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Blurb

Irina teve sua vida revirada de cabeça para baixo quando sua família foi atacada e ela foi vendida em um leilão do mercado n***o. Quando menos imaginava ser possível, ela é salva por Dimitri, um mafioso conhecido por ser sádico e extremamente c***l. Após firmar um acordo com o equivalente a um demônio, Irina precisará conquistar o coração de Dimitri se quiser manipulá-lo para se vingar daqueles que atacaram sua família. Mas como ela irá reagir com seu próprio coração, que parece ceder cada vez mais pelo homem que segura sua vida na palma das mãos?

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O início de tudo
Eles entraram no meio da madrugada. Eu não sei como conseguiram. Eu não sei quem mataram para chegar aqui. Tudo o que sei é que acordei com algo frio e afiado pressionado contra o meu pescoço enquanto uma palma suada cobria minha boca. Abri os olhos, e alguém com o rosto coberto por uma máscara aterrorizante de palhaço estava me encarando. Sempre odiei palhaços. Meu corpo inteiro começou a tremer imediatamente e meu olho se encheu de lágrimas de pavor. O meu coração começou a bater disparado, e os ombros da pessoa tremeram enquanto uma risada sombria surgiu. – Fique bem quietinha. – A pessoa, com uma voz grossa e rouca de fumante, ordenou. – Se você correr, vai virar picadinho. – Ei, ei, ei! Sem machucados, o chefe ordenou. – Outra voz disse, e isso me fez ficar ainda mais apavorada, pois percebi que haviam mais ali, no meu quarto. Mas como isso era possível? A mansão era para ser totalmente segura, meu pai garantiu isso diversas vezes. E eu conhecia cada homem que trabalhava para minha família, cada animal, cada alma. Nenhum traidor veio para minha mente. Ninguém poderia ter cometido tamanha heresia. – Ela é linda. – O homem com máscara de palhaço falou, ele continuou pressionando a faca contra meu pescoço, mas a mão que estava nos meus lábios foi movida, e ele me puxou com força pelos meus cabelos. Minha cabeça ardeu, e o homem me colocou contra seu peito. – Deve ter uma voz linda também, uma pena que não vou poder ouvir. Senti o forte cheiro de tabaco, suor e colônia barata, e tentei não vomitar. Fechei meus olhos e mordi a língua para não gritar, tentando lembrar do treinamento que tive com meus pais. Respirar fundo, tentar se acalmar, fazer a maior quantidade de oxigênio entrar nos meus pulmões para poder pensar melhor e com mais clareza. No entanto, quando respirei fundo senti o cheiro de fumaça. E meu silêncio me permitiu ouvir os gritos e tiros. – A coisa tá feia lá embaixo. – Uma terceira voz disse, o homem que me prendia passou a me segurar com mais força. – Cobre ela logo aí. O desespero venceu e tentei me debater, como um animal preso em uma armadilha na floresta. O homem riu alto da minha ação patética, e senti algo pesado batendo contra minha nuca, fazendo os músculos do meu corpo amolecerem quase imediatamente. – Você é ativa, ótimo, vai ser muito fácil de vender. – A segunda voz disse. Alguém me pegou pelo queixo e ergueu minha cabeça, meu corpo teimoso continuava mole e minha vista borrada, mas vi uma pessoa completamente coberta de preto usando uma bizarra máscara rosa de coelho. Pouco depois, toda a minha visão desapareceu, e percebi que estavam cobrindo minha vista. – Me deixem ir! – Exigi, tentando me debater novamente. A voz saindo embargada e meus movimentos parecendo os de alguém bêbado. Os três homens riram mais alto. – Calma princesa, não se preocupe. – Alguém falou, com uma voz melodiosa. – c****e, olha o jeito que ela balança. – Um deles falou, com desejo. Percebi que tinha dormido com uma camisola fina, quase transparente, de seda que era curta demais. O pavor voltou mais forte por causa disso, e comecei a chorar mais intensamente. O cheiro de fumaça foi piorando. – Meu pai vai matar vocês! Ele vai acabar com todos vocês! – Ameacei. Porque era verdade. Meu pai era Ricardo Gagliano Gomez, chefe da máfia em mais de dez distritos, e temido por muitos de sua área de trabalho. Ele era praticamente um imperador, um dos mais famosos e temidos do mundo, e eu era sua filha favorita. Eramos uma família de cinco, todos especializados em algo diferente. Meu pai era um açougueiro, adorava brincar com a carne de homens que iam contra sua vontade. Minha mãe já era mais limpa, uma víbora venenosa que matava silenciosamente. Meus dois irmãos estavam treinando para se tornarem assassinos rápidos e eficazes. Já eu era a princesa, minha arma era política e dedicação, e por isso eu estava sempre em campo, conquistando aliados e determinando quem eram nossos inimigos. O problema é que um homem como meu pai tinha muitos inimigos. Nenhum era poderoso o suficiente para nos derrubar, mas se eles se unissem... – Seu pai está morto. – Um dos homens disse. Senti meu corpo inteiro travar. – O quê? – É surda, é? Seu pai morreu. Degolado. Foi rapidinho, a cabeça foi jogada da escadaria antes de colocarmos fogo na mansão. Sua mãe morreu também, e seus irmãos... Se não estiverem mortos, vão cair jaja. – Você está mentindo! – Quer ir lá ver? – Eu sabia que o homem estava sorrindo, só pelo tom divertido de deboche em sua voz. – Os seus guardas estão caindo um por um, e aqueles espertos o bastante estão se entregando ou fugindo. Hoje é o dia que a casa Gagliano morre. Eu não queria acreditar. Mas se fosse verdade, isso significava que ninguém iria me salvar. Ninguém. Eu estava sozinha, com três homens desconhecidos, e isso era a pior sensação do mundo. Eles começaram a tentar me empurrar, mas meu corpo ainda estava travado no mesmo lugar. – Anda, se meche! – Não. – Como é que é?! – É surdo, é? – Eu soltei, irritada, a mesma frase que ele tinha me dito antes. – Eu disse que não! Eles tentaram me bater de novo, mas dessa vez eu já esperava. Eu me debati com mais força, usei minhas unhas (lixadas em forma de garra) e as cravei no braço do homem, procurando acertar um nervo. Pelo grito que ele deu, fui bem sucedida, e senti seu aperto em mim fraquejar, então me joguei no chão, bem a tempo de ouvir um som de pancada de alguém gemendo de dor, com um nariz sendo quebrado. Quem quer que fosse me bater, acabou acertando o homem que me segurava antes. – Não machuquem ela! Não machuquem ela! – O terceiro homem gritava, desesperado. Eu me ergui e me joguei para frente, cega, atingindo uma das paredes. Levei uma mão livre até a corda que prendia a sacola de batata no meu rosto, e consegui puxar o bastante para me soltar. Olhei ao redor. Um dos homens, ele tinha uma máscara de tigre, estava lutando contra o homem de máscara de palhaço que tinha uma arma em sua mão, provavelmente carregada e com o propósito de me matar. O homem da máscara de coelho estava avançando para mim, e por isso eu corri imediatamente para a p***a. Mas parei assim que saí. O meu quarto dava para um corredor quadrado, e no meio dele era possível ver o andar de baixo, que estava atualmente pegando fogo. Um fogo alto, flamejante, que me fez lembrar imediatamente de um quadro católico que vi na igreja uma vez, sobre uma imaginação do inferno. O homem da máscara de coelho me agarrou por trás e me puxou de volta para o meu quarto, me jogando com força contra um dos meus móveis. Meu corpo inteiro se encheu de dor, e isso me despertou do meu choque. Como raios esses homens entraram?! Como eles conseguiram fazer tanto estrago em tão pouco tempo? Por quê não acordei antes? – Alguém dosa ela de novo! – O homem da máscara de coelho clamou. Franzi a testa. Eu tinha sido dopada antes? Isso não era possível, todo alimento e bebida que chegava em nossa casa era experimentado antes de ser servido! Alguém agarrou meu rosto, forçando minha boca a abrir. Tentei resistir mas foi em vão, a outra coisa que percebo é um líquido doce sendo empurrado para a minha boca. Tentei lutar, me soltar, arranhar, morder, mas tudo foi em vão. Minha vista ficou escura. Meus olhos pesaram. Meu corpo me desobedeceu. – Durma bem, bela adormecida. – Ouvi o homem da máscara de palhaço debochar. E apaguei, desejando que aquilo fosse a morte e não o início de tudo.

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