CAPÍTULO 150 CARIOCA NARRANDO Fiquei parado no meio da sala um tempão depois que ela saiu. O som do portão batendo ainda ecoava na minha cabeça. A casa tava silenciosa, mas o tipo de silêncio que pesa — aquele que faz a gente ouvir o próprio erro. Passei as mãos no rosto, respirei fundo e sentei no sofá. O celular vibrava na mesa, notificação atrás de notificação, mas eu não queria olhar. Já sabia que era fofoca do morro, comentário atravessado, gente falando do que não sabe. Sempre tem quem se alimente do caos. Peguei o telefone, abri o contato do laboratório e marquei o exame. Hoje, três da tarde. Acabou a enrolação. – DNA – Bruno de Souza, comparecimento confirmado. Soltei o ar devagar, encostando a cabeça no encosto do sofá. Eu tinha vacilado. Sabia disso. Mas também sabia que ag

