CAPÍTULO 61 ALANNY NARRANDO A gente passou pelo portão como se fosse outra dimensão. Os seguranças abriram na hora, sem perguntar nada, e eu senti os olhos deles me acompanhando até sumir lá dentro. Subi atrás do Carioca, cada passo ecoando no piso de mármore brilhante. Meu queixo quase caiu. O hall era enorme, pé direito alto, escada curva com corrimão dourado, lustre de cristal pendurado no meio. O chão refletia tudo, as paredes tinham quadros caros, tapete grosso, cortina pesada… eu nunca imaginei ver uma casa assim dentro de um morro. Era luxo de novela, mas ali, na favela. — Caralhø… — deixei escapar, sem conseguir disfarçar. — Nunca imaginei que existia uma casa dessas aqui. Ele sorriu torto, fechando a porta atrás de nós. — Bem-vinda à minha vida, ruiva. — falou calmo, como s

