CAPÍTULO 151 ALANNY NARRANDO Eu ali na academia parecia um sopro de ar limpo. Entrei pela porta e parei uns segundos na entrada só olhando — as paredes pintadas, os aparelhos alinhados, o tapete novo, as luzes que a gente tinha escolhido. Era tudo nosso, ou pelo menos era a nossa cara. Um projeto que eu e as meninas tinha suado pra tirar do papel, e ver aquilo pronto me deu uma mistura boa de orgulho e susto no peito. Fiquei ali, de mãos nos quadris, respirando fundo. A sensação era de quem monta a própria vida embaixo do sol: frágil e forte ao mesmo tempo. Pensei na mãe da Bruna, nas conversas na mesa da cozinha, nas noites que a gente rascunhou plano com caneta meia-boca. Tudo aquilo tava ali, concreto. Me deu vontade de chorar, mas eu segurei. Chorar ia ser admitir que eu precisava d

