CAPÍTULO 55 TAYNÁ NARRANDO Desliguei a ligação com a Bruna e fiquei um tempo só encarando a tela do celular apagada. O silêncio do quarto parecia maior que tudo, pesado, sufocante. Meu coração ainda batia descompassado, o rosto molhado de lágrimas, e por mais que ela tivesse me dado força, eu me sentia em pedaços. Levantei devagar, cada passo pesado como se eu tivesse atravessando um campo minado dentro de mim. Abri o guarda-roupa e fiquei encarando as prateleiras cheias de roupas que até ontem pareciam ter sentido. Hoje, tudo parecia inútil. — Acabou… — sussurrei pra mim mesma, a voz falhando. — Eu não volto mais. Puxei a mala grande do canto, joguei em cima da cama e comecei a encher sem pensar. Roupa dobrada de qualquer jeito, sapato jogado, uns perfumes que ainda tinham cheiro de

