da janta, coloquei meu pijama e desci, Bárbara já estava arrumando a mesa. Carolina: — Eu já estava indo te chamar. Alexa: — Senti o cheiro da comida. Jantamos. Depois fiquei na sala brincando com o Benjamim enquanto a Carolina tomava banho. Carolina: — Obrigada por ficar com ele, vou por esse grandão pra dormir. Alexa: — De nada. Voltei pro meu quarto, voltei a ler o livro que estava lendo ontem a tarde, escuto um barulho vindo da janela, corro pra ver o que é, na verdade não era a minha janela e sim a do Caíque que foi quebrada. Abri a janela pra ver direito. Ele apareceu na janela com o rosto sangrando, fico assustada. Alexa: — Está tudo bem? Caíque: — Você viu quem fez isso? Alexa: — Não. Caíque: — Espera aí, você é minha vizinha? Alexa: — Sou, você está bem? Caíque: — Acho que abri a minha sobrancelha, tá doendo. Alexa: — Chama a sua mãe, seu irmão... Caíque: — Eles não estão em casa. Alexa: — Que m***a, tem kit de primeiros socorro aí? Caíque: — Deve ter. Você vai vir aqui? Alexa: — Não, vou mandar o papa. Caíque: — Grossa. Alexa: — Abre a porta da frente. Caíque: — Está bem. Desci correndo as escadas, peguei a minha chave e saí de casa, quando cheguei em frente a casa dele ele estava lá sentado na frente, com uma camiseta tampando o machucado. Alexa: — Deixa eu ver isso aí. Ele tirou a camiseta do rosto, lavei com soro e então pude ver que não tinha sido tão fundo, limpei e procurei alguma pomada pra passar. Alexa: — Não foi tão r**m assim, mas se quiser pode ir ao médico levar dois pontos. Caíque: — Não, obrigada. Alexa: — Essa pomada vai te ajudar, o que foi que jogaram? Caíque: — Um tijolo. Alexa: — Que horror, sabe porque fizeram isso? Caíque: — Sei, mas acho que não te interessa. Alexa: — Tudo bem. Fechei a caixa e me virei, ele puxou a minha mão, me fazendo olhar pra ele. Caíque: — Obrigado. Alexa: — De nada. Voltei pra casa, Carolina estava na cozinha. Carolina: — O que aconteceu? Alexa: — O vizinho, se machucou, mas ele está bem, boa noite. Carolina: — Boa noite. Voltei pro meu quarto, fechei a janela e a cortina e fui dormir. Acordo com vários barulhos, levanto assustada, vou até a janela e dou uma espiada, vejo que eram pessoas arrumando a janela do quarto do Caíque. Olho a hora no celular, percebo que já estava quase na hora de eu levantar, então já adianto as coisas. Hoje já é quarta feira. Nunca estive tão Feliz por hoje ser quarta, hoje temos aula de biologia, minha aula favorita, vou pro banheiro e tomo um banho, lavo o meu cabelo, faço uma hidratação rápida no banho mesmo. Depois saio do banho e arrumo meu cabelo, visto minha roupa. Arrumo a minha bolsa, desci a escada, na mesa de centro tinham rosas brancas lindas. Alexa: — Ui, quem andou ganhando flores? Aline: — A senhorita. Alexa: — Eu? Carolina: — Sim – ela riu – tem um bilhete no meio delas, a gente não leu, mesmo estando muito curiosas. Fui até elas, no meio tinha um bilhete, atrás tinha meu nome, abri e dentro tinha um recado: —"Obrigado por ontem, essas rosas são pra agradecer" – assinado, Caíque. Alexa: — Pra m***r a curiosidade de vocês, é do Caíque. Carolina: — Do vizinho que você não é amiga e que não gosta dele? – disse sendo irônica. Alexa: — Esse mesmo. Ontem ele se machucou e eu ajudei ele, foi só isso. Fui tomar café da manhã. Depois Carolina fez o de sempre, me levou pra escola. Desci do carro e atravessei a rua. Bruna: — Tudo bem? Alexa: — Sim, só não dormi bem essa noite. Thiago: — Obrigada por ter ajudado meu irmão ontem. Alexa: — Não foi nada, ele tá melhor? Thiago: — Está sim, minha mãe queria que ele fosse ao médico, mas ele não quis. Alexa: — Ata. Ele saiu andando. Sara: — Eu tô louca ou o que eu ouvi significa que você ontem ficou a sós com o gato do Caíque? Alexa: — O gato com a sobrancelha cortada, no caso. Letícia: — Da pra explicar melhor. Alexa: — Ele cortou a sobrancelha e eu vi, resolvi ajudar ele, então fui até a casa dele e ajudei, foi só isso. Bruna: — Você tocou no lindo rosto dele. Alexa: — Vocês são estranhas – ri. Fomos pra sala, ele veio ajudar o professor hoje, lá estava ele na quadra. As duas primas aulas eram de Física, depois era uma aula de química. Letícia: — Podíamos sair esse final de semana. Bruna: — Pra onde? Sara: — Eu fiquei sabendo de uma festa privada que o filho do diretor vai dar, eu consigo as entradas pra gente. Bruna: — Por tudo bem. Letícia: — Você vai Alexa? Alexa: — Não sei, meu pai vai estar em casa o final de semana, já que não nós vemos a semana toda. Sara: — Se você for, me avisa. Alexa: — Tá bom. Voltamos a prestar atenção na aula. O sinal bateu era hora da aula de química, hoje não vamos pro laboratório, uma chance a menos da Letícia colocar fogo na gente. A aula foi divertida, fizemos alguns exercícios na lousa. O sinal bateu, era hora do intervalo, fomos pro refeitório, Bruna e eu terminamos de comer antes das meninas e saímos e fomos fazer o de sempre. Bruna: — Você acha que o Thiago vai nessa festa? Alexa: — Você é afim dele? Bruna: — Sei lá, ele é legal e a gente vive conversando pelo chat do jogo. Um detalhe sobre a Bruna, ela ama jogar vídeo game e joga super bem. Alexa: — Por que você não chama ele? Bruna: — Você acha que eu deveria? Alexa: — Aproveita que ele está bem ali, com o irmão dele. Bruna: — Você vem comigo? Eu não queria ter que olhar pra cara do Caíque depois dele descobrir que eu sou vizinha dele, mas tudo bem. Fomos em direção a eles, respirei fundo, Caíque parou de mexer no celular e me olhou de baixo pra cima. Bruna: — Vocês vão fazer alguma coisa esse final de semana? Pera aí, ela disse "eles". Isso não vai acabar bem... Thiago: — Nada que eu saiba... Bruna: — Fiquei sabendo que o filho do diretor vai dar uma festa, vocês podiam ir. Caíque: — Não curto festa de adolescentes. Ufa, pelo menos isso. Bruna: — Para com isso, até a Alexa vai. Alexa: — Vou? – ela me encarou de uma forma que me deu medo – Vou, é, eu vou. Caíque: — Vai mesmo? Alexa: — O que eu acabei de dizer? Thiago: — Então pode ser que a gente se veja lá. Bruna: — Com certeza – sorriu. Saímos. Bruna: — Consegui. Alexa: — Não estava nos meus planos ser usada. Bruna: — Amiga, é por uma boa causa. Alexa: — Ah sério? Eu disse que não sabia se iria ou não. Letícia: — O que foi? Alexa: — Bruna me usou como isca pro Caíque pra levar o Thiago pra festa. Sara: — Chamou eles pra uma festa que nem é sua? Letícia: — Caíque vai a essa festa? Bruna: — Vai porque a Alexa vai. Sara: — Tá brincando? Bruna: — Não. Alexa: — Nem pensem em começar a falar. O sinal bateu e voltamos pra sala. As horas voaram, a aula de biologia foi super divertida. O sinal bateu e era hora de ir embora. Bruna: — Não se esqueça, festa no sábado. Alexa: — Tá bom, eu vou, se a Sara conseguir nos colocar lá. Sara: — Eu já consegui lida. Um detalhe sobre a Sara, ela é popular, vai a todas as festas, então é claro que íamos nessa também. Letícia: — Vai passar em casa pra me ajudar em química hoje, né? Alexa: — Vou pedir pra Carolina me levar lá mais tarde. Letícia: — Bem que você podia dormir lá. Alexa: — Mas eu já vou dormir de sábado pra domingo. Letícia: — Tudo bem. Atravessei a rua. Carolina estava dento do carro, coloquei a bolsa atrás e entrei. Carolina: — Tudo bem? Alexa: — Sim, você pode me levar na casa da Letícia? Carolina: — Posso, agora? Alexa: — Não, mais tarde. Carolina: — Tudo bem. Fomos pra casa. Subi pro meu quarto, me troquei, coloquei na minha bolsa minhas coisas de química, depois peguei meu carregador e uma blusa de frio, desci a escada e fui almoçar, depois subi e fui escovar os dentes, Carolina estava na garagem tirando o carro, desci a escada e fui pro carro.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD