Capítulo 11

1275 Words
Rhae O resto da tarde passou em uma névoa de confusão e calor residual. Depois do que aconteceu na sala de estar com Dante – sua boca entre minhas pernas, me devorando em pleno dia, com o sol iluminando cada detalhe vergonhoso –, eu me tranquei no quarto, tentando processar tudo. Meu corpo ainda latejava, uma mistura de satisfação e culpa que me deixava inquieta. Como eu poderia encarar a família agora? Eu os desejava de uma forma que ia além do razoável, além da inocência que eu ainda carregava. Ser irmã? Que piada. Eu era uma tola por achar que poderia resistir àqueles toques frios, à possessividade que me consumia. Meu rosto queimava só de lembrar os gemidos que escaparam dos meus lábios, o risco das empregadas, o prazer cru que me fez tremer. Tomei um banho longo, tentando lavar as sensações, mas elas grudavam na minha pele como um perfume persistente. Quando a noite caiu, desci para o jantar com o coração na garganta. A mansão ganhava vida ao anoitecer – luzes suaves nos lustres, sombras dançando pelas paredes altas. Eu me sentia exposta, como se todos pudessem ler nos meus olhos o que havia acontecido com Lucien no escritório e com Dante na sala. Meu vestido simples parecia apertado demais, roçando na pele sensível, e eu mantive a cabeça baixa, evitando olhares. A mesa já estava posta, com pratos refinados para mim e taças de sangue para eles. Valéria e Cassius estavam sentados nas cabeceiras, os quatro irmãos ao redor. Sentei-me em silêncio, as mãos tremendo levemente enquanto pegava o garfo. Fiquei quietinha, respondendo apenas com acenos ou murmúrios baixos, o estômago revirando de timidez e ansiedade. Valéria foi a primeira a notar. Seus olhos carmesim se suavizaram ao me observar, e ela inclinou a cabeça com aquela elegância nobre que sempre me intimidava. — Pequena Rhae — disse ela, a voz suave como seda, mas com um tom maternal que me fazia sentir ainda mais vulnerável. — Você está gostando de passar tempo com meus filhos? Meu rosto esquentou imediatamente, um rubor traidor subindo pelo pescoço. Lembrei das mãos de Lucien nas minhas coxas, da língua de Dante me levando ao êxtase. Como responder sem gaguejar? Meu coração acelerou, e eu baixei os olhos para o prato, cutucando a comida sem apetite. — Sim — respondi timidamente, a voz saindo quase um sussurro. — Estou... gostando. Valéria sorriu, satisfeita, e o jantar prosseguiu como se nada tivesse acontecido. Eles conversavam normalmente, sobre assuntos do clã, investimentos da empresa, rumores de outros vampiros na cidade. Cassius comentava sobre um contrato recente, Drago respondia com frases curtas e intensas, Sebastian observava tudo com seu ar possessivo, mas educado. Eu me sentia como uma intrusa, o corpo ainda sensível, cada movimento na cadeira me lembrando dos toques proibidos. O ar estava carregado de uma normalidade falsa – como se os segredos que eu guardava com Dante e Lucien não existissem. Mas eu via os olhares: Dante piscando para mim de canto, Lucien com um sorriso sutil nos lábios. Meu ventre se contraía de desejo e vergonha. Em um momento, Dante quebrou o silêncio sobre mim, girando a taça de sangue entre os dedos com aquele sorriso charmoso e perigoso que sempre me desarmava. — Estou cuidando muito bem da nossa nova irmãzinha — disse ele, a voz rouca e brincalhona, mas com um subtexto que só eu entendia. Seus olhos escuros fixaram nos meus por um segundo a mais, e eu senti um arrepio, lembrando da sua boca entre minhas pernas horas antes. — Ela está se adaptando rápido. Não é, Rhae? Engoli em seco, assentindo sem palavras, o calor subindo pelo meu corpo. Lucien, sentado ao lado dele, soltou uma risada baixa, quase inaudível, e ergueu os olhos carmesim para mim. Seu tom era meio diferente – mais grave, mais possessivo, como se estivesse relembrando o sabor da minha i********e na sua língua. — Ela é bem obediente — murmurou ele, as palavras carregadas de um duplo sentido que me fez corar violentamente. Obediente? Como quando eu chupei seus dedos, seguindo cada instrução? Meu estômago se revirou, e eu apertei as coxas debaixo da mesa, sentindo uma umidade traiçoeira se formar novamente. Os outros não pareceram notar o tom, ou fingiram não notar, continuando a conversa sobre negócios. Valéria observava tudo com um sorriso calmo, mas atento. Ela cruzou as mãos elegantemente sobre a mesa, os anéis de ouro reluzindo sob a luz dos lustres. — Fico feliz em ouvir isso — disse ela, virando-se para mim com um olhar maternal, mas firme. — Mas, pequena criança, você tem passado tempo demais com Dante e Lucien. A partir de amanhã, você vai passar mais tempo com Sebastian e Drago. Eles também precisam conhecer melhor sua nova irmã. Não queremos desigualdades na família, não é? Meu coração disparou com a ideia. Sebastian, com sua gentileza possessiva, e Drago, silencioso e intenso – o que aconteceria se eu ficasse sozinha com eles? O desejo que eu sentia por Dante e Lucien se estenderia a eles? Assenti timidamente, murmurando um "sim", mas por dentro eu fervilhava. A conversa continuou fluindo ao meu redor, mas eu m*l prestava atenção, perdida nos meus pensamentos. Como eu poderia negar o que meu corpo queria? Cada olhar deles me acendia, cada palavra carregada me lembrava que eu não era mais inocente. O jantar terminou com sobremesas para mim e mais sangue para eles, e eu me retirei cedo, alegando cansaço. No quarto, deitei na cama enorme, o corpo ainda agitado. As cortinas pesadas bloqueavam a lua, mas minha mente replayava tudo: o prazer com Lucien, a ousadia com Dante, e agora a perspectiva de Sebastian e Drago. Eu os desejava – todos eles. Ser irmã era uma ilusão; eu era deles, de corpo e alma. Meu mão desceu instintivamente pelo ventre, tocando levemente o local ainda sensível, e eu gemi baixo, imaginando os quatro ao meu redor. Amanhã seria outro dia de tentações, e eu não sabia se queria resistir. Enquanto subia as escadas de volta para o quarto, minha mente girava em espiral. Valéria havia sido tão casual ao anunciar que eu passaria tempo com Sebastian e Drago – como se fosse algo inocente, como brincar de família. Mas nada nessa mansão era inocente. Sebastian, com seu jeito protetor que beirava o obsessivo, sempre me olhando como se eu fosse algo precioso para guardar. E Drago, silencioso, mas com olhos que pareciam me despir em camadas profundas. Meu corpo reagia só de pensar neles: um formigamento na pele, um calor se espalhando entre as pernas. Eu era virgem até pouco tempo, mas agora... agora eu ansiava por mais. O toque frio deles, a possessividade que Dante e Lucien haviam despertado – seria o mesmo com os outros? Deitei na cama, o lençol de seda roçando na minha pele como uma carícia fantasma. Fechei os olhos, mas as imagens vinham: Lucien ajoelhado no escritório, sua língua explorando cada dobra; Dante na sala, me chupando em pé, exposta ao risco. Meu respiro acelerou, e eu me toquei devagar, os dedos imitando o que eles haviam feito. Gemi baixo, imaginando Sebastian me prendendo com gentileza possessiva, Drago me observando em silêncio antes de me devorar. O orgasmo veio rápido, mas vazio – nada comparado ao prazer que eles me davam. Eu os desejava demais para ser só irmã. A família Vespermont me consumia, e eu estava disposta a me queimar. A noite se estendia, e eu adormeci com o coração acelerado, sonhando com toques frios e olhares carmesim. Amanhã, com Sebastian e Drago, tudo mudaria novamente. E eu m*l podia esperar.
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