CAPÍTULO 97 ALANNY NARRANDO O som dos aplausos ainda ecoava quando o pastor terminou de falar. A quadra tava em festa — gente gritando, batendo palma, chorando, rindo. Eu m*l conseguia processar tudo. Só sentia o coração acelerado e o gosto do beijo dele ainda nos meus lábios. O Carioca me abraçou forte, o braço firme na minha cintura, e sussurrou no meu ouvido, com aquele tom rouco que só ele tem: — Agora tu é minha de verdade, ruiva. Senti o corpo inteiro arrepiar. Sorri, meio boba, e encostei a testa na dele. — Já era tua antes disso, Bruno. Sem querer, mais era — falei baixinho, chamando ele pelo nome só pra ver o sorriso de canto aparecer. Os fogos continuavam estourando lá fora, colorindo o céu. O povo gritava “viva os noivos!”, e eu olhava em volta, ainda meio sem acreditar.

