CAPÍTULO 15 CARIOCA NARRANDO A ruiva me empurrou com tudo, a mão dela tremendo de raiva, os olhos cheios de lágrima e ódio. Fiquei parado, respirando pesado, a boca ainda com o gosto doce misturado com amargor do beijo que arranquei dela. E sabe o que eu senti? t***o e mais vontade ainda. Ela levou a mão na boca, ofegante, cuspindo veneno: — Seu nojento! Cê não tinha direito de fazer isso comigo! Eu dei um sorriso torto, aquele que sempre aparecia quando eu sabia que tinha vencido uma guerra. — Tu acha que eu não tinha? — falei baixo, mas firme, a voz rouca. — Tu é minha, ruivinha. Eu só fui o primeiro a te mostrar isso. Ela me encarava como se quisesse me matar só com o olhar, mas quanto mais raiva ela mostrava, mais eu via o fogo queimando por baixo. O corpo dela tremia, mas não e

