Um mês depois Trinta dias haviam passado desde a madrugada do sangue. E desde então, nada havia mudado. Vincenzo mantinha sua presença como uma sombra distante. Os únicos sons que ela ouvia dele eram os passos ao longe, os motores dos carros de luxo partindo ao amanhecer, ou as conversas abafadas de negócios com Lorenzo — sempre fechadas atrás de portas de ferro. Ele nunca a procurou. Nunca a mencionou. Nunca sequer olhou em seus olhos. Sophie passava os dias entre livros, flores, caminhadas solitárias pelos jardins e conversas ocasionais com Nora ou Evelyn que veio para Itália. A mansão era bela, mas parecia um castelo de vidro: brilhante por fora, gelado por dentro. Foi então que, numa manhã nublada, Katherine apareceu com seu habitual perfume caro e os saltos ecoando pelo mármor

