Capítulo 9

1439 Words
Rhae O sol já se punha no horizonte quando Lucien chegou à empresa, sua silhueta alta e imponente recortada contra as janelas panorâmicas do escritório. Meu coração deu um salto ao vê-lo – aqueles cabelos pretos médios, os olhos carmesim que pareciam perfurar a alma, a postura rígida que exalava autoridade. Dante, que havia passado o dia me mostrando relatórios e explicando fluxos financeiros com seu humor provocador, olhou para o relógio e sorriu de canto. — Hora de eu bater o ponto, irmãzinha — disse ele, piscando para mim com aquele ar malicioso que sempre me deixava corada. — Lucien assume a noite. Fica com ele, vai ser... educativo. Ele deu um tapa leve no ombro de Lucien ao passar, uma brincadeira fraterna que o mais velho ignorou com um suspiro frio. Dante desapareceu pelo elevador, deixando-me sozinha com Lucien. O ar no escritório pareceu mudar imediatamente – mais pesado, mais carregado. Eu me sentia exposta, como se cada movimento meu fosse analisado por aqueles olhos vermelhos. Lucien era o mais velho, com séculos de existência nas costas. Quantas experiências ele teria acumulado? Quantas mulheres haviam passado por suas mãos frias, cedendo àquela intensidade que ele m*l disfarçava? Meu pulso acelerou só de pensar, um misto de curiosidade e um desejo proibido que eu tentava ignorar. Sentei-me na cadeira em frente à mesa dele, tentando parecer casual enquanto ele se acomodava, abrindo o laptop com movimentos precisos e econômicos. Ele falava pouco, respondendo minhas tentativas de conversa com monossílabos ou olhares penetrantes. Era misterioso, fechado como um cofre antigo, guardando segredos que eu ansiava desvendar. O silêncio se estendia, quebrado apenas pelo clique do mouse e pelo som distante do tráfego lá embaixo. Meu estômago se contorcia de nervosismo – por que eu me sentia tão atraída por aquela frieza? Era como se ele me desafiasse a quebrar sua casca. Finalmente, não aguentei mais. Meu coração batia forte, ecoando no peito como um tambor. — O que você acha de mim, Lucien? — perguntei, minha voz saindo mais baixa do que o pretendido, carregada de vulnerabilidade. Ele parou de digitar, erguendo os olhos carmesim para mim. Por um momento, o ar pareceu congelar, e eu senti um arrepio percorrer minha espinha. Seus lábios se curvaram em um sorriso mínimo, quase imperceptível, mas cheio de intenções. — Minha mãe a quer como futura nora — respondeu ele, a voz grave e controlada, como se estivesse declarando um fato irrefutável. — Que você seja obediente e dê netos a ela. Até agora, eu não arrumei uma nora para ela, por não achar alguém compatível comigo. As palavras me atingiram como um choque elétrico, despertando um calor no meu ventre que eu não esperava. Nora? Obediente? Meu rosto queimou, mas eu sustentei o olhar dele, sentindo uma faísca de rebeldia misturada a excitação. Ele era tão direto, tão possessivo em sua frieza. — Você se acha apta para ser da família Vespermont? — continuou ele, inclinando-se para frente, os olhos fixos nos meus como se me despisse camada por camada. — Minha mãe é rígida. Só não começou a ser com você... ainda. Engoli em seco, meu coração galopando. Havia algo na forma como ele me olhava que me deixava sem fôlego – não era só avaliação, era desejo velado, uma fome que ele controlava com maestria. E então, quase casualmente, ele acrescentou: — Você é bonita. As palavras pairaram no ar, simples mas carregadas de eletricidade. Meu corpo reagiu instantaneamente – um formigamento na pele, um calor se espalhando entre minhas pernas. Eu me mexi na cadeira, desconfortável e excitada ao mesmo tempo. Lucien notou, seus olhos se estreitando com um brilho predatório. Ele se levantou devagar, rodeando a mesa como um lobo circulando sua presa. Meu pulso acelerou, o ar ficando espesso com tensão. — Sente-se na mesa — ordenou ele, a voz baixa e autoritária, mas com um tom rouco que enviou ondas de calor pelo meu corpo. Meu coração disparou violentamente. Eu hesitei por um segundo, mas algo na intensidade dele me compeliu a obedecer. Levantei-me e me sentei na borda da mesa de vidro frio, minhas pernas pendendo, o vestido subindo levemente pelas coxas. O contato com a superfície gelada contrastava com o fogo que queimava dentro de mim. Lucien parou bem à minha frente, tão perto que eu sentia o frio sobrenatural emanando de sua pele, misturado ao perfume sutil de algo antigo e masculino. — O que você deseja fazer? — perguntei, minha voz tremendo, mas carregada de curiosidade e anseio. Meu corpo traía minha inocência – eu era virgem, mas ali, com ele, eu me sentia à beira de algo irresistível. Seus olhos carmesim brilharam, descendo devagar pelo meu corpo, demorando-se no decote, nas curvas das minhas pernas. Ele ergueu uma mão, traçando levemente o contorno do meu braço, o toque frio enviando arrepios deliciosos pela minha pele. — Você deseja sentir prazer? — murmurou ele, a voz como veludo escuro. — Eu posso dar isso a você. Sem consequências. Se você fizer o mesmo comigo. Meu estômago se revirou de excitação e nervosismo. Prazer sem consequências? Meu coração batia tão forte que eu jurava que ele podia ouvir. Eu me sentia molhada só com as palavras dele, o corpo traindo minha mente racional. — O quê? — sussurrei, os olhos fixos nos dele, hipnotizada. Lucien ergueu a mão, os dedos longos e elegantes parando perto dos meus lábios. Seu olhar era intenso, possessivo, como se ele já me reivindicasse. — Chupe meus dedos — instruiu ele, a voz baixa e comandadora. — Para eu te ensinar. Meu rosto queimou de vergonha e desejo. Meu coração martelava no peito, mas eu abri a boca devagar, deixando que ele inserisse dois dedos. O gosto era salgado, frio, e eu os chupei instintivamente, sentindo a textura lisa contra minha língua. Lucien gemeu baixo, um som que enviou um choque direto para o meu centro. — Use a língua para lamber a ponta — ordenou ele, os olhos escurecendo com luxúria. — Assim... devagar. Obedeci, rodando a língua ao redor da ponta dos dedos dele, sentindo o corpo dele se tensionar. Meu próprio desejo crescia, uma umidade quente se acumulando entre minhas pernas. Ele observava cada movimento meu, o peito subindo e descendo levemente, e eu me sentia poderosa e submissa ao mesmo tempo. Quando ele retirou os dedos, molhados com minha saliva, seu sorriso era sombrio e satisfeito. — Você aprendeu rápido — murmurou ele, a voz rouca. — Agora... posso dar prazer a você? Meu coração parou por um segundo. Eu estava ofegante, o corpo ansiando por mais. Assenti, sem palavras, os olhos vidrados nos dele. Lucien não hesitou – suas mãos frias subiram pelas minhas coxas, erguendo o vestido devagar, expondo minha pele arrepiada. Ele agarrou a borda da minha calcinha e a puxou para baixo, deslizando-a pelas pernas com uma lentidão torturante. Eu me sentia exposta, vulnerável, mas o desejo era avassalador. Ele se ajoelhou à minha frente, os olhos carmesim fixos no meu centro nu, e então mergulhou debaixo do vestido. Senti sua respiração fria contra minha i********e, e então sua língua – gelada, habilidosa – lambendo devagar, traçando círculos ao redor do meu c******s. Gemi alto, as mãos apertando a borda da mesa, o prazer explodindo como fogo no meu corpo. Ele chupava com intensidade, a boca voraz, alternando lambidas longas e sucções profundas que me faziam arquear as costas. Meu corpo tremia, ondas de êxtase me invadindo, sem controle. Eu nunca havia sentido nada assim – intenso, cru, como se ele me devorasse inteira. Lucien gemia contra mim, o som vibrando na minha pele, e eu sentia que ele também estava perdido no prazer, sua língua explorando cada dobra com uma fome possessiva. Meu clímax veio rápido e violento, um grito escapando dos meus lábios enquanto eu me desfazia, o corpo convulsionando em ondas de puro êxtase. Ele continuou lambendo, prolongando o prazer até que eu ficasse mole, ofegante. Quando ele emergiu de debaixo do vestido, os lábios brilhando com minha essência, seus olhos carmesim estavam escuros de desejo. Meu coração ainda batia descompassado, o corpo latejando com o resíduo do orgasmo. Lucien se levantou, limpando a boca com o dorso da mão, e sorriu – um sorriso perigoso, satisfeito. — Isso foi só o começo — murmurou ele, a voz rouca. — Se você quiser mais... é só pedir. Eu me sentia transformada, o corpo ainda tremendo, a mente girando com o que acabara de acontecer. Lucien era perigoso, mas eu ansiava por mais. A noite na empresa havia mudado tudo, e eu sabia que não havia volta.
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