CAPÍTULO 172 TAYNÁ NARRANDO O vento batia forte no rosto enquanto a moto subia o morro. O ronco do motor misturado com o frio da madrugada deixava tudo mais intenso. Eu segurava na cintura do Alemão, o corpo colado no dele, o coração disparado — e nem era pelo medo da velocidade. Era por ele. Por esse homem que me deixava completamente sem chão. Quando ele parou em frente a uma casa enorme, com muro alto e portão fechado, eu olhei em volta, surpresa. A fachada era bonita demais pra um cara que vivia dizendo que não ligava pra luxo. — Onde a gente tá? — perguntei, ainda tentando entender. Ele desligou a moto, tirou o capacete e passou a mão pelo cabelo, olhando pra mim de canto. — Em casa. — respondeu simples, como se fosse a coisa mais normal do mundo. O portão se abriu devagar, e

