CAPÍTULO 227 ALANNY NARRANDO A festa tava perfeita. O sol já tinha ido embora, e agora eram as luzes penduradas na varanda que deixavam tudo com aquele clima gostosø, meio mágico. A galera dançava, o som tocava um pagodinho leve, e todo mundo sorria. A Tayná e o Alemão pareciam viver dentro de um sonho, e ver eles assim fazia a gente acreditar que o amor ainda podia ser bonito, mesmo depois de tanto caos. Eu tava encostada na grade da varanda, observando tudo com um copo na mão, quando senti alguém chegar atrás de mim. Não precisei nem olhar pra saber quem era. O cheiro dele me entregava antes mesmo do toque. — Tá escondida por quê, ruiva? — a voz do Carioca veio baixa, rouca, bem perto do meu ouvido. Dei um sorrisinho de canto e virei só um pouco o rosto. — Não tô escondida, nã

