CAPÍTULO 79 TAYNÁ NARRANDO O caminho até a casa da minha mãe pareceu mais longo do que realmente era. Cada viela que eu dobrava, eu ainda sentia o peso do olhar do Alemão grudado nas minhas costas, como se tivesse deixado um rastro em mim. Respirei fundo quando avistei o portão baixo da casa dela, aquele verde já descascado pelo tempo, e apertei o passo. Bati palmas e, segundos depois, a porta abriu. Minha mãe apareceu, com o mesmo sorriso largo que sempre me desmontava. — Minha filha! — ela falou, abrindo os braços. Me joguei no abraço dela, sentindo o cheiro familiar de café e sabão em pó misturado. Era um cheiro de casa, de infância, de tudo que eu sentia falta. — Oi, mãe. — murmurei, apertando forte. Ela me afastou só o suficiente pra olhar meu rosto. — Tá cada vez mais bonita,

