CAPÍTULO 138 ALANNY NARRANDO Depois do banho, a gente ficou um tempinho ali só se olhando, rindo à toa, sem pressa pra nada. Mas o relógio não perdoa — o tempo corre, e o morro esperava a gente. O Carioca saiu do banheiro primeiro, com a toalha na cintura e o cabelo pingando. Eu fiquei só observando ele andar pelo quarto, todo tranquilo, colocando as coisas na mochila. — Cê vai deixar as mulher tudo doida andando assim, sem camisa — brinquei, ainda enrolada na toalha. Ele riu, aquele riso rouco que eu amava ouvir. — Mulher nenhuma, ruiva. Só a minha. Revirei os olhos, mas sorri. Comecei a me vestir, colocando uma calcinha leve e um short jeans, enquanto ele botava a bermuda e uma regata preta. O quarto ainda tinha cheiro de mar misturado com perfume, e a mala aberta em cima da cama

