CAPÍTULO 178 ALANNY NARRANDO Ele ficou parado por uma eternidade, enterrado em mim até o fundo, como se estivesse tentando se fundir com o meu corpo. A única coisa que se mexia era o suor escorrendo da testa dele e caindo no meu rosto, quente e salgado. Meus pulsos doíam sob a pressão dos dedos dele, mas a sensação de estar completamente dominada, invadida, por ele. — É isso que tu queria, ruiva? — ele sussurrou, a voz um rosnado abafado contra a minha orelha. — Me ver perder o controle? Abri os olhos e encarei a escuridão furiosa no olhar dele. — Só… quero… que tu seja… real — consegui falar, entre um suspiro ofegante, meu corpo já se adaptando ao tamanho e à pressão dele por dentro. Um som baixo, entre um riso e um gemido, saiu da garganta dele. — Real? Toma realidade então. E el

