CAPÍTULO 156 PRISCILA NARRANDO Quando o Carioca me falou que ia me levar pra fazer o exame, o desespero tomou conta de mim. O coração começou a bater descompassado, o suor escorrendo pela testa, e só uma coisa martelava na minha cabeça: se esse filho não for dele, ele me mata. E eu sabia que a chance era grande de não ser. Fiquei andando de um lado pro outro dentro do barraco, sem saber o que fazer. Cada vez que lembrava do olhar dele — frio, ameaçador — o medo aumentava. Eu conhecia o Bruno. Sabia que quando ele dizia que ia “resolver”, ele resolvia mesmo. E eu não queria ser o problema a ser resolvido. Olhei pra cama, pro chão, pro espelho rachado. Minhas mãos tremiam. Pensei em correr, sumir, mas pra onde eu ia? Ele ia me achar. Foi aí que lembrei da caixa de remédios escond

