CAPÍTULO 114 ALANNY NARRANDO A gente saiu da casa de mãos dadas, o sol já batendo forte e o cheiro do mar misturado com o vento da manhã. O Carioca caminhava ao meu lado, com a camisa aberta e aquele sorriso de canto que eu conhecia bem — o mesmo de quando ele tá leve, tranquilo, fora do peso do morro. As ruas de Búzios eram calmas, coloridas, e cada passo parecia tirar um pouco mais do peso que a gente carregava lá de cima. As pessoas passavam sorrindo, algumas acenavam, e eu me senti diferente — livre, talvez. — Tá gostando do lugar, ruiva? — ele perguntou, apertando minha mão. — Tô amando — respondi, sorrindo. — Parece que o mundo é outro aqui. — É outro mesmo. — ele disse, olhando o mar lá na frente. — Aqui é onde eu esqueço de tudo. A gente parou num café pequeno, com mesas de

