CAPÍTULO 118 TAYNÁ NARRANDO A gente saiu de casa rindo à toa, fingindo que a vida tava leve. O sol batia forte, e o som que vinha do restaurante já dava pra ouvir de longe — aquele pagode animado, gente batendo palma, rindo alto, copo de cerveja tilintando nas mesas. O domingo no morro tinha uma energia diferente, parecia que todo mundo esquecia os problemas por algumas horas. Bruna andava do meu lado toda empolgada, rebolando no ritmo da música antes mesmo de chegar. — Já tô sentindo o cheiro do churrasco, mana! — disse, puxando meu braço. — Hoje a gente vai comer, beber e dançar até cansar. Ri, acompanhando o passo dela. — Tu quer dançar, eu quero comer. — falei, rindo. — Tô morta de fome. Chegando perto, o clima tava no auge: o som do cavaquinho, o batuque do tantã, o garçom pass

