CAPÍTULO 139 ALANNY NARRANDO A gente pegou a estrada com o sol já alto, o vento batendo na janela e o cheiro de mar ainda grudado na pele. O som do pagode baixinho no rádio deixava o clima leve, e por um tempo, ninguém falou nada. Era aquele silêncio bom, de quem tá em paz. Eu fiquei olhando a paisagem passando rápido pela janela — o mar ficando pra trás, as casinhas coloridas, o movimento das vans, os quiosques abrindo. Cada curva era um pedaço da viagem que eu queria guardar. — Tá com sono, ruiva? — o Carioca perguntou, sem tirar os olhos da pista. — Um pouquinho… — respondi, bocejando. — Mas é aquele sono gostosø, de quem viveu coisa boa. Ele riu, esticando a mão pra segurar a minha. — Então dorme um pouco, eu seguro o volante aqui. Quando acordar, a gente já vai tá no Rio. Sorr

