14

1100 Words
— Eu vou ajudar meu irmão. — Adeline disse, avançando para dentro do seu chalé, pretendendo enfiar suas coisas de volta na mochila e seguir para onde quer que ele estivesse, mesmo que não tivesse nenhuma super habilidade ou algo assim. Ela jamais iria deixar seu gêmeo, seu irmão e seu melhor amigo para trás, mesmo que tivesse feito justamente isso quando fugiu daquela forma. — Jamais deixaremos você ir sozinha. — Beau rosnou, agarrando os braços de Adeline e empurrando-a contra a parede mais próxima, deixando seus rostos à centímetros um do outro, de modo com que ela conseguisse encarar seus olhos escuros. — Não podem me obrigar a... — Nós vamos com você, Adeline. Jamais iríamos deixar você na mão. — Max a interrompeu, avançando alguns passos até que estivesse ao lado do irmão, também encarando a garota com uma intensidade sobrenatural. — Não precisam fazer isso. Eu estou indo porque... Ele é meu irmão. Eu amo tanto aquele mané que é impossível colocar em palavras. Aposto que sabem muito bem como é. — Ela sussurrou, sentindo os seus olhos arderem com as lágrimas que ela forçou à não caírem. Onyx estava preso por vários dias, sofrendo coisas em que Adeline sequer conseguia imaginar... Tudo enquanto ela estava fugindo como a fraca que era. — Nós sabemos, Adeline. E estamos com você nessa. — Beau disse, enquanto Max confirmava levemente com a cabeça e arrancava o celular do bolso, antes de dar meia-volta e caminhou para fora do chalé enquanto ligava apressadamente para alguém, que Adeline pressupôs ser da matilha. Beau deu um abraço apertado na garota, envolvendo seu corpo com os braços e apoiando o queixo no topo da sua cabeça. Não havia nada de s****l naquilo, e era incrivelmente reconfortante. — Ele vai ficar bem, princesa. Pelo jeito que você fala, Onyx é incrivelmente forte. — Beau disse, ouvindo Adeline fungar, devolvendo o abraço. — Ele é. — Respondeu, fechando os olhos e respirando fundo, tentando se acalmar e não parecer uma maluca histérica. — Vamos resgata-lo, então você vai nos apresentar nosso cunhadinho. — Ele provocou, tentando quebrar o clima. Adeline revirou os olhos e fungou contra a camisa dele, tentando imaginar a reação do irmão quando ela aparecer com dois lobisomens enormes na sua frente. O pensamento estava cheio de furos, porque a garota não sabia como Onyx estaria quando eles se encontrassem, mas gostava de imaginar que ele depois de estar são e salvo, ele iria lançar um demorado olhar para Max e Beau, depois mover o olhar para Adeline e abrir um pequeno sorriso, como se dissesse "bom trabalho irmãzinha". — Ele vai gostar de vocês. São todos meio doidos mesmo. — A ruiva disse, fazendo Beau soltar uma risadinha. Ele não era de rir tanto, ao contrário de Max, que sempre tinha um sorrisinho malicioso no rosto. — Fica tranquila, okay? Ele vai estar com você logo logo. — Disse ele, dando um passo para trás, então eles começaram a colocar as coisas dentro da mochila de Adeline. [•••] Ao entardecer, o sol já estava quase se pondo quando sons quase inaudíveis de passos ecoaram pela floresta. Adeline estava esperando nervosamente ao lado de Beau e Max, enquanto os três encararam as árvores enormes do bosque, de onde vários olhos amarelados já eram visíveis. Dezenas de lobos enormes começaram a aparecer do lado de fora da cerda de estacas, e com um simples e ágil pulo eles conseguiam ultrapassa-la, aterrissando na grama do outro lado. Eles eram levemente menores do que os alfas na forma lupina, e ao invés de serem pretos, eles tinham a pelagem de cores variadas, desde branco, cinza, marrom e alguns que eram meio malhados. Os olhos de Mac e Beau ficaram ainda mais luminosos de alegria ao verem ser companheiros, também abrindo sorriso sinceros de felicidade. Um grande lobo pardo caminhou tranquilamente até eles, transformando-se um homem alto, esguio e completamente pelado — o que fez Adeline desviar rapidamente o olhar —, enquanto os alfas iam o cumprimentar. — Temos cerca de duzentos lobos com a gente. Alguns já estão esperando perto do deserto. — Explicou o homem para eles, fazendo a garota ficar surpresa. Max e Beau tinham pedido à todos eles para que ajudassem Onyx?? Ela apertou levemente as mãos dos dois, agradecida e emocionada com o gesto. — Bom. Sabe quando os helicópteros vão chegar? — Max perguntou, cumprimentando o cara com uma batidinha no ombro e sequer se importando por ele estar completamente nu. Pelo visto modéstia em relação à nudez não era algo que lobisomens possuíam. — Não devem demorar muito. — Respondeu o lobisomem. Adeline sentiu os olhos de todos eles, incluindo os que ainda estavam transformados, o que a deixou com um pouquinho de vergonha, escondendo-se atrás de Beau. — Pensei que iríamos de carro. — Ela sussurrou para ele, olhando para Max, que lhe lançou um pequeno sorriso. — pelo ar vai ser mais rápido. — Ele respondeu, baixinho também, então Adeline confirmou, constatando que a matilha deles deveria ser absurdamente rica, já que possuíam até helicópteros. Não demorou mais do que alguns minutos para meia dúzia de helicópteros surgirem no céu, fazendo Adeline arregalar os olhos, enquanto se aproximavam e provocavam uma forte ventania, levando folhas secas e bagunçando o cabelo de Adeline — Só não fazendo o mesmo com o de Beau e Max porquê eles estavam presos em coques apertados e bonitos. Os lobos voltaram para a floresta para conseguirem se transformar com pelo menos um pouquinho de privacidade, não que parecessem ligar para isso. Todos surgiram vestidos logo em seguida, vestindo roupas meio amarrotadas. Todos pareciam ter mais do que uns 25 anos, e apesar da maioria ser homens, havia algumas mulheres aqui e alí. Havia uma variedade de etnias diferentes entre eles, e todos eram lindos e pareciam ser simpáticos, lançando olhares de admiração para seus alfas e pequenos sorrisos gentis para Adeline, que sorria de volta, mesmo que estivesse um pouquinho nervosa. — Qual vai ser o plano mesmo? — Ela perguntou para Max, que deu de ombros e enfiou as mãos nos bolsos da calça jeans. — Não há muito o que discutir, princesa. Lobisomens não são estratégicas ou algo assim. A gente vai entrar, destroçar alguns vampiros, pegar seu irmão e o namorado dele e dar no pé depois disso. — Explicou, como se fosse a coisa mais simples do mundo, e mesmo que ainda estivesse um pouquinho nervosa, Adeline assentiu levemente com a cabeça, pois tudo que restava era torcer para que desse certo.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD