CAPÍTULO 56 TAYNÁ NARRANDO O café descia quente, amargo, mas parecia me dar a força que eu precisava pra não desmoronar ali mesmo. Meu pai mexia devagar no dele, sem pressa, mas os olhos sempre em mim, como se quisesse guardar cada detalhe daquela manhã. — Então tu decidiu mesmo… — ele falou baixo, depois de um tempo em silêncio. Assenti, encarando a xícara entre minhas mãos. — Decidi, pai. Hoje eu vou embora. Não dá mais pra ficar aqui, não depois de tudo. — respondi, firme, mesmo com a voz embargada. Ele soltou um suspiro pesado, apoiou os braços na mesa e me olhou com aquele jeito sério dele. — Tá certo. Se teu coração tá mandando, eu não vou segurar. Mas deixa eu te levar no aeroporto, não quero tu indo sozinha. Meu peito apertou, mas eu sorri pequeno. — Queria pedir isso mesm

