CAPÍTULO 85 BRUNA NARRANDO A campainha da entrada tocou, aquele barulhinho agudo que já fazia parte da minha rotina. Eram pouco mais de nove da manhã, e eu já tava ali na recepção do hotel, ajeitando meu crachá e o sorriso no rosto. — Bom dia, seja bem-vindo. — falei automático, mas com simpatia, do jeito que a gerente sempre cobrava. O lobby tava calmo, ar-condicionado no máximo e aquele cheiro de flores artificiais misturado com café vindo do restaurante. A mesa da recepção era minha trincheira: computador ligado, lista de reservas do lado e o telefone que nunca parava de tocar. — Bom dia, eu tenho uma reserva no nome de Roberto Silva. — disse um homem bem-vestido, de terno azul claro, largando a mala de rodinha no chão. Digitei rápido o nome no sistema e confirmei. — Tá certo, se

