CAPÍTULO 60 ALANNY NARRANDO Passei umas boas horas na casa da Bruna. O almoço tinha sido leve, cheio de risadas, mas sempre com aquela sensação no fundo de que alguma coisa me perseguia. Conversamos, falamos da Tayná que tava voltando pro Rio, e o tempo passou rápido demais. Já tava quase na hora de buscar ela no aeroporto, e eu ia junto com a Bruna. Quando saí pra fora da casa, ajeitando a bolsa no ombro, dei de cara com ele. O Carioca. Encostado na moto, braço cruzado, olhar fixo em mim como se tivesse me esperado o tempo todo. O coração disparou na hora, o ar pareceu sumir do peito. Ele tava ali, parado, a sombra dele maior que tudo na calçada. — Caralhø… — murmurei sem querer, dando um passo pra trás. Ele descruzou os braços devagar, aquele sorriso torto surgindo no canto da boc

