Rhae
A viagem de volta para a mansão foi um borrão de sensações confusas, o carro ronronando pela estrada enquanto eu olhava pela janela sem ver nada. Meu corpo ainda formigava com as memórias do escritório – a língua fria de Lucien, o prazer avassalador que me fez gemer como nunca antes. Meu rosto queimava só de pensar, um rubor que se espalhava pelo peito e descia até o ventre. Como eu havia permitido aquilo? Eu, que m*l conhecia o toque de um homem, deixando o mais velho dos irmãos me devorar assim, na mesa dele, com a cidade como testemunha silenciosa pelas janelas. Senti uma umidade residual entre as pernas, um lembrete pegajoso do meu orgasmo, e apertei as coxas, mortificada. Tímida demais para encarar o motorista – um humano contratado, impassível –, eu me encolhi no banco, o coração batendo em um ritmo errático de vergonha e excitação.
Chegando à mansão, o portão se abriu com um rangido suave, e eu desci correndo, evitando olhares. O sol ainda brilhava no céu, pintando o jardim de tons dourados, mas dentro de mim era uma tempestade. Como eu poderia ser irmã deles agora? Irmã de Lucien, de Dante, de Drago e Sebastian? O pensamento me fez rir baixinho, histérica. Eu os desejava – todos eles. O jeito controlador de Lucien, o charme provocador de Dante, a intensidade silenciosa de Drago, a possessividade de Sebastian. Meu corpo traía minha decisão de ser apenas família; eu ansiava por toques, por mordidas, por mais daqueles prazeres proibidos. Como conviver com eles sem ceder? Eu era uma tola por achar que poderia resistir.
Entrei pela porta da frente, o hall amplo e vazio ecoando meus passos. As empregadas deviam estar em algum lugar, preparando o jantar ou limpando cômodos distantes, mas o silêncio me deixava nervosa. Subi as escadas devagar, planejando me trancar no quarto e tomar um banho frio para apagar as marcas invisíveis que Lucien havia deixado. Mas no topo da escada, parei. Dante estava lá, encostado na parede, os braços cruzados, os olhos escuros fixos em mim como se soubesse de tudo. Meu coração disparou – ele não deveria estar dormindo? Ou hibernando, ou o que quer que vampiros fizessem durante o dia?
— Ei, Rhae — disse ele, a voz rouca e casual, mas com um tom de preocupação velada. — Você parece... pensativa. Aconteceu algo no escritório depois que eu saí?
Meu rosto esquentou imediatamente, e eu baixei os olhos, fingindo arrumar a alça da bolsa. Pensativa? Eu estava em chamas por dentro, revivendo cada lambida de Lucien. Dante se aproximou, seu perfume amadeirado me envolvendo, e eu me senti ainda mais exposta. Ele inclinou a cabeça, estudando meu rosto, e algo em sua expressão mudou – de curiosidade para suspeita.
— Lucien fez algo? — perguntou ele, a voz baixando para um sussurro perigoso. Antes que eu pudesse reagir, ele me pegou pelo braço e me empurrou gentilmente contra a parede do corredor, seu corpo perto demais, bloqueando qualquer fuga. Seu peito roçava o meu, e eu senti o frio sobrenatural dele contrastando com meu calor. Meu coração martelava, ecoando nos meus ouvidos. — Ele te obrigou a algo? Me conta, Rhae. Eu juro que se ele...
— Não! — interrompi, a voz saindo trêmula, mas firme. Meu corpo traía minha negação – eu estava excitada só com a proximidade dele, os m*****s endurecendo sob a blusa fina. — Não fez nada que eu não tenha permitido.
Dante piscou, surpreso, mas não recuou. Seus olhos escuros se estreitaram, e ele pressionou mais, uma mão ao lado da minha cabeça na parede, a outra ainda no meu braço. Senti sua respiração fria no meu pescoço, enviando arrepios pela espinha.
— Então o que foi? — insistiu ele, a voz rouca de ciúme e desejo. — Eu só te deixo sair daqui se me contar o que ele fez. Detalhes, Rhae. Não me esconda nada.
Meu rosto queimava como fogo, a timidez me sufocando. Eu me sentia uma criança pega em flagrante, mas o desejo pulsava entre nós, tornando o ar espesso. Olhei para os lados – o corredor estava vazio, o sol filtrando pelas janelas altas, mas as empregadas podiam aparecer a qualquer momento. Meu estômago se contorcia de vergonha e excitação.
— Ele... — sussurrei, as palavras m*l saindo, meu coração na garganta. — Ele me chupou. Lá embaixo.
Dante congelou por um segundo, os olhos escurecendo com uma mistura de raiva e luxúria. Então, sem aviso, ele me beijou – feroz, possessivo, sua boca capturando a minha com uma fome que me fez gemer. Sua língua invadiu, dançando com a minha, fria e insistente, provando cada canto. Eu retribuí, as mãos subindo para seus cabelos, puxando-o mais perto, o corpo se rendendo ao calor que se acumulava no meu centro. Ele mordeu meu lábio inferior levemente, um toque de presas que enviou uma dor prazerosa pelo meu corpo, e eu arfei, molhada novamente.
Sem quebrar o beijo, Dante me guiou para o meio da sala adjacente – a sala de estar principal, ampla e iluminada pelo sol poente. Meu coração acelerou ainda mais; estávamos expostos, no meio da mansão, de dia. Ninguém da família apareceria – eles descansavam –, mas as empregadas? Elas podiam entrar a qualquer momento, com bandejas ou vassouras, e nos pegar. A ideia me deixava extremamente tímida, o rosto queimando de vergonha, mas também excitada além da conta, o proibido amplificando tudo.
Dante me empurrou contra o centro da sala, rompendo o beijo para descer os lábios pelo meu pescoço, lambendo a veia pulsante ali. — Você é minha também — murmurou ele, a voz rouca de possessividade. Suas mãos frias subiram pelas minhas coxas, erguendo o vestido com urgência, expondo minha calcinha úmida. Eu gemi baixinho, as pernas tremendo, mas não parei ele. Ele se ajoelhou devagar, os olhos escuros fixos nos meus, cheios de fome.
— Dante... as empregadas... — sussurrei, tímida, olhando para as portas abertas, o sol iluminando tudo. Meu corpo traía minha preocupação – eu estava encharcada, ansiando por ele.
— Shh — respondeu ele, sorrindo perverso. — Deixe que eu cuido disso.
Ele puxou minha calcinha para o lado com um dedo, expondo-me ao ar fresco, e então mergulhou. Sua língua fria lambia devagar no início, traçando os lábios externos, provocando. Eu arfei, as mãos voando para sua cabeça, os dedos enfiando nos cabelos castanhos. Ele chupava com maestria, a boca voraz circundando meu c******s, sugando com força enquanto a língua rodava em círculos. O prazer era intenso, cru, me fazendo arquear as costas, gemidos escapando apesar da timidez. Estávamos no meio da sala, em pé, expostos – qualquer um poderia entrar –, e isso tornava tudo mais elétrico, mais proibido. Meu corpo tremia, as pernas fraquejando enquanto ele alternava lambidas longas e sucções profundas, um dedo frio escorregando para dentro de mim, curvando-se para acertar aquele ponto que me fazia ver estrelas.
— Dante... por favor... — implorei, a voz entrecortada, os olhos fechados de êxtase e vergonha. O sol batia nas minhas costas, iluminando a cena, e eu me sentia suja e desejada ao mesmo tempo.
Ele gemeu contra mim, as vibrações enviando ondas de prazer pelo meu corpo, e acelerou, chupando com mais fome, o dedo movendo-se ritmicamente. Meu clímax veio como uma explosão, as pernas cedendo enquanto eu gritava baixo, o corpo convulsionando em ondas intermináveis de prazer. Dante continuou, lambendo cada gota, prolongando o orgasmo até que eu ficasse mole, apoiada nele.
Quando ele se levantou, limpando a boca com o dorso da mão, seus olhos escuros brilhavam de satisfação. Eu me sentia destruída e viva, o corpo latejando, a timidez me consumindo enquanto arrumava o vestido com mãos trêmulas. As empregadas não haviam aparecido, mas o risco... ah, o risco havia tornado tudo inesquecível.
— Você não é só irmã, Rhae — murmurou ele, beijando minha testa. — Você é nossa.
Meu coração ainda batia forte, e eu sabia que ele tinha razão. Eu os desejava demais para fingir o contrário. A mansão, outrora um refúgio, agora era um ninho de tentações que eu não queria resistir.